• PCO oficializa chapa no Piauí com Lourdes Melo ao governo

    O Partido da Causa Operária (PCO) formalizou, na noite desta última quarta-feira (05/08), sua chapa para as Eleições 2026 no Piauí. A ata da convenção foi protocolada na Justiça Eleitoral às 22h10, no último dia do prazo para a realização das convenções partidárias.

    Foto: ReproduçãoLourdes Melo

    A legenda confirmou Maria de Lourdes Soares Melo como candidata ao Governo do Estado, com Deuzelia Maria Lopes de Oliveira como vice. Para o Senado, o partido lançou Cloves José dos Santos, tendo como suplentes Antonia Marly Soares de Moura e Antonio José Soares da Cunha.

    Com a oficialização, Lourdes Melo disputará sua 11ª eleição majoritária consecutiva. O PCO também homologou os nomes de Zeferino da Silva Brasil, candidato a deputado federal, e Grazielle Alves da Silva, candidata a deputada estadual.

  • Marcelo Castro reúne 50 vereadores e destaca investimentos para Teresina

    O senador Marcelo Castro (MDB-PI) reuniu cerca de 50 vereadores e suplentes de Teresina em um encontro político realizado na noite desta quarta-feira (05/08), na Zona Leste da capital. Durante o evento, lideranças municipais manifestaram apoio à pré-candidatura do emedebista ao Senado e acompanharam a apresentação de ações e investimentos destinados ao município.

    Foto: DivulgaçãoDivulgação
    Divulgação

    Na ocasião, Marcelo Castro destacou recursos viabilizados para Teresina, entre eles o asfaltamento de 159 ruas e avenidas em 55 bairros, além da destinação de R$ 60 milhões para a saúde e investimentos em obras de infraestrutura e melhorias nas rodovias de acesso à capital. O encontro também contou com a presença do pré-candidato ao Governo do Piauí, Washington Bandeira, e do secretário de Governo, Ivanovick Pinheiro.

    O senador ressaltou ainda a importância da atuação dos vereadores na identificação das demandas da população e afirmou que o trabalho dos parlamentares municipais é essencial para o desenvolvimento da cidade. Marcelo Castro também destacou a aprovação de recursos para a aquisição de 150 novos ônibus para o transporte coletivo de Teresina. O investimento total será de R$ 100 milhões, sendo R$ 95 milhões financiados pelo Governo Federal, por meio do programa Refrota, do Novo PAC, e R$ 5 milhões de contrapartida da Prefeitura de Teresina.

  • Vereadora do PL é acusada de xenofobia após discussão com parlamentar do PT

    A vereadora Tathiana Guzella (PL) foi acusada de xenofobia nesta última quarta-feira (05/08) após afirmar, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba (PR), que a vereadora Vanda de Assis (PT) deveria "voltar para o Ceará". A declaração ocorreu durante o debate sobre a criação do Cadastro Municipal de Pessoas em Situação de Rua e provocou reação imediata da parlamentar petista. As Informações são do Metrópoles.

    Foto: Reprodução/Câmara Municipal de CuritibaVereadora do PL

    Após o episódio, Vanda de Assis classificou a fala como xenofóbica e informou que apresentou representação ao Ministério Público Federal (MPF), pedindo a responsabilização da colega. Segundo a vereadora, ela também tentou registrar a ocorrência junto à Polícia Militar, mas afirmou que não houve atendimento da solicitação no momento dos fatos.

    Em resposta, Tathiana Guzella afirmou que sua intenção era criticar as políticas do PT no Ceará e negou ter praticado xenofobia. A parlamentar ressaltou que nasceu em Santa Catarina e declarou que sua manifestação teve caráter político. Apesar da polêmica, a Câmara de Curitiba aprovou, em primeiro turno, o projeto que cria a Política de Cadastro Municipal de Pessoas em Situação de Rua, tema que motivou a discussão entre as vereadoras.

  • Rodrigo Torres detalha gestão que colocou o Piauí no pódio nacional do Ideb com nota 5,0

    O Piauí alcançou a segunda colocação nacional no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 para o ensino médio da rede estadual, com nota 5,0, ficando atrás apenas do Paraná, que obteve 5,1. O resultado foi apresentado nesta quarta-feira (05/08), durante cerimônia no Palácio de Karnak, em Teresina, pelo secretário estadual de Educação, Rodrigo Torres, que detalhou o modelo de gestão responsável pelo desempenho histórico.

    Foto: 180GrausRodrigo Torres  - Seduc

    Segundo Rodrigo, a Secretaria de Educação (Seduc) descentralizou a análise de desempenho para atuar de forma precisa na prevenção do abandono escolar e na melhoria do aprendizado. Todas as escolas da rede estadual passaram a ter metas individualizadas para o Ideb e a receber relatórios mensais com o desempenho de cada estudante. A estrutura permitiu às equipes pedagógicas mapear rapidamente os alunos em situação de risco, monitorar frequência e acionar ações de busca ativa. O secretário também destacou o envolvimento direto do governador Rafael Fonteles, que nas semanas anteriores à aplicação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) comandou reuniões de horas com gerentes regionais, analisando pessoalmente planilhas de presença, taxas de participação e índices de aproveitamento escola a escola.

    Para o secretário, esse alinhamento entre o Executivo estadual, diretores e comunidade escolar gerou um amplo movimento de mobilização em todo o Piauí. O modelo é sustentado por gestão baseada em evidências científicas, ensino em tempo integral e oferta técnica com foco em tecnologia.

  • Secretário da Educação Rodrigo Torres destaca ações que impulsionaram o Piauí no Ideb 2025

    Durante a apresentação oficial dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, realizada nesta quarta-feira (05/08) no Palácio de Karnak, em Teresina, o secretário de Estado da Educação do Piauí, Rodrigo Torres, destacou os pilares estratégicos que impulsionaram o desempenho do estado na avaliação nacional. Em seu pronunciamento, o gestor enfatizou a expansão do ensino em tempo integral, a integração com o ensino técnico e o uso intensivo de tecnologias na rede pública estadual.

    Foto: 180GrausSecretário da Educação, Rodrigo Torres destaca ações que impulsionaram o Piauí no Ideb 2025

    De acordo com o secretário, o modelo adotado garante que os alunos do ensino médio permaneçam ao menos nove horas diárias no ambiente escolar, aliando a formação regular à capacitação profissional. Atualmente, mais de 60% dos estudantes estão matriculados em formações voltadas para o mercado de tecnologia, como Desenvolvimento de Sistemas, Marketing Digital, Programação de Jogos Digitais e Informática.

    Rodrigo Torres também destacou o pioneirismo do Piauí na inclusão da Inteligência Artificial como disciplina obrigatória na grade curricular do ensino médio. Em seu terceiro ano de aplicação e com reconhecimento internacional da Unesco, a iniciativa é acompanhada por programas de robótica e pelo projeto "Piauí para o Mundo", que leva estudantes selecionados em competições de tecnologia para imersões de 30 dias no exterior.

    Outro avanço expressivo ressaltado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) foi a infraestrutura tecnológica das unidades de ensino. O índice de escolas estaduais equipadas com laboratórios de informática saltou de cerca de 20% para mais de 93%, com a meta governamental de alcançar a universalização de 100% das unidades ainda no decorrer de 2026.

  • Piauí alcança 2º lugar no Ideb e Rafael Fonteles mira liderança nacional

    O Piauí alcançou a segunda maior nota do Brasil no Ideb 2025 entre os estados no ensino médio. O estado registrou índice de 5,0, ficando atrás apenas do Paraná, com 5,1. O resultado foi apresentado nesta quarta-feira (05/08), no Palácio de Karnak, e comemorado pelo governador Rafael Fonteles.

    Foto: 180Graus

    Na apresentação, o governador destacou que o Piauí foi um dos dois únicos estados a atingir nota 5 no ensino médio e ressaltou a evolução do estado no ranking nacional. Segundo ele, o Piauí saiu das últimas posições e chegou ao segundo lugar, com crescimento acelerado no indicador: 0,2 ponto entre 2019 e 2021, 0,3 entre 2021 e 2023 e 0,5 entre 2023 e 2025.

    Fonteles também destacou a taxa de aprovação de 99,5% no ensino médio e o avanço na proficiência dos estudantes. O governador afirmou que os números mostram que o aumento da aprovação não ocorreu em prejuízo da aprendizagem.

    Além do segundo lugar no ensino médio, o Piauí aparece entre os dez melhores estados nos demais níveis avaliados. O estado ficou em 5º lugar nos anos finais do ensino fundamental, 10º nos anos iniciais e 4º lugar na alfabetização das crianças. No Nordeste, o Piauí lidera no ensino médio, ocupa a segunda posição nos anos finais e a terceira nos anos iniciais.

    Foto: 180Graus

    Durante a apresentação, Rafael Fonteles também destacou políticas educacionais adotadas no estado, como a expansão do ensino em tempo integral, a integração do ensino médio à educação profissional técnica e os investimentos em conectividade nas escolas.

    Com a segunda colocação nacional, o governador afirmou que a meta agora é avançar ainda mais e buscar o primeiro lugar. “A meta agora é o primeiro lugar, bem isolado do segundo lugar”, declarou.

  • Gustavo Gayer tem candidatura ao Senado confirmada pelo PL em Goiás

    O Partido Liberal (PL) oficializou na última segunda-feira (03/08) a candidatura do deputado federal Gustavo Gayer ao Senado por Goiás durante convenção realizada em Goiânia. O evento também confirmou o senador Wilder Morais como candidato da legenda ao governo estadual para as eleições deste ano. As Informações são do Metrópoles.

    Foto: ReproduçãoGustavo Gayer

    Durante a convenção, que contou com a presença do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, Gustavo Gayer destacou a importância da disputa eleitoral e reafirmou apoio ao candidato do partido à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Na mesma ocasião, o empresário Leonardo Rizzo foi oficializado como primeiro suplente da candidatura de Gayer ao Senado.

    Além da candidatura de Gustavo Gayer, o PL também homologou o nome de Oseias Varão para disputar a segunda vaga ao Senado por Goiás. O partido informou ainda que Telêmaco Brandão, do Novo, será o suplente da chapa, consolidando a composição apresentada pela legenda para a disputa eleitoral no estado.

  • A matemática de Ciro Nogueira

    Ciro Nogueira foi a Pernambuco defender uma equação eleitoral aparentemente simples. Ao comentar a força política da governadora Raquel Lyra e demonstrar confiança na eleição dos candidatos apoiados por ela ao Senado, afirmou:

    “Eu nunca vi na minha vida política uma governadora com 68% de aprovação não ganhar a eleição e não eleger seus senadores,” disse o senador

    Foto: Reprodução

    A declaração foi feita para reforçar a candidatura de Eduardo da Fonte e sustentar a tese de que uma governadora bem avaliada possui força suficiente para conduzir seus aliados até o Senado. Em Pernambuco, portanto, a matemática de Ciro funciona assim: aprovação elevada do governo, reeleição da governadora e vitória dos dois candidatos de sua chapa. Uma espécie de efeito gravitacional do Palácio do Campo das Princesas sobre as urnas.

    O problema das fórmulas políticas é que elas não respeitam fronteiras estaduais.

    Se a matemática vale em Pernambuco, deveria valer também no Piauí. E, quando a equação formulada por Ciro atravessa a divisa, o resultado deixa de ser confortável para seu autor.

    No Piauí, Rafael Fonteles aparece com indicadores ainda mais expressivos. Levantamento do Real Time Big Data mostrou que 79% dos piauienses aprovavam sua administração, enquanto 19% desaprovavam. Na mesma pesquisa, o governador alcançava 64% das intenções de voto e venceria no primeiro turno.

    Outra pesquisa, do AtlasIntel, apontou aprovação de 66% para Rafael e intenção de voto de 64,2%. Os percentuais variam conforme a metodologia, como é natural, mas convergem no essencial: o governador lidera com ampla vantagem e possui uma base de aprovação elevada.

    E quem são os candidatos ao Senado integrados à chapa de Rafael Fonteles?

    Marcelo Castro e Júlio César.

    As duas candidaturas foram homologadas e registradas como parte da coligação liderada pelo governador. Não se trata, portanto, de uma aproximação eventual ou de uma fotografia circunstancial. Marcelo e Júlio constituem formalmente a dupla governista para as duas vagas em disputa.

    Aplicada ao Piauí, a lógica apresentada por Ciro em Pernambuco produziria uma conclusão bastante objetiva: se uma governadora com 68% de aprovação tende a eleger seus dois senadores, o que dizer de um governador que aparece com até 79% de aprovação e lidera a disputa pela reeleição com mais de 60% dos votos?

    Pela matemática de Ciro, Rafael deveria eleger Marcelo Castro e Júlio César.

    Nesse cálculo, o próprio Ciro ficaria fora.

    É evidente que eleições não obedecem a operações matemáticas tão lineares. Aprovação de governo não se transfere automaticamente para candidatos ao Senado. O eleitor pode votar no governador e escolher senadores de grupos adversários. Pode dividir o voto, combinar alianças improváveis ou decidir com base em relações municipais, lideranças locais e avaliações pessoais.

    Mas foi precisamente Ciro quem transformou a aprovação de uma governadora em argumento quase determinístico.

    Se a transferência de votos não é automática, sua afirmação em Pernambuco foi mais entusiasmo partidário do que ciência eleitoral. Se é automática, ele acaba de elaborar a teoria de sua própria derrota no Piauí.

    É aí que a frase se torna politicamente interessante.

    Ciro é um dos mais experientes operadores da política brasileira. Conhece partidos, coligações, fundos eleitorais, estruturas municipais e correlações de forças como poucos. Não costuma desperdiçar palavras. Quando estabelece publicamente uma regra, sabe que ela poderá ser submetida ao teste da coerência.

    Talvez imagine que a matemática pernambucana possua uma cláusula territorial: vale para Raquel Lyra, Eduardo da Fonte e Túlio Gadelha, mas perde validade quando chega ao Piauí. Seria uma curiosa inovação na ciência política: a transferência eleitoral com DDD.

    Em Pernambuco, 68% de aprovação seriam suficientes para eleger dois senadores governistas. No Piauí, nem 79% garantiriam a eleição dos candidatos de Rafael. Lá, a popularidade do governo produziria uma onda. Aqui, inexplicavelmente, a onda pararia antes de atingir o Senado.

    É possível, naturalmente, que Ciro confie em seu capital eleitoral próprio. Ele possui mandato, estrutura partidária, presença nacional e uma rede consolidada de aliados. Pesquisas recentes mostram uma disputa competitiva, e não uma eleição resolvida. O Real Time Big Data apontou Marcelo Castro com 28% e um empate numérico entre Ciro e Júlio César, ambos com 21%. Já o AtlasIntel colocou Marcelo, Ciro e Júlio em situação de empate técnico.

    Portanto, a declaração de Ciro não prova que ele será derrotado. Mas revela que ele próprio reconhece o principal risco de sua candidatura: enfrentar uma chapa com dois candidatos ao Senado apoiados por um governador amplamente aprovado e favorito à reeleição.

    A frase dita em Pernambuco talvez tenha sido pensada para fortalecer Eduardo da Fonte. Acabou oferecendo a Júlio César e Marcelo Castro um argumento que dificilmente poderia ser formulado com tanta precisão por um adversário.

    Não é necessário acusar Ciro de incoerência. Basta fazer a pergunta:

    Se uma governadora com 68% de aprovação elege seus dois senadores em Pernambuco, por que um governador com aprovação ainda maior não elegeria Marcelo Castro e Júlio César no Piauí?

    Ciro pode responder que cada estado possui sua própria realidade. E estará correto. Pode afirmar que sua trajetória o torna uma exceção à regra. É uma hipótese legítima. Pode sustentar que o voto para o Senado possui autonomia em relação ao voto para governador. Também é verdade.

    Mas, ao admitir qualquer uma dessas ressalvas, terá de reconhecer que a certeza apresentada em Pernambuco era menos matemática e mais conveniência.

    No fundo, Ciro criou um dilema para si mesmo.

    Ou sua teoria está certa, e Rafael Fonteles tem força para eleger Marcelo e Júlio.

    Ou sua teoria está errada, e a declaração em Pernambuco não passou de retórica eleitoral.

    As duas alternativas são desconfortáveis.

    Há políticos que fazem previsões sobre os adversários. Ciro Nogueira conseguiu algo mais raro: formulou, longe de casa, uma previsão que pode alcançá-lo quando voltar.

    Ele disse que nunca viu uma governadora com 68% de aprovação deixar de eleger seus senadores.

    Talvez nunca tenha visto.

    Mas, pela matemática que ele próprio apresentou, poderá ver no Piauí exatamente o contrário do que gostaria: um governador amplamente aprovado elegendo seus dois senadores, e deixando de fora o autor da fórmula.

  • Teresinha Medeiros nega “jogo duplo” após anunciar apoio a Emanuel Paiva

    A suplente de vereadora de Teresina, Teresinha Medeiros (MDB), negou nesta quarta-feira (05/08) que esteja fazendo “jogo duplo” nas articulações para as eleições de 2026. A declaração ocorreu após o anúncio de seu apoio à pré-candidatura de Emanuel Paiva (Progressistas) à Câmara dos Deputados.

    Foto: CMTTeresinha Medeiros
    Teresinha Medeiros

    A mudança gerou questionamentos devido à antiga aliança política de Teresinha com o deputado estadual Franzé Silva (PT), que também pretende disputar uma vaga de deputado federal nas eleições do próximo ano.

    Teresinha afirmou que comunicou pessoalmente a Franzé sobre a decisão antes de tornar público o novo apoio. Segundo ela, a mudança não representa um rompimento político ou pessoal, e a relação de amizade e respeito com o deputado permanece.

    A suplente confirmou que seu apoio atualmente é integral a Emanuel Paiva, mas ressaltou que continua reconhecendo o trabalho desenvolvido por Franzé Silva no Piauí e em Teresina.

  • Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

    A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas que operam as urnas eletrônicas após sua conclusão. Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Júlio Valente, nem o próprio tribunal pode modificar os sistemas após essa etapa. Qualquer alteração só seria possível mediante a realização de uma nova cerimônia pública, com a participação das entidades responsáveis pela fiscalização de todo o processo eleitoral.

    O secretário explicou que a cerimônia, realizada entre agosto e setembro, marca o encerramento do desenvolvimento dos sistemas utilizados nas eleições, com a participação de instituições fiscalizadoras e do presidente da Corte, que assinam digitalmente os programas. A partir desse momento, eles tornam-se definitivos. 

    “Nesse momento, os sistemas estão encerrados, são finalizados, nada mais pode mudar. Depois dessa assinatura, mesmo que a Justiça Eleitoral deseje, mesmo que o TSE queira, não é mais possível mexer nos sistemas.”, afirmou. 

    Segundo o secretário de TI, essa etapa busca garantir que os programas utilizados nas urnas permaneçam exatamente os mesmos até o dia da votação, explicando que não é possível nenhuma modificação, nem interna, nem externa, a não ser que todos sejam chamados novamente para uma nova cerimônia de assinatura digital e lacração. 

    Verificação em diferentes etapas

    O secretário Júlio Valente afirmou que a proteção dos sistemas é acompanhada por procedimentos de conferência ao longo de toda a preparação das eleições.

    Na fase de geração das mídias e preparação das urnas, partidos políticos e demais entidades fiscalizadoras podem verificar se os programas instalados correspondem aos sistemas previamente lacrados. A conferência também ocorre nas seções eleitorais, antes do início da votação, quando o juiz eleitoral verifica a autenticidade do software instalado em cada equipamento.

    Segundo o secretário, procedimentos semelhantes são realizados nos equipamentos responsáveis pela transmissão dos boletins de urna e nos sistemas instalados no próprio Tribunal Superior Eleitoral.

    Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilURNA

    Teste de integridade

    Outro mecanismo de auditoria destacado pelo secretário é o Teste de Integridade das urnas eletrônicas, realizado desde 2002.

    Na véspera da eleição, centenas de urnas são sorteadas em evento público e retiradas das seções eleitorais para participação no teste. No dia da votação, esses equipamentos recebem votos simulados em ambiente controlado, enquanto uma empresa de auditoria acompanha todo o procedimento.

    Ao final da simulação, o resultado produzido pelas urnas é comparado com os votos previamente registrados pela equipe responsável pelo teste.

    Segundo Valente, em mais de duas décadas de realização desse procedimento, nunca foi identificada divergência entre os votos inseridos e os resultados apresentados pelas urnas.

    "O teste confirma a higidez do processo eleitoral informatizado brasileiro", afirmou.

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