
Presidente do STF presta solidariedade a Dino, mas sinaliza que caso será levado à colegialidade
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta quinta-feira (14/08) a proteção da liberdade de imprensa e do sigilo da fonte jornalística. Ele indicou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou busca e apreensão contra fonte de jornalista no Maranhão, deverá ser analisada pelo plenário. Fachin também prestou solidariedade ao ministro Flávio Dino.

Na abertura da sessão plenária, Fachin leu nota em nome da Presidência e afirmou que a jurisprudência do STF sobre liberdade de imprensa "permanecerá íntegra e vinculante a todos os órgãos do Poder Judiciário". Ele também declarou que a apuração de eventuais ilícitos deve se dirigir à conduta investigada, e não à atividade jornalística legítima.
O presidente da Corte sinalizou que a discussão será levada ao colegiado e que adotará "providências regimentais cabíveis" para que as deliberações ocorram com brevidade. Dino agradeceu e afirmou que a nota distingue investigação criminal de proteção constitucional à profissão.
Alexandre de Moraes também se manifestou. Ele defendeu a operação e afirmou que a investigação apura suposta participação em associação criminosa responsável por ameaças ao ministro e familiares. "O sigilo da fonte é uma garantia constitucional, mas nunca se confundiu com escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas", disse.
O caso envolve o jornalista Luis Pablo, que publicou reportagens sobre o uso de carros oficiais por Dino no Maranhão. A Polícia Federal apura os crimes de perseguição e violação de sigilo funcional. O jornalista nega irregularidades e afirma que um repasse de R$ 100 mil recebido foi um empréstimo já devolvido.








