Prática é ilegal, diz procuradora -

Denúncias de assédio eleitoral saltam para 142 casos no interior paulista

O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou procedimento para investigar uma academia no município de Piracicaba, no interior de São Paulo, sob a suspeita de coagir e ameaçar demitir estagiários devido a divergências de posicionamento político. O caso foi registrado durante o período do segundo turno das Eleições 2026 e faz parte de uma lista de denúncias de assédio eleitoral em apuração na região, conforme informações do portal Frances News. Os nomes dos estabelecimentos foram mantidos sob sigilo funcional por estarem na fase preliminar de levantamento de provas.

Além da academia, o órgão trabalhista apura outros dois episódios de retaliação política reportados no município durante o pleito do último domingo (25). Uma empresa de logística é investigada por ameaçar descontar do banco de horas os trabalhadores que se ausentaram temporariamente do expediente para exercer o direito ao voto. Já um estacionamento privado virou alvo de denúncia por constrangimento sistemático e comentários depreciativos contra funcionários devido a preferências ideológicas.

Foto: Reprodução

O MPT da 15ª Região, cuja jurisdição abrange 599 municípios do interior paulista, alertou para uma disparada nas notificações de abusos corporativos logo após a apuração das urnas. Entre o final da noite do domingo (25) e a tarde dessa quarta-feira (28), o número de registros saltou para 142 casos, volume que representa mais da metade de todas as denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo órgão ao longo de todo o ano de 2026. A procuradora Marina Tramonte reforçou que a imposição política no ambiente profissional configura prática criminosa e ultrapassa os limites do poder diretivo patronal. O MPT orienta que os trabalhadores que passarem por constrangimentos formalizem denúncias de forma anônima nos sites oficiais do órgão, anexando capturas de tela, áudios e mensagens.

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