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Casal suspeito de matar Beatriz Vitória ia fazer tatuagem exaltando morte

O casal preso suspeito de envolvimento na morte de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estaria planejando fazer uma tatuagem conjunta em “homenagem” à morte da jovem. Com informações doMetrópoles.

Foto: ReproduçãoCasal suspeito de matar Beatriz Vitória ia fazer tatuagem exaltando morte



É o que indicam mensagens encontradas nos celulares de Samuel Castro Melo, de 18 anos, e da atual namorada dele, Carla Luíza da Silva, de 23 anos, apreendidos durante as investigações. Informações sobre o caso foram apresentadas à imprensa na manhã desta quinta-feira (22/10), em coletiva na Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro Lagoinha, na região Noroeste da capital.

O crime é investigado como feminicídio. “A gente tá falando de um feminicídio motivado por ciúmes ou inconformidade entre a atual namorada e uma ex-namorada. Então a gente tem aqui um núcleo, um casal de assassinos, um homem e uma mulher que matam e ocultam o corpo com requisito de crueldade, porque ela estava amarrada com as mãos pra trás”, explicou o delegado Alexandre Fonseca.

O delegado afirmou ainda que os fatos que envolvem o feminicídio são “repugnantes” e “covardes”. Até o momento, as investigações apontam que o crime teria sido motivado por uma desavença entre a vítima e a atual namorada do suspeito.

O depoimento de uma adolescente de 15 anos, que presenciou parte dos acontecimentos, foi fundamental para as investigações. Ela relatou aos policiais que não viu o homicídio, pois permaneceu dentro do carro, mas afirmou que o casal saiu do veículo acompanhado de Beatriz e retornou sem a vítima. A adolescente não foi apreendida, mas também é investigada e teve o celular recolhido pela polícia.

“Todos estavam na cena do crime, e a motivação que foi levantada até o momento é que é uma desavença entre essas duas mulheres, vítima e autora”, disse o investigador.

Ao encontrarem o corpo enterrado em uma área rural,  uma das peritas identificou uma tatuagem na perna da vítima. Uma fotografia foi enviada ao irmão de Beatriz, que conseguiu confirmar a identidade da jovem por meio da marca.

Vítima pode ter estado grávida

Em entrevista, o delegado responsável pelo caso afirmou que exames complementares poderão confirmar ou descartar a suspeita de gravidez. A perícia também deverá ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte, incluindo a possibilidade de uso de substâncias químicas, como soda cáustica.

“Com relação à gravidez, o IML tem condições de também dar essa resposta. Nós estamos aguardando”, afirmou o delegado.

O irmão da vítima, Maxwell Mota, contou, após a entrevista coletiva, que a suspeita surgiu a partir de informações compartilhadas pela irmã mais nova de Beatriz. Segundo ele, a mãe e a irmã mais velha também desconfiavam de uma possível gestação, mas a família ainda não tem confirmação.

Fonte: Metrópoles

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