Veja também as entrevistas -
O que pesa contra os 6 candidatos a Procurador Geral? 180 reúne dados
Durante seis dias o portal 180 trouxe para a sociedade piauiense as entrevistas com os candidatos ao cargo de Procurador Geral de Justiça do Ministério Público Estadual do Piauí. Na oportunidade, cada um respondeu às perguntas: Por que quer ser Procurador Geral? Cidades em que atuou? Principais carências do MP? Maior desafio se for eleito? Principais propostas? e se suas propostas são executáveis tendo em vista o defasado orçamento da instituição.
Foi o momento em que cada um apresentou suas propostas para a tentativa de solucionar os graves problemas do MP. Porém, os pontos mais críticos da instituição, como por exemplo, o fato do MPE-PI ser um dos órgãos do país com um dos piores Portal da Transparência, conforme levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público (CNPM), não ganharam propostas claras.
TRANSPARÊNCIA NÃO GANHOU PROPOSTA
Ainda que algumas das propostas dos candidatos tenham versado sobre avanço em tecnologia, aparelhamento e estrutura do MP, de concreto, nenhuma proposta foi sobre o questionável sistema de transparência do MP.
CONTRA-PONTO
Ao se apresentarem como concorrentes ao maior cargo do MPE-PI, cada candidato expôs suas experiências e como pretende fazer para conquistar os votos dos 146 promotores e dos 20 procuradores de Justiça. Mas o que pesa contra cada um? O que pode, de alguma forma, inviabilizar que os pretensos candidatos figurem na cobiçada lista tríplice na eleição do dia 12 de junho.
O 180 ouviu fontes ligadas ao MP, algumas delas, bem próximas ao comando geral da instituição e que transitam livremente por todos os corredores daquela Casa.
Ouviu muitos relatos e elenca, abaixo, alguns pontos que só se têm conhecimento nos bastidores.
Não se pretende aqui deturpar a imagem de nenhum dos nobres candidatos, até porque todos eles são mui dignos do cargo que pretendem ocupar tendo em vista a enorme biografia e o grande trabalho prestado ao MP. Se busca, tão somente, mostrar o que acontece nos bastidores desta eleição, uma das mais disputadas dos últimos anos. Até porque só com as propostas bonitas que cada um apresentou não seria suficiente para cada eleitor formar seu senso crítico a respeito do seu escolhido, muito embora, cada um já tenha suas convicções. O intuito é contribuir, mais ainda, com o senso crítico da sociedade, para que saibam um pouco mais daquele que tomará os rumos do tão nobre Ministério Público do Estado do Piauí.
LUIS FRANCISCO - Principal nome de Zélia Saraiva para a disputa, Luís Francisco é o único Procurador que concorre ao cargo. Ele representa uma continuidade da atual gestão, mantendo, inalterado e sem renovação da atuação administração da instituição, que tem sido alvo de constantes críticas por promotores, servidores e até mesmo do CNMP. Se os 166 eleitores acharem que é o momento de mudar os rumos do MP, Luís Francisco não seria o mais indicado. E mais. Numa investigação desencadeada pela promotora Leida Diniz, titular da 35ª Promotoria de Justiça do Estado do Piauí, contra a cúpula do Ministério Público, e que foi parar no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o subprocurador-geral Luís Francisco Ribeiro avocou para si o processo. Ocorre que depois que o caso subiu para Brasília, o subprocurador - aquele que havia avocado o processo para si -, admitiu que, após uma “análise mais acurada dos fatos, orientada pela interpretação sistemática e analógica das normas de regência”, é incompetente para exercer tal função frente aos fatos existentes na ação empreendida pela promotora Leida Diniz. À frente do MP, terá pulso para levar adiante e eventualmente punir tais desmandos?
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Elói Júnior - O candidato representa a oposição. Embora nos discursos dos candidatos eles tenham tentado passar a ideia de que os interesses maiores são da instituição, dos servidores, é sabido e comentado nos bastidores do MP que existe sim situação e oposição. O promotor Elói é citado como pertencente a um lado mais radical do MP. Sua eleição, para alguns de dentro da instituição, poderia 'desaprumar'. Outro fator que pesaria contra sua eleição seria seu mal assessoramento. Seu slogan de campanha é 'Mudança Para Todos'. Só precisa saber se essa mudança vai agradar à maioria e se suas propostas convenceram.
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Maurício Gomes – Contra o promotor pesaria a inexperiência. Ele tem 12 anos de MP. Jovem e aguerrido, o promotor Maurício Gomes é tido como o ‘oito ou oitenta’. Seu nome seria bom, porém, ele teria se apressado no processo. Teria lhe faltado cautela. Se os ex-procuradores sempre têm sido Procuradores já experientes e com longa atuação, inclusive já tendo ocupado cargos de gestão, Maurício Gomes não se enquadraria no perfil em que normalmente tem o PGJ eleito. 'Sem lado político', como disse na entrevista, talvez seja mais complicado sua eleição.
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Cláudia Seabra – Essa vem de ‘berço de ouro’ e é a segunda apoiada por Zélia Saraiva. A promotora é a única mulher que disputa o cargo, mas não teria a força necessária ainda. Ela também é irmã de Charles Maxx, ex-Secretário municipal de Administração e que é um forte aliado do prefeito Firmino FIlho, do PSDB. Neste contexto, o governador do PT W. Dias iria indicar ao cargo de PGJ a irmã de um dos braços direitos de um dos seus grandes opositores políticos? Isso talvez seja até mais relevante e forte do que um processo do Banco do Brasil contra Seabra, que tramita na Justiça Estadual (http://www.tjpi.jus.br/themisconsulta/processo/303627914).
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Eny Marcos – O que pesaria mais contra a eleição de Eny Marcos seria sua impopularidade. Mesmo já tendo sido chefe de gabinete de Zélia Saraiva não teria agradado e saiu do cargo. A proximidade com a atual procuradora Zélia Saraiva quando exercia o cargo não foi suficiente para viabilizar seu apoio, que tem sua importância nesta hora. Eny também fez parte da gestão da Corregedoria do MP.
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Cleandro Moura – O terceiro nome apoiado por Zélia Saraiva. Ele é o atual chefe de gabinete da PGJ e busca figurar na lista tríplice. Apontam que sua disputa para entrar na lista tríplice seria com Cláudia Seabra. Mas caso figure entre os três, não deverá ser indicado ao cargo de PGJ. Com 19 anos no MP, sua grande dificuldade talvez seja mesmo os concorrentes. Até teria o perfil, mas talvez não tenha tanto apoio assim a ponto de está entre os três mais votados.
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ELEIÇÃO
A eleição acontece no dia 12 de junho com votação nominal, onde cada um dos eleitores vota em três nomes. Ao final, os três mais votados formam a lista tríplice, que será encaminhada ao governador Wellington Dias (PT), que fará a nomeação do novo Procurador Geral de Justiça do MPE-PI.
Disputam a chefia do MP-PI Cláudia Pessoa Marques da Rocha Seabra, Cleandro Alves de Moura, Elói Pereira de Sousa Júnior, Eny Marcos Vieira Pontes, Luís Francisco Ribeiro e Maurício Gomes de Souza.
VEJA AS ENTREVISTAS DOS SEIS CANDIDATOS
Membro do MP desde 1996, o promotor Elói Júnior questiona alguns pontos da gestão da atual procuradora Zélia Saraiva e fala em mudança.(Leia a íntegra)
Membro do Ministério Público há 12 anos, o promotor Maurício Gomes destaca que Quer acabar com os 'cargos eternos' dentro do MP. (Leia a íntegra)
Há mais de três décadas o Procurador Luís Francisco traz um discurso de muito trabalho, de melhorias e com uma atenção especial ao orçamento. (Leia a íntegra)
Única mulher na disputa, a promotora Cláudia Seabra afirmou em sua entrevista que pretende fazer mais e melhor caso seja escolhida como PGJ.(Leia a íntegra)
O promotor Eny Marcos destaca que conhece bem as dificuldades enfrentadas pelos promotores no interior e que pretende trabalhar para esta melhoria.(Leia a íntegra)
O promotor Cleandro Moura é membro do MPE-PI desde 1996 e lança sua candidatura para tentar renovar os comandos da instituição.(Leia a íntegra)
Fonte: None














