22 entidades são contra a proibição -

Estudo sobre bets e mulheres é entregue a Fux antes de audiência no STF

A primeira-dama Janja da Silva participou nesta terça-feira (03/11) da abertura de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a proibição das apostas online no Brasil. Antes do debate, ela se reuniu com o ministro Luiz Fux, relator das ações que questionam a medida, e entregou a ele o estudo "Mulheres e Bets: o custo das apostas online para as brasileiras e suas famílias", conforme informações do portal Frances News. Apresentado como o primeiro levantamento brasileiro a examinar o impacto das apostas digitais sob a perspectiva das mulheres, o estudo aponta que 67% das entrevistadas acreditam que as bets estão prejudicando as famílias brasileiras, e que quatro em cada dez mulheres jogam ou já utilizaram plataformas de apostas.

Em publicação nas redes sociais, Janja defendeu a manutenção da proibição e afirmou que o avanço das apostas representa um risco para o orçamento e o bem-estar das famílias. "Reforço que não podemos deixar que as bets voltem a operar e a colocar em risco o sustento, a saúde e a segurança das famílias. O vício nas apostas online se tornou um problema de saúde pública que não afeta apenas a vida de quem aposta, mas adoece toda a família, principalmente as mulheres. São as mulheres que sentem o principal peso desse vício", escreveu.

Foto: Reprodução/Rede sociais

Segundo o Estúdio Clarice, responsável pelo levantamento, algumas mulheres passaram a apostar com a expectativa de complementar a renda e ajudar no pagamento de despesas básicas, como contas de luz, alimentação e mensalidades escolares. A audiência, no entanto, foi marcada por divergências: das 34 entidades chamadas por Fux, ao menos 22 já haviam se manifestado publicamente contra a proibição das bets, incluindo clubes de futebol e associações ligadas ao setor. O ministro classificou como "desinformadas" as críticas sobre a composição dos participantes e afirmou que o STF já havia ouvido dezenas de entidades em 2024.

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