Campanha sob pressão -

Lula enfrenta crises no primeiro mês de campanha e realiza menos viagens que Flávio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completa o primeiro mês de campanha à reeleição enfrentando crises políticas e institucionais que repercutiram na disputa presidencial. Entre os principais episódios estão as investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marcola, além dos conflitos entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados ao Banco Master. Nesse período, Flávio Bolsonaro (PL) realizou mais deslocamentos eleitorais que o petista. As Informações são do Metrópoles.

Foto: Camila Xavier/MetrópolesLula

Desde o início oficial da campanha, em 16 de agosto, Lula precisou administrar os efeitos das apurações sobre suposto tráfico de influência envolvendo Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger. O presidente também reconheceu que o caso Marcola provocou prejuízos à imagem do governo. Posteriormente, a crise no STF ganhou força após decisões relacionadas ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e às investigações sobre o Banco Master, enquanto a oposição passou a associar Alexandre de Moraes ao governo petista.

Segundo levantamento do Metrópoles, Flávio Bolsonaro realizou 17 deslocamentos em agendas de campanha, contra 11 de Lula. O senador concentrou compromissos no Sudeste, enquanto o presidente esteve em nove estados e fez quatro viagens ao Nordeste. Nas pesquisas, a Quaest divulgada em 14 de setembro apontou Flávio com 42% e Lula com 40% em uma simulação de segundo turno, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

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