
Celso de Mello diz que STF não pode ser “escudo” para interesses individuais
O ministro aposentado e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, afirmou, nesta terça-feira (8/9), que a Corte não pode ser utilizada como “escudo protetor de desvios individuais”. Em carta aberta, sem citar nomes, o magistrado defendeu que eventuais condutas ilícitas ou comportamentos eticamente questionáveis não podem lançar suspeitas sobre a instituição. As Informações são do Metrópoles.

Celso de Mello ressaltou que nenhuma autoridade, inclusive os ministros do Supremo, está acima da Constituição e da lei. O ex-presidente da Corte também defendeu a publicidade dos julgamentos e afirmou que a transparência fortalece a magistratura e permite o controle democrático. Segundo ele, quando estão em jogo o interesse público e a integridade das instituições, não deve haver espaço para “sombras, opacidade ou subtração de decisões” ao escrutínio da sociedade.
A manifestação ocorre em meio à crise envolvendo integrantes do STF e aos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master. Na semana passada, Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de possíveis irregularidades na condução de investigações relacionadas às operações Sem Desconto e Compliance Zero. Já nesta terça-feira, Mendonça determinou o afastamento preventivo, por 90 dias, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após afirmar ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” pela corporação.











