
Lula avalia visita ao Piauí para ‘pedir ao povo’ liberação de Rafael Fonteles para o Ministério da Fazenda
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá viajar ao Piauí para solicitar simbolicamente à população do estado a liberação do governador reeleito Rafael Fonteles (PT), caso decida convidá-lo para integrar seu quarto mandato à frente do governo federal. O petista é cotado para assumir o Ministério da Fazenda, em uma possível mudança na equipe econômica.
Segundo informações da coluna Painel, da Folha de São Paulo, aliados de Lula avaliam que o presidente deverá fazer uma deferência aos piauienses antes de levar Fonteles para Brasília. A iniciativa consistiria em uma visita ao estado para demonstrar que precisa do governador em uma missão de alcance nacional, apesar de sua recente reeleição.
A possibilidade de Fonteles assumir a Fazenda ainda depende de uma decisão de Lula. Caso o convite seja formalizado e aceito, o governador precisará deixar o comando do Executivo piauiense para integrar a administração federal.
A estratégia considerada pelo presidente tem como referência um episódio ocorrido durante a transição para seu primeiro mandato, em 2002. Na ocasião, Lula adotou uma iniciativa semelhante para justificar a saída de Antonio Palocci (PT) da Prefeitura de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Em 20 de novembro daquele ano, o então presidente eleito visitou Ribeirão Preto para comunicar à população que precisava contar com Palocci em sua equipe ministerial. O gesto antecedeu a saída do prefeito, que renunciou ao cargo para assumir o Ministério da Fazenda em janeiro de 2003.
A eventual repetição dessa iniciativa com Rafael Fonteles teria significado político semelhante. Ao visitar o Piauí, Lula poderia reconhecer publicamente o mandato recebido pelo governador nas urnas e apresentar sua possível transferência para o governo federal como parte de um projeto nacional.
A situação também envolve uma diferença importante em relação ao precedente de 2002. Enquanto Palocci era prefeito de uma cidade paulista, Fonteles governa um estado e acaba de conquistar a reeleição, o que torna sua eventual saída uma decisão com consequências diretas para a administração estadual.
Fonte: Brasil 247











