
Mendonça diz ter sido monitorado ilegalmente pela PF por mais de 30 dias
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da Polícia Federal por mais de 30 dias, nesta terça-feira (8/9). Segundo decisão assinada pelo magistrado, documentos de inteligência registraram autorização para “monitoramento e coleta dirigida” sobre ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Mendonça classificou a situação como de “superlativa gravidade”. As Informações são do Metrópoles.

Na decisão, o ministro afirmou que os documentos analisados indicariam acompanhamento realizado entre 3 e 31 de agosto e criticou a metodologia utilizada nos relatórios, que, segundo ele, apresentavam inferências genéricas e abstratas. O material teria sido encaminhado por Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, por meio de ofício enviado em 1º de setembro, para inclusão de Mendonça no Inquérito das Fake News. O ministro também questionou avaliações relacionadas à atuação de Messias em investigações sob sua relatoria.
Diante das informações, Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa. O magistrado também ordenou que a Corregedoria da corporação instaure procedimentos penais e administrativo-disciplinares para apurar os fatos. A decisão ainda suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar determinadas atuações funcionais de magistrados, integrantes da advocacia pública e da polícia judiciária. Os afastamentos são preventivos e não representam condenação ou conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade dos dirigentes.











