Eleições 2026 -

“Olá, tudo bem? Não tá nada bem”: Silas Freire aposta, pede votos e vê todos os seus candidatos perderem

“Olá, tudo bem? Não tá nada bem”. O conhecido bordão de Silas Freire ganhou uma aplicação diferente depois da abertura das urnas no Piauí. Os candidatos que tiveram apoio declarado do jornalista durante a campanha eleitoral terminaram o primeiro turno sem conquistar os cargos disputados.

Ao longo da campanha, Silas utilizou seus espaços na televisão para demonstrar preferência por nomes da oposição e, em diferentes momentos, pedir votos para candidatos. Também recorria aos chamados “contadores de votos” e às projeções políticas para transmitir confiança sobre o desempenho do grupo nas urnas.

O resultado de domingo (4), porém, foi bem diferente.

Entre os nomes tratados como candidatos do coração de Silas estavam Emanoel Paiva, para deputado federal; Pedro Alcântara, para deputado estadual; Ciro Nogueira e Tiago Junqueira, para o Senado; e Joel Rodrigues, para o Governo do Piauí. Nenhum deles foi eleito.

Na disputa pelo Governo do Estado, Joel Rodrigues (PP) recebeu 557.972 votos, equivalentes a 27,54% dos votos válidos. Rafael Fonteles (PT) foi reeleito ainda no primeiro turno, com 1.436.697 votos e 70,90%.

Para o Senado, a derrota atingiu os dois nomes apoiados por Silas. Ciro Nogueira (PP) terminou em terceiro lugar, com 903.239 votos, ou 24,68% dos votos válidos, ficando fora das duas vagas. Tiago Junqueira (PL) apareceu em quarto, com 324.327 votos, equivalentes a 8,86%. Os eleitos foram Marcelo Castro (MDB), com 1.305.315 votos, e Júlio César (PSD), com 987.352.

O cenário se repetiu nas disputas proporcionais. Emanoel Paiva (União Brasil), candidato a deputado federal, recebeu 50.343 votos e terminou na 14ª colocação entre os mais votados do estado. Apesar da votação, ficou como suplente e não conquistou uma das dez cadeiras do Piauí na Câmara dos Deputados.

Já Pedro Alcântara (PP), candidato a deputado estadual, obteve 10.851 votos, correspondentes a 0,52% dos votos válidos. Ele terminou na 51ª posição e também ficou fora da Assembleia Legislativa do Piauí.

O saldo das urnas, portanto, foi indigesto para as apostas eleitorais feitas por Silas Freire. Do Governo ao Senado, passando pelas disputas para deputado federal e estadual, nenhum dos cinco candidatos que receberam seu apoio conseguiu alcançar o objetivo eleitoral.

Depois de tantos cálculos, projeções e “contadores de votos” durante a campanha, desta vez quem deu a resposta definitiva foi o único contador que realmente importava: o das urnas.

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