Fachin evoca memória de ministros -

“Somos seres humanos, podemos errar”, diz Fachin ao abrir julgamento sobre Moraes no STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, abriu nesta terça-feira (15/09) a sessão extraordinária que analisa o relatório da Polícia Federal sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em sua fala inicial, Fachin afirmou que os ministros "são seres humanos" e "podem errar", destacando que a Corte atravessa um dos períodos mais delicados de sua história, conforme informações do portal Frances News.

“Somos seres humanos. Podemos errar, podemos divergir, podemos mudar de entendimento, podemos ter percepções distintas sobre os mesmos fatos e sobre o direito”, declarou Fachin, que também evocou a memória de ministros afastados durante a ditadura militar e pediu “equilíbrio, serenidade e responsabilidade institucional” aos colegas. O presidente do STF ressaltou que a sessão é histórica e que o tribunal presta contas não apenas à sociedade atual, mas também às gerações passadas e futuras. “O País olha para esta Corte. A História também olhará para este momento”, afirmou.

Foto: Alejandro Zambrana/STF

Antes de qualquer decisão sobre o mérito das mensagens, o plenário deve analisar um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório produzido pela Polícia Federal. A PGR argumenta que o ministro André Mendonça, relator original do caso, determinou o aprofundamento da apuração sem consulta prévia ao Ministério Público ou ao plenário do STF, o que configuraria vício de origem. Caso a nulidade seja acolhida, uma das possibilidades é o encerramento do caso sem análise do conteúdo das mensagens; outra interpretação discutida entre os ministros é a de que os elementos já conhecidos poderiam justificar a abertura de uma nova investigação.

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