
Após desistência de Mainha, Toni Rodrigues critica articulações do PL e defende candidatura própria
O jornalista e pré-candidato ao Governo do Piauí pelo Partido Liberal (PL), Toni Rodrigues, afirmou ao 180graus, nesta quarta-feira (15/07), que continuará defendendo uma candidatura própria da legenda nas eleições de 2026, mesmo diante das articulações internas para que o partido apoie o projeto encabeçado pelo Progressistas.
A declaração foi dada após o presidente estadual do Podemos, Mainha, anunciar a desistência de sua pré-candidatura ao Governo do Piauí e declarar apoio ao ex-prefeito de Floriano, Joel Rodrigues (PP). Segundo Mainha, a decisão busca unificar as forças da oposição ainda no primeiro turno.

Apesar do novo cenário político, Toni afirmou que manterá sua posição em favor de uma candidatura própria do PL. Segundo ele, a legenda precisa fortalecer sua identidade no estado e garantir um palanque para o candidato do partido à Presidência da República.
"Sou um soldado do partido. O partido decide. O que posso fazer é manifestar a minha posição. Defendo a candidatura própria porque o partido precisa cumprir sua autodeterminação e porque precisamos de um palanque para o nosso presidenciável", declarou.
Nos bastidores, dirigentes do PL discutem a possibilidade de retirar a candidatura própria ao Governo e integrar uma aliança com o Progressistas. Questionado sobre essa hipótese, Toni disse acreditar que o caminho já está praticamente traçado, embora continue defendendo outro posicionamento.
"Hoje você tem uma quantidade muito grande de pessoas dentro do partido articulando diretamente com o senador Ciro Nogueira e com o próprio Joel Rodrigues. A ideia é que o Progressistas ceda a segunda vaga ao Senado para Tiago Junqueira. Eu continuo defendendo a candidatura própria, mas o que eu sinto hoje é que o partido já está definido. Não voto nem no Joel nem no Rafael", afirmou.
Segundo o jornalista, a única possibilidade de mudança seria uma decisão da direção nacional do Partido Liberal determinando a manutenção da candidatura própria ao Governo do Estado.
Mesmo afirmando que respeitará uma eventual decisão da direção, Toni garantiu que não acompanhará o projeto político caso o partido. Ele diz não enxergar diferenças significativas entre a sigla e o Partido dos Trabalhadores.
"Eu não concordo com o projeto do Progressistas porque acho que, em tudo, eles se parecem com o próprio Partido dos Trabalhadores, que combato há mais de 25 anos", afirmou.








