
MPT processa Azul em R$ 3 milhões por assédio moral e abusos contra funcionários
O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma Ação Civil Pública contra a companhia aérea Azul por prática sistemática de assédio moral e violação da saúde mental de trabalhadores lotados no setor fiscal e tributário da empresa, na sede localizada em Barueri (SP). A ação, fruto de um inquérito civil instaurado em 2024, apurou condutas irregulares reportadas entre dezembro de 2021 e setembro de 2022, além de novas denúncias formalizadas nos anos de 2023 e 2024, conforme informações do portal Frances News.
Durante a fase instrutória, os procuradores analisaram documentos internos, mensagens corporativas e colheram depoimentos de empregados e ex-funcionários. As investigações comprovaram um ambiente de trabalho marcado por pressão psicológica extrema, jornadas exaustivas e condutas vexatórias promovidas por superiores hierárquicos, resultando no adoecimento mental reiterado de colaboradores. O procurador do Trabalho Gustavo Tenório Accioly detalhou que as irregularidades incluíam exigência de respostas imediatas a mensagens enviadas de madrugada, à noite e em fins de semana, além de cobranças diretas a profissionais internados em hospitais ou durante horários de aula.
Segundo o MPT, os trabalhadores eram submetidos a metas inalcançáveis, prazos inexequíveis, episódios de gritos, humilhações em público e exclusão deliberada de reuniões como punição. Empregados também eram orientados a trabalhar "off-line" durante os fins de semana para impedir o registro oficial de horas extras, e aqueles que questionavam as práticas, formalizavam denúncias ou adoeciam eram sumariamente demitidos. O órgão trabalhista pede uma indenização de R$ 3 milhões por danos morais coletivos e a implementação compulsória de medidas de prevenção e combate a abusos corporativos.












