
MP denuncia líderes da torcida organizada Bamor por organização criminosa e tortura
O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou 10 integrantes da presidência e da diretoria da torcida organizada Bamor, ligada ao Esporte Clube Bahia, por crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. A denúncia foi apresentada na sexta-feira (02/10), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), como resultado da Operação Inquisição. Segundo o Metrópoles.

As investigações apuram suspeitas de tortura física e psicológica dentro da sede da torcida, em julho deste ano. Segundo o MPBA, pelo menos duas pessoas teriam sido submetidas a agressões e ameaças durante dias, após serem apontadas pela diretoria da organizada como responsáveis por supostos desvios internos.
De acordo com a denúncia, as vítimas teriam sido submetidas a sessões de agressão, sufocamento com saco plástico e afogamento com pano, além de ameaças. Ainda segundo o Ministério Público, os episódios teriam envolvido o uso de tacos de beisebol, martelo, faca e alicate.
Em um dos casos investigados, uma das vítimas teria sofrido perfurações nas mãos e queimadura na orelha. O MPBA também afirma que outro integrante teria sido obrigado a realizar uma transferência via Pix a partir da própria conta.
A sede da Bamor foi interditada em 28 de setembro e 10 integrantes foram presos. O Ministério Público pediu à Justiça a condenação dos denunciados pelos crimes atribuídos individualmente a cada um, a manutenção das prisões e o pagamento de indenizações às vítimas por danos materiais e morais.











