
TSE decide futuro de Canella após MP pedir cassação por suspeita de milícia
A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que negue o registro da candidatura de Márcio Canella (União Brasil) ao cargo de deputado estadual pelo Rio de Janeiro. O pedido, divulgado nesta sexta-feira (24/10), aponta que o parlamentar, segundo mais votado para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) com 197.178 votos, teria nomeado lideranças de milícias para o primeiro escalão da Prefeitura de Belford Roxo, além de ser investigado por integrar organização criminosa armada.
Em setembro, o Ministério Público Eleitoral (MPE) já havia defendido a rejeição do registro de Canella, mas o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) autorizou sua candidatura por maioria de votos, cinco dias antes do pleito. Na ocasião, o tribunal entendeu que as provas apresentadas não demonstravam impedimento suficiente para barrar o político. A PGE, no entanto, mudou seu entendimento à luz de novas evidências e agora sustenta que o caso deve ser reavaliado pela instância superior.
Entre os fundamentos da manifestação da PGE estão a relação político-administrativa e eleitoral entre Canella e lideranças ligadas a milícias na Baixada Fluminense, um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura organizações criminosas, extorsão e lavagem de dinheiro, e a apreensão de um fuzil em um veículo do candidato em julho deste ano. O caso está sob relatoria do ministro Sebastião Reis Júnior, do TSE, que aguarda o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para decidir. Caso o registro seja cassado, os votos de Canella podem ser redistribuídos aos candidatos da Federação União Progressista (PP/União) ou anulados, alterando a lista de deputados eleitos.












