Fronteira com Mato Grosso -

Corpo de policial levado por criminosos após emboscada é encontrado em suposta base de facção

O corpo do subtenente da Polícia Boliviana Gerson Salazar Aliendres, morto durante uma emboscada na região de fronteira com Mato Grosso, foi encontrado dois dias após o crime. O policial estava em um complexo logístico localizado em uma área de mata, com pista de pouso, apontado pelas autoridades como uma possível base de apoio da facção brasileira Comando Vermelho. Nenhum suspeito foi localizado no imóvel.

Segundo informações do portal boliviano El Deber, a localização do corpo ocorreu após buscas realizadas pelas forças de segurança. A descoberta aconteceu um dia depois de uma aeronave suspeita ter invadido o espaço aéreo brasileiro, vindo da Bolívia, e realizado um pouso forçado em uma pista improvisada em Mato Grosso do Sul. No local, os agentes encontraram apenas o avião abandonado e a polícia boliviana suspeita que os ocupantes possam ter envolvimento no crime.

Gerson Aliendres, que integrava o Centro Especial de Investigación Policial (CEIP) de Santa Cruz, foi morto na quinta-feira (30/07) durante uma operação para investigar uma chacina registrada no município de San Matías, na fronteira com Cáceres, em Mato Grosso. A viatura em que ele e outros policiais estavam foi interceptada por criminosos armados com metralhadoras, que dispararam contra a equipe. Houve confronto, o subtenente morreu e outros agentes ficaram feridos. Após o ataque, os criminosos levaram o corpo do policial e incendiaram o veículo oficial.

Foto: Reprodução/ RDNewsPolicial morre em tiroteio um dia após massacre cometido por brasileiros na Bolívia

A investigação que levou a equipe policial até a região estava relacionada a uma chacina ocorrida na quarta-feira (29/07), em uma propriedade rural. Quatro pessoas morreram no ataque, que teria sido cometido por brasileiros. Segundo as autoridades, criminosos invadiram a fazenda em busca do proprietário e do filho dele, mas, ao não encontrá-los, usaram a filha do dono como refém e atiraram contra funcionários do local. As vítimas foram identificadas como Manuel Égüez Pedraza, Denys Espinoza Pedraza, Luis Alberto Rapp e Rildo Achaval Pillay.

As forças de segurança da Bolívia investigam a possibilidade de que os crimes estejam relacionados a uma disputa entre as facções Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) pelo controle do tráfico internacional na região de fronteira. Durante o funeral do subtenente, o ministro da Defesa da Bolívia, Marco Antonio Oviedo, informou que a Polícia Boliviana pretende instalar escritórios em território brasileiro para reforçar o combate ao crime organizado, com possibilidade de uma unidade ser implantada em Cáceres (MT).

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