
Ex-soldado que matou cabo do Exército vai a júri popular por feminicídio
O ex-soldado do Exército Brasileiro Kelvin Barros vai responder perante o Tribunal do Júri pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. A decisão mantém a prisão preventiva do acusado, que confessou ter assassinado a cabo Maria de Lourdes, de 25 anos, e incendiado o corpo da militar dentro do quartel onde ambos atuavam, em dezembro de 2025.

De acordo com as investigações, o crime aconteceu após uma discussão entre os dois, que mantinham um relacionamento extraconjugal. Segundo a Polícia Civil, a vítima teria cobrado que Kelvin encerrasse outro relacionamento e assumisse o compromisso com ela. O acusado afirmou que, durante o desentendimento, conseguiu tomar a faca militar que estava com a cabo e desferiu um golpe fatal no pescoço da vítima. Em seguida, utilizou álcool e um isqueiro para atear fogo ao local, tentando fazer o crime parecer um incêndio acidental, antes de fugir levando a arma de fogo da militar.
Maria de Lourdes era cabo do Exército, musicista e integrava a fanfarra do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas. Ela havia ingressado na corporação poucos meses antes do crime. A Justiça entendeu que há elementos suficientes para que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida.








