• Fake News sobre urnas, pesquisas e TSE dominam eleição de 2022

    PATRÍCIA CAMPOS MELLO - PAULA SOPRANA - RENATA GALF
    SÃO PAULO, SP
    (FOLHAPRESS)

    A "mamadeira de piroca", notícia falsa que marcou a eleição de 2018, deu espaço em 2022 para denúncias infundadas sobre urnas e pesquisas eleitorais, conspirações sobre a TV Globo e a corte eleitoral e o boato de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fechará igrejas caso eleito.
    Em 2018, a campanha foi dominada por fake news ligadas a questões morais e de gênero, como a mensagem dizendo que mamadeiras com bico em formato de pênis tinham sido distribuídas em creches pelo PT e o boato da criação de um "kit gay" pelo então candidato à Presidência Fernando Haddad para doutrinar crianças.
    Naquele ano em que a avalanche de notícias falsas surpreendeu os eleitores e as autoridades, montagens mostrando a ex-presidente Dilma Rousseff com o ex-ditador cubano Fidel Castro e acusações de terrorismo contra políticos também inundaram os grupos de WhatsApp, segundo levantamentos feitos pelas agências de checagem Lupa e Aos Fatos, pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e pela USP (Universidade de São Paulo) na época.
    Já em 2022, segundo mapeamento da Palver, empresa de tecnologia que monitora mais de 15 mil grupos públicos de WhatsApp, as mensagens desinformativas que mais viralizaram questionam de algum modo as urnas ou as autoridades eleitorais.
    Uma das mais compartilhadas de 15 de agosto, início da campanha, a 15 de setembro dizia que o voto para presidente seria invalidado caso o eleitor não votasse para os outros cargos. Outra narrativa afirmava que o ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz havia investigado as urnas eletrônicas e descoberto que o PT nunca teria vencido às claras no Brasil.
    Na reta final para o primeiro turno, entre 5 de setembro e o dia 28, explodiu o volume de mentiras sobre o sistema eleitoral, pesquisas de opinião e ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
    Um dos conteúdos falsos de maior circulação dizia que as urnas já estavam sendo abertas e fraudadas em um sindicato ligado ao PT, em Itapeva: "Denúncia urgente! Bomba! Urnas eletrônicas sendo modificadas dentro do Sindicato do PT em Itapeva, São Paulo. A fraude sendo revelada antes da eleição".
    Segundo a Palver, com base no número de usuários que receberam a mensagem na amostra, ao menos 130 mil pessoas foram expostas a ela.
    Na segunda-feira (26), o TSE esclareceu que, desde 2014, um cartório eleitoral de Itapeva realiza o procedimento de carga e lacração das urnas do Sinticom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário) por falta de espaço no cartório, e que os funcionários que atuam no procedimento foram contratados por licitação. Mas a ideia continua circulando.
    No Facebook, um vídeo da deputada federal Carla Zambelli (PL) sobre o sindicato somou mais de 600 mil visualizações em menos de 24 horas. No YouTube, foram 84 mil. No Kwai, dezenas de vídeos circulam com as imagens gravadas no local. Alguns deles vêm acompanhados dos termos "golpe das urnas" e "fraude escancarada". O mais viral tinha 194 mil visualizações.
    Outro discurso de destaque convoca apoiadores de Bolsonaro a enviar fotos dos comprovantes de voto para determinados grupos de Telegram, um tipo de contagem paralela. Já um boato, cujas variações atingiram ao menos 20 mil pessoas, diz que a totalização dos votos será fraudada para "apresentar números iguais aos das pesquisas".
    Ainda há teorias populares dizendo que as urnas eram entregues na favela e carregadas por garis; que 80% delas têm o código-fonte programado para adulteração; e que o TSE reduziu o número de urnas para brasileiros que vivem no exterior, maioria que seria eleitora de Bolsonaro, e ampliou nos presídios. O texto ainda incita bolsonaristas a seguir o exemplo da invasão do Capitólio nos EUA, em 6 de janeiro.
    "Em 2018, a desinformação tinha o objetivo construir a polarização, colocando de forma antagônica temas que não estavam sendo debatidos dessa forma pelas pessoas, causas feministas, questões LGBT", diz Fabrício Benevenuto, professor de ciência da computação da UFMG e coordenador do projeto Eleições Sem Fake. "Em 2022, a polarização já está formada e a desinformação está focada em atacar os candidatos e deslegitimar as eleições e as pesquisas."
    É o caso da montagem de uma fotografia em que Lula aparece abraçando e beijando Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais. Em alguns casos, afirmava-se também, falsamente, que Richthofen seria candidata pelo PT.
    Outra diferença entre os dois pleitos é que, em 2018, a maioria das fake news circulava em formato de imagem (59,7%), diante de 19,6% em vídeo, 12,5% em texto e 8,2%, áudio. Neste ano, segundo a UFMG, a maior parte está em vídeo (37,3%), depois em texto (32,9%), imagem (22,6%) e áudio (7,2%). O monitoramento também mostra vídeos do TikTok e Kwai entre os mais compartilhados.
    O cenário ainda conta com amplo uso de redes de nicho, como Gettr, BitChute e Rumble, usadas em especial pela extrema-direita, pontua Tai Nalon, diretora-executiva do Aos Fatos, a partir de dados da organização.
    "O ambiente para a desinformação está mais fragmentado, porém muito mais amplo, com mais lugares de distribuição do que em 2018", diz.
    Há quatro anos, eram poucos os grupos de esquerda. Agora, dados da UFMG mostram que uma pequena parte dos conteúdos dos grupos desse espectro já aparece entre os mais compartilhados -embora a direita ainda protagonize a disseminação de fake news.
    Outra novidade de 2022 é a popularização dos deep fakes e de vídeos manipulados. Entre os mais difundidos de 15 a 26 de setembro em grupos de WhatsApp acompanhados pela UFMG está o
    deepfake em que o âncora do Jornal Nacional, William Bonner, anuncia resultados falsos de uma pesquisa Ipec que teria Bolsonaro à frente de Lula.
    Segundo Cristina Tardáguila, fundadora da Agência Lupa e diretora do International Center for Journalists, a desinformação de 2018 estava no WhatsApp. Agora, é cada vez mais comum mensagens com links chamando para assistir a lives, ou com vídeos, de youtubers, podcasts ou veículos de mídia favoráveis ao governo, como Jovem Pan, Gustavo Gayer, RedeTV! e Record.
    Nos vídeos, diz Tardáguila, proliferam afirmações falsas sobre o processo eleitoral, as urnas e os candidatos.
    "São conteúdos geralmente muito longos, que oferecem dificuldade para os checadores verificarem, e as checagens não aparecem no mesmo espaço", diz. "E é difícil as plataformas derrubarem um vídeo de três horas por causa de duas ou três afirmações falsas."
    Os boatos sobre a Globo, o STF e de uma suposta perseguição do PT a cristãos também ganharam tração na reta final. O Monitor de WhatsApp da UFMG apontou que, entre os 10 textos mais compartilhados no aplicativo, 3 diziam que Lula ataca cristãos e que fecharia igreja e prenderia pastores, o associando ao ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, ao demônio e a religiões de matriz africana.
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    IMAGENS, VÍDEOS E MENSAGENS DE TEXTO DESINFORMATIVOS MAIS COMPARTILHADOS EM 2022
    Lista é feita com base em conteúdos que aparecem entre os mais virais dos levantamentos de Palver e UFMG

    - Título de eleitor falso com código de validação e QR-code pró-Lula
    Código no documento, que nada tem a ver com o voto, transferiria voto para candidato do PT

    - Imagens de manifestações a favor de Jair Bolsonaro com o texto: #GloboLixo não engana mais -analistas políticos internacionais afirmam que Bolsonaro passará de 100 milhões de votos

    - Foto que mostra suposta fazenda da família do ex-presidente Lula, que, na verdade, é a fazenda Nova Piratininga, que fica em São Miguel do Araguaia, norte de Goiás
    A narrativa falsa é de 2019

    - Mensagem sobre bloqueio de bens do ex-presidente Lula: "A Receita Federal está sendo impedida de agir. Lula quer impedir a Receita Federal de avaliar o patrimônio que ele e Lulinha montaram com evidências de mutretas"

    - Suposto esquema de recebimento de recursos Grupo Globo para os ministros do STF Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski

    - Imagem manipulada em que Lula aparece beijando e abraçando Suzanne von Richthofen

    - Vídeo do youtuber Gustavo Gayer dizendo que o IPEC funciona no mesmo endereço que a sede do Instituto Lula
    O TSE determinou que Twitter, Facebook e TikTok removam conteúdo do ar

    - Vídeo de Bolsonaro no 7 de Setembro ao lado do empresário Luciano Hang em Brasília
    Divulgação foi proibida pelo TSE e enquadrada como propaganda irregular devido ao uso de aparato estatal

    - Vídeo deep fake do presidente Lula em um comício, dizendo que seus eleitores são vagabundos, traficantes e bandidos

    - Vídeo deep fake de William Bonner anunciando falso resultado da pesquisa Ipec com Bolsonaro à frente

    - Montagem com a entrevista de Lula ao Jornal Nacional

    - Mensagens sobre diversos tipos de fraude nas urnas

    - Mensagens dizendo que Lula ataca cristãos, fecharia igrejas e prenderia pastores

    - Associam o ex-presidente ao ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, ao demônio e a religiões de matriz africana, vistas de modo intolerante

    - Vídeo atribuído à Ursal diz que TSE deixa parte do código com erros propositais para que as urnas das localidades onde Bolsonaro tem mais votos sejam substituídas
    A Ursal não existe e virou meme em 2018 ao ser citada por Cabo Daciolo como uma possível organização de esquerda de países latinos

    Mensagens associando o ministro Alexandre de Moraes e o TSE a conluios com a TV Globo para fraudar a eleição

    CONTEÚDOS MAIS DIFUNDIDOS EM 2018
    Lista feita a partir de levantamentos da UFMG e da Lupa
    - Montagem de foto mostrando "Dilma e Fidel em Cuba"
    - Suposta ficha criminal de Dilma acusada de terrorismo
    - Foto de parada gay em Nova York dizendo ser de pessoas ligadas à TV Globo, afirmando que não votam em Bolsonaro
    - Montagem mostrando supostas feministas fazendo sexo e defecando em igreja

    CONTEÚDOS DESINFORMATIVOS MAIS VIRAIS EM 2018 NO FACEBOOK
    Elaborado a partir de levantamento da agência Aos Fatos

    - Urnas eletrônicas que autocompletavam para o PT

    - Kit gay -projeto Escola sem Homofobia idealizado pelo então candidato Fernando Haddad seria usado para doutrinar crianças de 6 anos
    O projeto era voltado para o Ensino Médio e não foi adotado em escolas públicas

    - Montagem antiga de uma capa da revista Veja, de 2014, com a foto do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa pedindo para que os brasileiros não votassem no PT
    - Áudio falso do Padre Marcelo Rossi declarando apoio a Bolsonaro

    - Postagem falsa dizendo que Haddad teria defendido em livro sexo entre pais e filhos

    - Mamadeira de piroca
    Boato dizendo que mamadeiras eróticas teriam sido distribuídas pelo PT em escolas

  • Lava Jato foi feita para tirar Lula da eleição em 2018, diz Alckmin

    Candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB) disse, durante a sabatina Folha de S.Paulo/UOL, nesta quinta-feira (29), que a Operação Lava Jato foi usada para tirar o petista das eleições de 2018.

    "Minha opinião: acho que [a Lava Jato] foi feita para tirar o Lula da eleição em 2018. Isso se comprovou depois", disse o ex-governador paulista. "Não tinha nenhuma razão para o processo estar lá em Curitiba, não havia competência para isso, e havia parcialidade, porque se tinha conversas [entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores]."

    Questionado se o veredito de parcialidade de Moro na Lava Jato é apenas "formalidade", Alckmin negou. "Isso é extremamente grave porque o Ministério Público tem o dever de defender a lei. E o juiz tem que ser imparcial."

    "Lula, em 2018, foi injustiçado e acho que a população reconhece isso. Houve desvios na Petrobras? Houve, e devem ser punidos. O que a população quer? Que a justiça seja feita, que ela seja correta, absolva quem não não cometeu delito, e puna quem cometeu. Não achei, por exemplo, correto o Moro, tendo sido o juiz da causa que tirou o Lula da disputa, depois aceitar ser ministro de quem ganhou. Quer dizer, é estranho", afirmou.

    A deputada Mara Gabrilli (PSDB), vice de Simone Tebet (MDB), foi entrevistada na segunda-feira (26). Na quarta (28), foi a vez de Ana Paula Matos (PDT), vice-prefeita de Salvador e candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes (PDT).

    Candidato a vice do presidente Jair Bolsonaro (PL), o general Braga Netto (PL) não confirmou sua participação. Os encontros ocorrem presencialmente, no estúdio do UOL, localizado na avenida Brigadeiro Faria Lima, zona sul da capital paulista.

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  • Eleições 2022: saiba para quem o voto é obrigatório e facultativo

    Mais de 156 milhões de eleitores, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), escolherão, no próximo domingo (02/10), os nomes que vão ocupar os cargos de presidente da República, governador, senador e deputado federal, estadual ou distrital.

    Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

    Você sabe para quem o voto é obrigatório e quem pode optar por não votar? O parágrafo 1º do Artigo 14 da Constituição estabelece duas categorias do eleitorado para as quais o voto é obrigatório ou facultativo nas eleições. Conforme o dispositivo, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os eleitores maiores de 18 anos, sendo facultativo para os analfabetos e os maiores de 70 anos, bem como para os maiores de 16 e menores de 18 anos.

    Para o TSE, o voto, mesmo para quem o direito de não votar, é fundamental. “O exercício da cidadania começa pela escolha dos representantes da população para os cargos dos Poderes Executivo e Legislativo nas esferas federal, estadual ou municipal. Por isso, é muito importante que todos os eleitores – mesmo aqueles para os quais o voto é facultativo – compareçam às urnas eletrônicas no domingo (2), primeiro turno das eleições gerais, e no dia 30 de outubro (em eventual segundo turno) para contribuir com a definição do destino do país”, ressalta o tribunal.

    Números

    De acordo com dados da Justiça Eleitoral, divulgados em 15 de julho, houve aumento de 6,21% do eleitorado desde as últimas eleições gerais do país, em 2018. À época, o número de eleitores habilitados a votar era de 147.306.275. Nas Eleições 2022, são 2.116.781 jovens de 16 e 17 anos aptos a votar de maneira facultativa. Em 2018, essa faixa etária atingiu 1.400.617. Esse número corresponde aos eleitores com 16 e 17 anos que terão essa idade no dia 2 de outubro, data do primeiro turno do pleito.

    Também em relação a 2018 houve crescimento de 51,13% nessa faixa etária do eleitorado. Segundo a Justiça Eleitoral, o aumento é resultado, principalmente, das ações promovidas durante a Semana do Jovem Eleitor. Somente nos quatro primeiros meses de 2022, o Brasil ganhou mais de 2 milhões de eleitores jovens.

    O eleitorado acima de 70 anos também aumentou. O salto foi de 23,82%, passando de 12.028.608 em 2018 para 14.893.281 em 2022. Esse número representa 9,52% de todo o eleitorado habilitado a votar em 2 de outubro.

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  • Barbara do Firmino diz que está sofrendo sabotagem após denuncia de cartazes irregulares

    A coordenação da campanha da candidata a deputada estadual, Bárbara Soares (PP), esclareceu nesta quarta-feira (29/09) que seus cartazes de campanha foram fixados somente em locais autorizados pelos proprietários das residências.

    Barbara tem sido acusada de usar indevidamente espaços em imóveis para fixar seus cartazes de campanha.

    Segundo a filha do ex-prefeito Firmino, os coordenadores não descumpre a legislação.

    "Trabalhamos sempre de acordo com as regras de respeito ao espaço e liberdade do outro, portanto condenamos qualquer ato que seja contra à democracia. Entendemos que os ânimos estão acirrados, mas não aceitamos e nem respondemos a nenhum tipo de provocação", disse.
     

  • Filha de Fernandinho Beira-Mar faz campanha para Cláudio Castro no RJ

    O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), herdou do ex-vice de sua chapa, Washington Reis (MDB), um apoio de peso em algumas favelas de Duque de Caxias: a vereadora Fernanda Costa (MDB), filha do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.

    Ré em uma ação penal sob acusação de ser o "braço político" do pai, a dentista participa pela primeira vez de uma campanha política com mandato.

    O principal foco da atuação política da Doutora Fernanda, como a cirurgiã dentista é chamada, é ajudar na reeleição de Gutemberg e Rosenverg Reis, irmãos de Washington, a deputado federal e estadual pelo MDB, respectivamente.

    Contudo, a vereadora tem se empenhado também na vitória de Castro e do senador Romário (PL). Ela ainda não se posicionou em suas redes sociais sobre a eleição presidencial.

    Em agosto, participou de duas caminhadas com o governador num calçadão da cidade, na Baixada Fluminense.

    No dia 14, também promoveu uma reunião em favor dos deputados e do governador, mesmo após Washington Reis deixar a vice na chapa em razão da Lei da Ficha Limpa. O encontro ocorreu na favela Parque das Missões, uma de suas bases eleitorais.

    A campanha do governador disse, em nota, que sua coligação "é composta por 14 partidos e conta com o apoio de muitos parlamentares, que são livres para expressar as suas preferências políticas".

    Fernanda não retornou aos contatos da reportagem ao seu gabinete na Câmara Municipal.
    "Não cabe a esta coligação censurar qualquer tipo de manifestação política", diz a nota da campanha.

    Gutemberg, presidente do MDB de Duque de Caxias, disse em janeiro de 2021 que ela se filiou à sigla "por sua atuação política e liderança". Procurado no dia 16, ele acrescentou: "Doutora Fernanda Costa é dentista, vereadora eleita pelo povo, mãe de três filhos, casada, moradora de Duque de Caxias e, como todos nós, inclusive você, não escolheu o pai".

    Fernanda recebeu 3.999 votos na eleição de 2020 e ficou na primeira suplência do MDB para a Câmara de Duque de Caxias. Contudo, assumiu a cadeira já no primeiro dia da legislatura após Washington Reis, à época prefeito da cidade, nomear um vereador da sigla como secretário.

    Ela conseguiu a vaga definitiva em outubro de 2021 após o vereador Danilo Francisco da Silva, o Danilo do Mercado (MDB), 53, ser assassinado em circunstâncias ainda não esclarecidas pela polícia -ele era suspeito de integrar um grupo de extermínio na cidade.

    Pai da vereadora, Fernandinho Beira-Mar é apontado como uma das maiores lideranças do Comando Vermelho, tendo construído uma rede internacional de tráfico de drogas e armas. Já foi condenado a mais de 300 anos de cadeia.

    Fernanda é ré desde 2017 numa ação penal na Justiça Federal de Rondônia sob acusação de integrar a organização criminosa liderada pelo pai. Ainda não houve sentença.

    O processo é resultado da Operação Epístola, uma investigação da Polícia Federal baseada em bilhetes e gravações de Fernandinho Beira-Mar supostamente enviando, de dentro do presídio federal de Porto Velho (RO), recados a membros da quadrilha para manter ativa a comercialização internacional de drogas, bem como a lavagem de dinheiro do grupo
    De acordo com a Procuradoria, a aliada de Castro era identificada pelo codinome Vasconcelos nos bilhetes enviados por Beira-Mar. Ela recebia, segundo as investigações, uma mesada de R$ 10 mil da quadrilha.

    Fernanda é descrita pelo MPF-RO (Ministério Público Federal de Rondônia) como responsável pelo "papel social e político da organização [criminosa], em razão dos serviços que presta em comunidades de Duque de Caxias".

    As principais acusações contra a vereadora se referem ao fato de ela usar o dinheiro proveniente do tráfico de drogas para atividades assistenciais nas favelas da cidade. Para o MPF-RO, a prática configura lavagem de dinheiro -crime pelo qual, contudo, ela não é acusada.

    "Luiz Fernando [Beira-Mar] comandava vasta gama de negócios ilícitos, notadamente o tráfico de drogas, além de empreendimentos comerciais que, a despeito de buscarem, em alguma medida, benefícios sociais, eram financiados com recursos obtidos ilicitamente", afirma a Procuradoria.

    "O próprio réu admite ainda que buscava realizar um trabalho social nas comunidades que estavam sob sua influência. Contudo, em seu entendimento -e isso ficou claro no interrogatório-, uma vez desenvolvida determinada atividade de forma 'lícita', não importava a origem do investimento inicial, o que, à evidência, somente reforça a conclusão de que houve de fato o crime de lavagem de dinheiro perpetrado por membros da organização", escreveu o MPF-RO nas alegações finais do processo.

    Entre as acusações contra Fernanda está sua participação na criação da Associação de Moradores do Parque das Missões, bem como de clínicas populares de saúde, das quais parte do lucro era distribuído para membros da família.

    Foi na região que ela obteve quase metade dos seus votos, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    A vereadora é acusada ainda de enviar recados ao pai para solicitar aportes financeiros num bar usado, segundo as investigações, para lavagem de dinheiro. Ela também liberava dinheiro para um outro acusado após visitas ao pai no presídio, de acordo com o MPF-RO.
    Também reforça o pedido de condenação da integrante do MDB-RJ o fato de residir num imóvel "adquirido com proveitos dos crimes praticados pelo seu pai".

    Cirurgiã dentista formada em 2009 pela Unigranrio, a vereadora estreou na política em 2016, quando tentou pela primeira vez uma vaga na Câmara caxiense. Filiada ao PP, teve 3.098 votos e não foi eleita.

    Na ocasião, sua candidatura já era motivo de preocupação do então ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

    "Sem fazer pré julgamento dela, mas para mim simboliza tudo que venho denunciando: o Rio de Janeiro hoje convive com um estado paralelo que captura as instituições seja Legislativo, Executivo e mesmo Judiciário. Isso é um câncer", completou.

    Fernanda não é a primeira parente de Beira-Mar a frequentar a Câmara Municipal da cidade da Baixada Fluminense. A Operação Epístola identificou que o traficante tinha uma filha, sogra e irmã empregadas em gabinetes no Legislativo da cidade.

    "De dentro do presídio, sabia, até mesmo, a remuneração de cada cargo e determinava para quem deveria ser destinado", afirma a denúncia do MPF-RO.

  • Eduardo Bolsonaro pede voto dos piauienses para Samantha

    Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, gravou vídeo em apoio à candidata estadual do PL, Samantha Cavalca. No vídeo, o filho de Jair Bolsonaro, deixa claro que Samantha é a possibilidade real do Piauí eleger uma deputada bolsonarista para a Assembleia Legislativa.

    “Olá, amigos do Piauí, a gente sabe que o Piaui tem uma tradição de eleger pessoas de esquerda, só que agora vocês vão ter oportunidade de eleger alguém diferente. Alguém que defende a família, a redução do Estado e que apoia as pautas do presidente Bolsonaro. O nome dela é Samantha Cavalca”, afirma Eduardo Bolsonaro.

    Eduardo Bolsonaro também desejou sucesso para Samantha. A candidata a deputada estadual de Bolsonaro no Piauí, segundo ele, é alinhada com os eleitores conservadores e a opção certa para derrotar o esquerdismo no estado.

    Confira:

  • 'Não me intimidarão', diz Ciro Gomes em carta manifesto à nação brasileira

    O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, declarou que "nada deterá minha disposição a seguir em frente com o projeto nacional de desenvolvimento" em carta destinada à nação brasileira lida na manhã desta segunda-feira (26) no comitê da campanha na zona oeste de São Paulo. "Não me intimidarão", disse.

    Foto: Reprodução/ InstagramInterlocutores de Lula avaliam que os petistas Camilo Santana e José Guimarães não participarão dos ataques da campanha contra Ciro Gomes
    'Não me intimidarão', diz Ciro Gomes em carta manifesto à nação brasileira

    A carta foi uma reação ao que chamou de "campanha de intimidação, mentiras e destruição de imagens" deflagrada pela campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Sou vítima de virulenta campanha nacional e internacional", disse Ciro.

    Estavam presentes o candidato do PDT ao governo de São Paulo, Elvis Cezar, a mulher de Ciro, Gisele Bezerra, além de integrantes do partido.

    O candidato do PDT tem sofrido pressão para desistir de sua candidatura por apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT) sob o argumento de que suas críticas ao petista ajudam a fortalecer o presidente Bolsonaro.

    Ciro tem sido alvo de memes nas redes sociais que o retratam como aliado de Bolsonaro por meio de apelidos como "Cironaro" e "Bolsociro".

    As manifestações ganharam força desde o mais recente debate entre candidatos à presidência. Nos estúdios do SBT, durante o intervalo, Ciro e Bolsonaro foram flagrados conversando ao pé do ouvido.

    Ciro nega a possibilidade de apoiar Bolsonaro e repete que está entre os políticos que pediram o impeachment do presidente.

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  • Candidatura de Haddad ganha apoio de dirigentes e profissionais de saúde

    Mais de 500 pessoas ligadas à área da saúde em São Paulo assinam um manifesto em apoio à eleição de Fernando Haddad (PT) ao governo do estado.

    O documento é subscrito por nomes como a pesquisadora Rosana Onocko, presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), os ex-presidentes da Anvisa Dirceu Barbano e Gonzalo Vecina Neto, os ex-ministros da saúde em governos petistas Alexandre Padilha e Arthur Chioro, além de ex-reitores, médicos, professores universitários e trabalhadores da saúde.

    "A pandemia demonstrou o quanto o SUS é imprescindível, mas sua gestão, no Brasil e em São Paulo, tem sido conduzida de costas para as necessidades da população. Nosso Estado, o mais rico, dirigido pelo mesmo grupo há 28 anos, tem sido incapaz de garantir a saúde como um direito universal, integral e equânime", diz o manifesto, criticando a atuação de governadores do PSDB na gestão de SP.

    O texto defende também o voto em Lula (PT) para presidente. "É hora de renovar e avançar. Precisamos de uma revolução na saúde. Com Lula presidente e Haddad governador a saúde será prioridade e o SUS fortalecido", afirma.

    Na semana passada, um outro manifesto, liderado pelo secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e pelo infectologista e secretário de Ciência, David Uip, foi lançado e defendeu apoio à reeleição de Rodrigo Garcia (PSDB) para o governo do estado.

  • Michelle Bolsonaro se reúne com primeiras-damas de países da América Latina e Caribe em Nova York

    A primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, participou, na terça-feira (20/09), em Nova York, da reunião da Aliança de Cônjuges de Chefes de Estado e Representantes da América Latina e Caribe (ALMA). O evento com as primeiras-damas foi organizado paralelamente à 77ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), realizada na sede da organização, em Nova York, onde o presidente Jair Bolsonaro discursou nesta terça-feira, na abertura do encontro.

    Foto: Foto Anderson Riedel.PR

    Michelle Bolsonaro coordenou a aliança pelo período de um ano e, nesta terça-feira, passou a liderança do colegiado para Signe Zeikate, primeira-dama da Costa Rica. O principal tema debatido nesta reunião da ALMA, realizada no Consulado-Geral do Brasil em Nova York, foi acessibilidade e inclusão.

    A representante do Brasil abriu a sessão destacando as ações que foram realizadas durante o governo do presidente Jair Bolsonaro. Segundo Michelle Bolsonaro, o avanço dos projetos de acessibilidade social no país no último ano foi significativo e resultou em muito crescimento e aprendizado.  

    “Descobri com elas uma resiliência e fé que são exemplos de vida. Muitas vezes, parece ser uma força super-humana. E foi por eles e por todos que algum dia se sentiram esquecidos, que, ao me tornar primeira-dama, quis trabalhar para dar voz aos que não tinham”, afirmou Michelle Bolsonaro.

    Osecretário Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Brasil, Claudio Panoeiro,participou do encontro e reforçou os avanços do país nas questões relacionadas à acessibilidade social. Em seguida, as demais primeiras-damas também atualizaram os dados e avanços obtidos em seus respectivos países.

    ALMA
    Idealizada por Silvana Abdo, primeira-dama do Paraguai, a ALMA atualmente reúne representantes de nove países – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, Panamá, Paraguai e República Dominicana.

    Integram a ALMA as seguintes primeiras-damas:
    Sra. Andrea Yañez –Argentina

    Sra. Michelle Bolsonaro – Brasil

    Sra. Irina Karamanos – Chile

    Sra. Signe Zeikate –Costa Rica

    Sra. María de Lourdes Alcívar – Equador

    Yasmin Colon de Cortizo – Panamá

    Silvana Abdo – Paraguai

    Lilia Paredes – Peru

    Raquel Arbaje de Abinader – República Dominicana

    A aliança tem como objetivo compartilhar projetos emblemáticos dos seus países-membros em torno de ações articuladas que visam o bem-estar e a proteção social de grupos em situação de vulnerabilidade e historicamente marcados pelo estigma da exclusão.

    A primeira-dama brasileira tomou posse por videoconferência em setembro de 2021. Na época, Michelle Bolsonaro destacou o compromisso firmado em agosto de 2019 pela ALMA, quando o grupo foi consolidado, com as diretrizes de prestar apoio às entidades dos nove países em diversas áreas.

    Saúde e bem-estar; educação; empoderamento econômico e social das mulheres; cultura da paz; assistência às vítimas de desastres; desenvolvimento de comunidades inclusivas, seguras, livres de todo o tipo de violência, resilientes e sustentáveis; inclusão e igualdade; e alianças com organismos internacionais fazem parte dos pontos de atenção da ALMA.

    As integrantes da ALMAcompartilham valores e princípios comuns, bem como o desejo de viabilizar melhores condições de vida aos cidadãos da região, por meio da junção de forças e do intercâmbio de experiências e boas práticas na formulação e execução de políticas sociais eficazes.

    Em junho deste ano, durante encontro da ALMA realizado em Los Angeles, Michelle Bolsonaro recebeu a primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden, além das primeiras-damas do Suriname, da Costa Rica, do Peru e do Equador.

    Na reunião, que também teve a participação, como observadores, de representantes da América do Norte e do Caribe, Michelle Bolsonaro compartilhou com os participantes diversos projetos desenvolvidos no Brasil.

    “Nosso papel de primeira-dama nunca foi definido pelos livros de história. Estamos todas desenvolvendo nossas metas à medida que lidamos com as novidades de nossa posição. Somos mães, mulheres, filhas, irmãs, avós. Cuidamos de nossas casas, de nossos maridos e de nosso povo com o mesmo amor e dedicação”, ressaltouMichelle Bolsonaro.

  • PT estuda taxa negociada para substituir imposto sindical

    A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia uma proposta para recuperar o financiamento de sindicatos com base em uma taxa a ser cobrada dos trabalhadores, mas com percentual a ser estabelecido em negociação coletiva.

    As principais centrais sindicais do país estão alinhadas à candidatura do petista, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Lula já declarou ser contra a volta do imposto sindical, que foi extinto na reforma trabalhista de 2017.

    A mudança, do ex-presidente Michel Temer (MDB), extinguiu a contribuição obrigatória, uma das principais fontes de renda dos sindicatos. O "imposto" deixou de ser compulsório e o recolhimento depende de autorização do trabalhador.
    Com isso, a arrecadação das entidades sindicais laborais (sindicatos, confederações e centrais) caiu de R$ 2,2 bilhões, em 2017, para R$ 21,5 milhões no ano passado.

    A proposta em análise pela campanha de Lula foi apresentada por sindicalistas e é conhecida como taxa negocial, pois é resultado de acordo entre sindicatos e trabalhadores durante tratativas de uma convenção coletiva.

    Essa taxa, ou contribuição negocial, seria descontada no contra-cheque do trabalhador, mesmo que não seja sindicalizado (pois ele se beneficia também do acordo coletivo).

    O valor, segundo pessoas que participam das conversas com a campanha, não deve ser estabelecido em lei, mas a tendência é que o patamar a ser praticado fique próximo de 1% de um salário -podendo ser cobrado em parcelas.

    Antes da reforma trabalhista, a contribuição sindical obrigatória representava o desconto de um dia de trabalho, que era feito de forma automática no contracheque do trabalhador.

    Agora, com o fim do imposto sindical, o profissional que desejar contribuir precisa manifestar a decisão por meio de carta enviada ao sindicato, que irá avisar a empresa para descontar o imposto do holerite.

    Se Lula vencer as eleições, o formato de financiamento dos sindicatos em avaliação pela campanha deverá ser levado para discussão em mesa de negociação tripartite entre representantes dos trabalhadores, dos empresários e membros do governo.

    Desde a pré-campanha eleitoral, o ex-presidente tem defendido sindicatos mais fortes. Isso significa mais poder para negociações coletivas e também recuperar a arrecadação para essas entidades.

    As diretrizes do plano de governo de Lula prevê que "serão respeitadas também as decisões de financiamento solidário e democrático da estrutura sindical".
    Integrantes do grupo que elabora o programa de governo de Lula afirmam que a sugestão da taxa negocial tem ganhado força entre aliados do petista.

    Atualmente, alguns sindicatos já incluem essa taxa em meio a uma negociação coletiva. Essa contribuição, em alguns casos, tem sido alvo de questionamentos na Justiça.

    "Creio que, diante de um governo que esteja disposto a fazer uma regulação virtuosa e com os cuidados devidos, um mecanismo como esse seria interessante, ou seja, termos regulado o direito da contribuição negocial, vinculado à negociação coletiva a partir do pressuposto que uma convenção tem a validade para todo mundo independente de ser sócio", disse Clemente Ganz Lúcio, assessor do Fórum das centrais sindicais.

    Lúcio é colaborador da Fundação Perseu Abramo, participa das discussões na área sindical com a campanha de Lula e é ex-diretor-técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

    Hoje, quem é sócio de um sindicato paga mensalidade e tem benefícios, como assessoria jurídica e colônia de férias. Trabalhadores que não são associados não têm a obrigação de contribuir para o sindicato e, no caso de uma negociação salarial da categoria, também são incluídos.

    O argumento das centrais sindicais é que a taxa negocial é discutida em assembleia e a cobrança é debatida com os trabalhadores que se beneficiarão do acordo coletivo.

    Além disso, afirmam que esse modelo incentivará os sindicatos a serem mais produtivos, pois, se não for bem-sucedido nas negociações representando os trabalhadores, continuará com poucos recursos financeiros.

    CANDIDATO À REELEIÇÃO, BOLSONARO DEFENDE PULVERIZAÇÃO DE SINDICATOS

    O presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, apresenta como plano a manutenção da reforma trabalhista e, durante o governo, elaborou projetos para pulverizar o movimento sindical.

    "A nova legislação trabalhista aprovada será mantida com segurança jurídica, ajudando a combater abusos empresariais e de sindicatos que também não podem ter a capacidade de agir como monopólios", diz trecho do programa de governo bolsonarista.

    A equipe econômica do presidente já defendeu o fim da limitação para criação de sindicatos, a chamada unicidade sindical, sistema em vigor atualmente e que veda a existência de mais de uma organização sindical por categoria profissional na área.

    Com o objetivo de aumentar a concorrência, a proposta era permitir que mais de uma entidade possa representar uma categoria em região específica do país.
    Para mudar essa regra, seria necessário enviar uma PEC (proposta de emenda à Constituição), que precisa passar por duas votações na Câmara e mais duas no

    Senado. O projeto, contudo, sequer foi enviado ao Congresso.
    A equipe do presidente também já chegou a preparar uma reforma para que os sindicatos passem a funcionar com a lógica de livre mercado. A ideia era que o Estado deixasse de ter participação na relação entre empregados e empregadores.

    A atuação das entidades passaria a ser fiscalizada pelos próprios associados.
    Embora a Constituição garanta a liberdade sindical e a livre associação, há uma série de entraves e um trâmite burocrático junto ao Executivo para que uma entidade saia, de fato, do papel.

    Hoje, é possível que alguns sindicatos atuem informalmente. Entretanto, somente com o registro dado pelo governo o sindicato pode exercer todas as suas funções, como ter o poder de acionar a Justiça, como uma entidade, contra uma empresa ou para defender uma categoria.

    Procuradas, as campanhas de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) não responderam sobre propostas na área sindical.

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