Vai focar na atividade fim -

Eleição no MP: Maurício quer fim de 'cargos eternos' e destaca o mérito

Nesta quarta-feira (27/05) o 180 traz mais uma entrevista com os candidatos ao cargo de Procurador Geral de Justiça, do Ministério Público do Estado do Piauí. A entrevista de hoje é com o promotor Maurício Gomes. A primeira foi com o promotor Elói Júnior.

A CANDIDATURA
Membro do Ministério Público há 12 anos, Maurício Gomes destaca que sua candidatura é voltada principalmente a atender os anseios da classe. Disse que pretende fazer uma gestão de valorização dos profissionais com o reconhecimento da meritocracia. Sem 'lado político' dentro do MP, a candidatura de Maurício Gomes não é uma das mais fortes e corre por fora. Sua vitória representaria uma mudança radical nos rumos da gestão do MP.

CAMPANHA A TODO VAPOR
A entrevista com o Promotor Maurício aconteceu no quarto andar do prédio do Fórum de Teresina em meio a uma audiência em que o membro do MP participava. Solícito, respondeu aos questionamentos. Disse que as gestões passadas não se preocupavam com a forma de gerir a instituição, prometeu cobrar dos membros do MP uma atuação firme e elencou as dificuldades e desafio do MP, bem como suas principais propostas.

IMPORTÂNCIA DA MÍDIA
O Promotor parabenizou ainda o portal 180 pela iniciativa e por jogar luz sobre a disputa do cargo de PGJ, muito importante para a sociedade e que, segundo ele, precisa do acompanhamento da sociedade.

TOM CRÍTICO
Na entrevista, ele ainda criticou a falta de conhecimento do Piauí que atinge muitos promotores do Estado, dificultando a atuação do MP no interior.

Eis a entrevista...

POR QUE QUER SER PROCURADOR GERAL DE JUSTIÇA?
Primeiramente parabenizo ao 180graus por este trabalho e por esta luz que se joga
sobre a eleição de PGJ. Notadamente frisando que o MP é dirigido pelo PGJ, os rumos
do MP é dado por ele e a influência no âmbito social é decisão primeira do Procurador
Geral. Então, é fundamental que a sociedade participe e cobre uma atuação
transparente. Colocamos nossa candidatura a disposição por sermos independente,
por não termos nenhum laço político por assim dizermos, com quem quer que seja e
temos consciência que a eleição de Procurador Geral é extremamente institucional,
ou seja, teremos que observar o que é melhor para nossa instituição e entendemos
que o melhor para o MP é um gestor finalístico, gestor que atue e prime pelo bom
desempenho da atividade finalística, que cobre dos seus membros uma atuação firme
junto aos poderes públicos constituídos.

CIDADES EM QUE ATUOU?
Nós entramos no Ministério Público do Estado do Piauí em 2003. Já atuamos na
Comarca de Monte Alegre, Gilbués, Bom Jesus, Picos, Cocal da Estação. Em Cocal, nós estivemos na época do rompimento da Barragem Algodões e nós fizemos toda a
investigação do caso na época. Hoje estamos em Campo Maior, atuando na defesa
dos direitos difusos e coletivos, na melhorias da saúde e no combate à improbidade e
outros temas relacionados à atividade fim do MP, que entendo ser onde o Ministério
Público mais tem carência. Mas podemos melhorar a vida da população com nossa
atuação.

MAIORES CARÊNCIAS DO MINISTÉRIO PÚBLICO?
Costumo dizer que o MP tem de seis a oito anos de vida, pois somente após a eleição do Dr. Vieira é que o MP passou a ter preocupação com sua atuação administrativa, estrutura de trabalho, sede, meios para que os promotores pudessem atuar. Hoje, Dra Zélia tem feito um grande trabalho do ponto de vista administrativo, não há o que se discutir, que garante a legalidade interna na gestão no erário publico, focando a estrutura do MP na gestão do trabalho. Agora nós temos uma grande carência na atividade finalística, ou seja, nós temos que atuar de forma que nosso trabalho reflita em benefícios pró-sociedade. Já que nós temos condições de exigir, pretendemos que nossa atuação seja em prol do bem comum. É isso que queremos, caso estejamos na Lista Tríplice e caso sejamos indicado a PGJ, é o nosso foco, cobrar uma atuação finalística forte.

MAIORES DESAFIOS NO MP?
O MP ele é defensor dos estado de direito, da ordem jurídica, foi a instituição que a
Constituição Federal de 88 incumbiu de exigir o cumprimento da lei. É a instituição que
tem o dever de fazer com que as leis sejam cumpridas, de apontar o defeito, a
ilegalidade e cobrar o cumprimento da lei. Nós temos várias discussões legislativas em
que o MP fica de fora, à margem, isso tem que ser revisto e cabe ao chefe do MP
cobrar para que os membros se sintam responsáveis, de fato, por esta forma de
participação, seja junto com as entidades de clases, seja junto ao Legislativo, ao
Judiciário. Em todas as esferas o MP terá que se fazer notar conforme determina a CF

PRINCIPAIS PROPOSTAS?
Nós temos que rever muita coisa, temos um estado imenso, e limites com orçamento para pessoal. Como nosso orçamento com relação à nossa despesa corrente líquida ele é limitado, nós temos que prestar o serviço que é nosso por direito com a estrutura que temos e isso tem que ficar claro. Nós temos um orçamento que só pode ser gasto com pessoal parte dele. Nossas propostas buscam a sensibilidade dos colegas e isso tem que partir do PGJ. Com relação a nossos problemas sociais, temos que fazer com que nossos colegas se engajem e tomem partido e represente a sociedade fazendo cumprir a lei em prol da sociedade. Para tanto temos um estado gigante. Análise de prestação do serviço em todo o estado, temos que rever o conceito de Promotorias, revisão de territórios, para que nossos promotores realmente consigam atender a todas as cidades. Nós temos Promotorias que historicamente ficam vagas, por conta das distância. Outra proposta é a democratização interna dos cargos de direção que há muito tempo são ocupados pelas mesmas pessoas. Nós temos colegas que que se andaram em Comarcas do interior nós não temos conhecimento de 2003 para cá. Então, essa é uma realidade que precisa mudar.

SERÁ POSSÍVEL IMPLEMENTÁ-LAS TENDO EM VISTA O ORÇAMENTO DO MP?
Nosso orçamento é parco. Temos, como disse anteriormente, apenas seis anos de
instituição preoculpada com sua vida administrativa. Antes, infelizmente, isso não era
uma preocupação dos gestores, por conta disso não era prioridade, por isso temos que
lutar para que a sociedade perceba que somos fortes e precisamos de um orçamento
maior. Precisamos ser reconhecidos. Nosso orçamento é limitado, mas temos que atuar
com o que temos e assim faremos.

VEJA TAMBÉM
Há mais de três décadas o Procurador Luís Francisco é membro do Ministério Público e segundo ele, a vasta experiência adquirida ao longo dos anos o credencia a pleitear o cargo mais importante dentro do MP. Com um discurso de muito trabalho, de melhorias e com uma atenção especial ao orçamento, o Procurador acredita que tem muitas chances de figurar na Lista Tríplice e posteriormente escolhido como novo PGJ. (Leia a íntegra)

Única mulher na disputa, a promotora Cláudia Seabra afirmou em sua entrevista que pretende fazer mais e melhor caso seja escolhida como PGJ. Ressaltou a importância da estruturação do MP, sobretudo, no interior do estado. Comentou que busca o cargo porque ao longo dos anos de nove anos tem acumulado muita experiência e acima de tudo, porque entende que pode ajudar toda a classe. A ampliação do quadro de promotores também figura entre suas principais propostas. Em seu site, detalhes das propostas). (Leia na íntegra)

Membro do Ministério Público desde 1996, o promotor Elói Júnior montou sua plataforma de campanha voltada principalmente para as propostas de melhorias para a classe. Destaca ainda propostas inclusivas e um plano de gestão participativo. Ele questiona alguns pontos da gestão da atual procuradora Zélia Saraiva e fala em mudança. (Leia na íntegra)

E MAIS
Imagine jornalistas neste estado investigando jornalistas. Iria ser uma festa só. Imagine agora promotores investigando o mais alto nível hierárquico da Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Piauí, pois é isso que estava acontecendo, ou pelo menos chegou a ter início. Trata-se de um procedimento investigatório que foi instaurado pela 35ª Promotoria de Justiça, que tem à frente Leida Diniz. No procedimento preparatório, ela chegou a requisitar informações e documentos à Procuradoria Geral de Justiça, à Coordenadoria de Planejamento e Gestão e à Corregedoria Geral do MPPI, que atenderam às solicitações. É um dos primeiros movimentos feitos quando um promotor suspeita de algo. (Leia na íntegra)

Fonte: None

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