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Nunes Marques avalia julgar ação de soltura de Bolsonaro após a conclusão do 2º turno das eleições

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou a interlocutores que avalia julgar a ação que pede a revisão criminal e a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro apenas após a conclusão do segundo turno das eleições. Exercendo também a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o magistrado busca evitar acusações de interferência no processo eleitoral e o uso político da decisão.

Foto: Reprodução/InstagramNunes Marques avalia julgar soltura de Bolsonaro após 2º turno

A defesa do ex-presidente protocolou um novo pedido de liminar para anular sua condenação por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes, reforçando uma solicitação anterior apresentada em maio que aguardava análise no gabinete do relator. Nunes Marques indicou que pretende levar o caso para julgamento no plenário do STF independentemente de quem vença a eleição, sem descartar a possibilidade de conceder uma liminar individual prévia e submetê-la em seguida ao colegiado.

Para que o julgamento ocorra em plenário, o processo precisará ser incluído na pauta pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin. A condenação original de Bolsonaro foi proferida na Primeira Turma com votos de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, além do voto divergente de Luiz Fux pela absolvição. Com a análise da revisão criminal em plenário, os ministros que não participaram daquele julgamento, como Nunes Marques, André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin, também votarão sobre o tema. Com informações CNN Brasil.

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