Lideranças Quilombolas · 12/11/2021 - 17h50 | Última atualização em 12/11/2021 - 17h52

Encontro de Formação de Multiplicadores: debates enriquecedores marcam o evento


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Foi iniciado nesta sexta-feira (12/11) o 1º Encontro de Formação de Multiplicadores de Lideranças Quilombolas do Piauí, que reúne lideranças de mais de 100 comunidades tradicionais quilombolas do estado, no Auditório do Hotel Cajuína Avenida. O evento ocorre no mês da Consciência Negra, com muitos debates informativos e enriquecedores que servem não só para as comunidades quilombolas, mas para toda a sociedade.

O diretor-geral do Instituto de Terras do Piauí (Interpi), Chico Lucas, declarou que desde o início a sua missão no instituto é mostrar para a burocracia estatal que essas pessoas que vivem da terra há séculos tem direito sim ao título e ao registro. "Quando nós assumimos o Interpi, nós percebemos que o Interpi é um órgão que compactava documentos, papéis, direitos daqueles que possuíam a terra, daqueles que tinham papel, mas não daqueles que viviam na terra, até porque o Piauí tem um histórico de ocupantes sem documento e dono da terra que não vive na terra".

A diretora da Gerência de Povos e Comunidades Tradicionais (GPCT), Maria Rosalina Santos, declarou em seu discurso de abertura: "Esse momento de formação e informação para lideranças quilombolas, para os convidados do Estado do Piauí, chamamos de primeiro encontro, não porque é o primeiro encontro das comunidades quilombolas do Estado, o movimento dos quilombolas com certeza já fez vários e vários encontros, mas o encontro realizado diretamente pelo Governo do Estado com o objetivo de juntos construir formação e informação, é o primeiro. O encontro nasceu da ideia, da iniciativa, da gerência do instituto de terras, o Interpi, da iniciativa do diretor-geral do instituto de terras”.

Maria Rosalina, diretora do GPCT
Maria Rosalina, diretora do GPCT 

Durante o primeiro Encontro de Formação de Multiplicadores, as lideranças quilombolas participantes debatem temas como a regularização fundiária, produção e assistência técnica nos territórios, legislações, impactos ambientais de grandes projeto em desenvolvimento e educação quilombola, dentre outros.

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