
Pesquisa do IBGE mostra recuperação do setor de serviços no Brasil
O setor de serviços brasileiro registrou crescimento de 1,2% em abril de 2026, recuperando a retração de 1,1% observada no mês anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).
Com o resultado, o segmento acumula alta de 2,2% nos quatro primeiros meses do ano. Na comparação com abril de 2025, o avanço foi de 1,9%, marcando o 25º resultado positivo consecutivo na série anual, o que reforça a trajetória de recuperação da atividade econômica.
Entre os setores que mais contribuíram para o desempenho estão os serviços de transportes, que cresceram 0,9% em relação a março, e a categoria de outros serviços, que apresentou expansão de 2,2%. Os números demonstram a retomada da demanda em diferentes áreas da economia. As informações são do Metrópoles.
No acumulado dos últimos 12 meses, o setor registra crescimento de 2,9%, mantendo o mesmo ritmo observado no mês anterior. O resultado reforça a importância dos serviços para a economia brasileira, já que o segmento representa uma das principais fontes de geração de emprego, renda e movimentação econômica no país.
Foto: Reprodução/IBGE
Sessenta municípios do Piauí perdem acesso a verba federal da educação e entram na mira do Ministério Público
Por Rômulo RochaUma informação revelada em procedimento instaurado pelo Ministério Público do Estado do Piauí acendeu um alerta sobre a situação da educação pública em dezenas de municípios piauienses. Segundo documento publicado no Diário Oficial do MPPI, 60 municípios do Estado foram considerados inabilitados para receber recursos da complementação-VAAR do Fundeb em 2026, após não cumprirem exigências estabelecidas pela legislação federal.
O dado aparece em procedimento aberto pela Promotoria de Justiça de Manoel Emídio para acompanhar a situação do município de Bertolínia. No documento, o Ministério Público informa que a cidade integra a lista dos municípios piauienses que deixaram de atender às condicionalidades exigidas para acesso à parcela adicional dos recursos da União destinada ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Foto: MPPI
MPPIA complementação-VAAR — sigla para Valor Aluno Ano por Resultado — foi criada para premiar redes de ensino que demonstram melhoria da gestão educacional e evolução dos indicadores de aprendizagem, especialmente entre alunos em situação de maior vulnerabilidade social. O repasse depende do cumprimento de critérios definidos pela Lei Federal nº 14.113/2020.
No caso de Bertolínia, o Ministério Público afirma que o município descumpriu a chamada Condicionalidade III, relacionada à redução das desigualdades educacionais socioeconômicas e raciais medidas por avaliações nacionais da educação básica. Como consequência, a cidade foi declarada inabilitada para receber a complementação-VAAR em 2026.
O procedimento instaurado pelo MP busca identificar os motivos que levaram ao descumprimento da meta e verificar quais providências estão sendo adotadas pela administração municipal para evitar novas perdas de recursos nos próximos exercícios. O órgão requisitou explicações formais ao prefeito e ao secretário municipal de Educação, além de documentos que demonstrem ações voltadas à recuperação da aprendizagem e à redução das desigualdades entre estudantes.
Segundo a promotoria, a perda da complementação-VAAR representa mais do que uma questão burocrática. O documento destaca que a exclusão do programa implica a perda de recursos federais adicionais considerados relevantes para o financiamento da rede municipal de ensino, podendo agravar dificuldades já existentes na educação pública local.
O Ministério Público também chama atenção para o fato de que a inabilitação decorre de indicadores oficiais que apontam persistência ou ampliação das desigualdades educacionais entre estudantes mais vulneráveis e os demais alunos da rede. Entre os grupos observados estão estudantes pretos, pardos, indígenas e de menor nível socioeconômico.
Além do prefeito e da Secretaria Municipal de Educação, o MP determinou o envio de ofícios aos órgãos de controle social da educação para que informem quais medidas estão sendo adotadas para reverter a situação. A investigação também pretende acompanhar taxas de aprovação, abandono escolar e desempenho dos estudantes nos exames nacionais utilizados como base para o cálculo dos indicadores educacionais.
O ponto mais relevante do procedimento, contudo, é a revelação de que o problema não está restrito a Bertolínia. O próprio documento registra que existem 60 municípios piauienses em situação semelhante, todos atingidos por restrições relacionadas às condicionalidades exigidas para acesso à complementação-VAAR em 2026.
TCE recomenda reprovação das contas de Joaquim da Farmácia após identificar falhas no Fundeb, Previdência e gestão fiscal
Por Rômulo RochaO Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) recomendou a reprovação das contas de governo referentes ao exercício de 2024 do então prefeito de Paulistana, Joaquim Júlio Coelho, conhecido politicamente como Joaquim da Farmácia. A decisão foi tomada por unanimidade pela Primeira Câmara da Corte, que identificou uma série de irregularidades consideradas relevantes na gestão financeira, previdenciária e fiscal do município.
Foto: Redes Sociais
Joaquim da FarmáciaEntre os principais problemas apontados pelo tribunal está a ausência de comprovação do repasse integral das contribuições devidas ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores municipais. Segundo o acórdão, o município não preservou o caráter contributivo do sistema previdenciário ao deixar de recolher integralmente os valores devidos ao regime próprio durante o exercício analisado.
A análise técnica também identificou divergências entre os valores registrados contabilmente e aqueles efetivamente recolhidos ao RPPS. Para os auditores, as inconsistências comprometem a confiabilidade das informações financeiras apresentadas pela administração municipal e dificultam o acompanhamento da situação previdenciária do município.
Outro ponto que pesou na decisão foi a situação atuarial do regime previdenciário dos servidores. O TCE registrou inconsistências nos dados utilizados para elaboração da avaliação atuarial, aumento do déficit previdenciário ao longo do exercício e insuficiência do plano de amortização adotado pela prefeitura para enfrentar o desequilíbrio existente. O tribunal destacou ainda divergências nos registros contábeis das provisões previdenciárias de longo prazo.
A Corte observou que houve redução do número de servidores ativos sem a correspondente reposição, situação que afeta diretamente o financiamento do regime previdenciário municipal. Na avaliação dos conselheiros, a combinação entre redução da base contributiva e crescimento do déficit atuarial representa um risco para a sustentabilidade futura do sistema.
As contas também receberam críticas em razão do descumprimento das regras de utilização dos recursos do Fundeb. O acórdão aponta que a prefeitura não aplicou, dentro do prazo legal, o superávit financeiro remanescente do fundo referente ao exercício anterior, contrariando exigência prevista na legislação federal que disciplina o financiamento da educação básica.
A análise das demonstrações financeiras revelou ainda insuficiência financeira para cobrir obrigações assumidas pela administração municipal. O relatório registra a existência de dificuldades de equilíbrio fiscal, além de divergências entre saldos contábeis e extratos bancários apresentados ao tribunal.
O TCE também identificou falhas na arrecadação e contabilização de receitas públicas. Entre elas, a ausência de arrecadação e recolhimento da receita vinculada aos Serviços de Manejo de Resíduos Sólidos, obrigação prevista na legislação nacional do saneamento básico.
No campo da transparência pública, o município recebeu avaliação considerada insatisfatória. O Portal da Transparência foi classificado apenas em nível básico, situação que, segundo o tribunal, dificulta o acesso da população às informações sobre a aplicação dos recursos públicos e reduz a capacidade de fiscalização social da gestão municipal.
A prestação de contas apresentou ainda ausência de documentos exigidos pelo tribunal, problemas em inventários patrimoniais, falta de envio de extratos bancários e inconsistências em registros contábeis. O conjunto dessas ocorrências levou a Primeira Câmara a concluir que as falhas ultrapassaram o limite das impropriedades formais normalmente encontradas em prestações de contas.
Além da recomendação de reprovação, o TCE emitiu diversos alertas à atual administração municipal, determinando a adoção de medidas para corrigir problemas relacionados à transparência, arrecadação, previdência, prestação de contas e gestão dos recursos do Fundeb.
A decisão do Tribunal de Contas tem caráter opinativo e será encaminhada à Câmara Municipal de Paulistana, responsável pelo julgamento político das contas do ex-prefeito. Os vereadores poderão acompanhar ou rejeitar o parecer técnico da Corte de Contas ao apreciar definitivamente a matéria.
Prefeitura de Teresina e FMS terão de explicar 36 contratações precárias de enfermeiros
Por Rômulo RochaTribunal de Contas cita prefeito Sílvio Mendes e presidente da Fundação Municipal de Saúde após denúncia apontar possíveis irregularidades em vínculos temporários na Estratégia Saúde da Família
A Prefeitura de Teresina e a Fundação Municipal de Saúde (FMS) terão de prestar esclarecimentos ao Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) sobre a contratação de 36 enfermeiros vinculados à Estratégia Saúde da Família (ESF) por meio de contratos considerados precários. A determinação consta em decisão da conselheira Waltânia Alvarenga, relatora de uma denúncia que investiga possíveis irregularidades na gestão de pessoal da rede municipal de saúde.
Foto: 180graus
Prefeito Silvio MendesSegundo a denúncia, os 36 vínculos estão distribuídos em 26 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. A representação sustenta que as contratações teriam ocorrido em desacordo com a Lei Municipal nº 3.290/2004 e com orientações expedidas pelo próprio Tribunal de Contas por meio da Nota Técnica nº 01/2025.
Entre as irregularidades apontadas estão contratos temporários com duração considerada excessiva, contratos verbais sem formalização documental, acúmulo irregular de vínculos e a utilização de servidores efetivos em um segundo turno mediante contratação precária. A denunciante também sustenta que a manutenção reiterada de contratações temporárias para atividades permanentes da administração configuraria uma forma de burlar a exigência constitucional de concurso público.
Ao analisar o pedido, a relatora reconheceu a admissibilidade da denúncia e destacou que os elementos apresentados justificam a abertura da investigação. Contudo, negou o pedido de medida cautelar que pretendia impedir imediatamente a celebração, renovação ou prorrogação de novos vínculos temporários pela Fundação Municipal de Saúde.
Na decisão, a conselheira observou que a suspensão imediata das contratações equivaleria, na prática, ao julgamento antecipado do mérito da própria denúncia, sem que os gestores tivessem exercido o direito ao contraditório e à ampla defesa. Por isso, entendeu que a análise aprofundada da legalidade das contratações deve ocorrer durante a instrução processual.
Apesar de negar a cautelar, o TCE determinou a citação do prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, e da presidente da Fundação Municipal de Saúde, Leopoldina Cipriano Feitosa. Ambos terão prazo de 15 dias úteis para apresentar defesa e encaminhar ao Tribunal a relação nominal de todos os contratados temporários e terceirizados lotados na FMS, indicando funções exercidas, fundamentação legal de cada contratação e justificativas para a excepcionalidade dos vínculos.
Após o recebimento das informações ou o encerramento do prazo de defesa, o processo será encaminhado à Diretoria de Fiscalização de Pessoal e Previdência do TCE para análise técnica, seguindo posteriormente para manifestação do Ministério Público de Contas.
A investigação poderá resultar na responsabilização dos gestores caso sejam confirmadas irregularidades na utilização de contratos temporários para suprir necessidades permanentes da rede municipal de saúde.
STF anula eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara de Campo Maior e impõe derrota a articulação política
Por Rômulo RochaO ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, anulou a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campo Maior para o biênio 2027/2028, realizada em dezembro de 2025, por entender que houve antecipação excessiva e afronta aos princípios constitucionais da contemporaneidade e da razoabilidade.
A decisão foi proferida na Reclamação Constitucional 88.529/PI, ajuizada por Sérgio Pereira Silva contra ato da presidência da Câmara Municipal. O reclamante sustentou que o Legislativo municipal antecipou a eleição ainda no primeiro ano da legislatura, em desacordo com entendimento recente firmado pelo STF em ações diretas de inconstitucionalidade envolvendo Assembleias Legislativas de diversos estados.
Segundo a decisão, a eleição realizada em 2 de dezembro de 2025 ocorreu “com acentuada antecipação”, em momento “significativamente distante do início do exercício do mandato correspondente ao segundo biênio”. Para Gilmar Mendes, a prática viola os critérios de contemporaneidade e razoabilidade definidos pela Suprema Corte.
O ministro determinou a anulação do pleito e ordenou que nova eleição seja realizada apenas “a partir do mês de outubro do ano anterior ao início do respectivo mandato”.
A decisão atinge diretamente a estratégia política adotada pela Câmara de Campo Maior, que havia se apoiado no artigo 11, §3º, do Regimento Interno da Casa, alterado por resolução de 2017, permitindo que a eleição do segundo biênio ocorresse já na primeira semana de dezembro do primeiro ano da legislatura.
Gilmar Mendes destacou que o STF já consolidou entendimento segundo o qual eleições demasiadamente antecipadas para mesas diretoras comprometem a alternância de poder, dificultam a participação de grupos minoritários e desconectam a direção do Legislativo da realidade política existente no momento efetivo do mandato.
Na decisão, o ministro citou precedentes recentes do Supremo envolvendo as Assembleias Legislativas de Pernambuco, Sergipe e Amapá, nos quais a Corte declarou inconstitucionais eleições antecipadas para o segundo biênio das Casas Legislativas.
Embora os casos anteriores tratassem de Assembleias Legislativas estaduais, Gilmar afirmou expressamente que o mesmo entendimento deve ser aplicado às Câmaras Municipais, por inexistirem “razões distintivas válidas” que autorizem tratamento diferente.
A decisão representa mais um movimento do STF para limitar articulações políticas destinadas à perpetuação de grupos de comando em casas legislativas por meio de eleições antecipadas, mecanismo historicamente utilizado para blindagem política e consolidação de maiorias antes de mudanças no cenário partidário e eleitoral.STF anula eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara de Campo Maior e impõe derrota a articulação política
Emendas | Juca Alves destina R$ 806 mil à ACIS e R$ 1,45 milhão à APD com concentração em poucas entidades
Por Rômulo RochaINOVE ainda recebe R$ 330 mil enquanto restante é distribuído em valores pontuais
A distribuição de emendas parlamentares do vereador João Victor Alves da Silva (PRD), Juca Alves, para o exercício de 2026 revela forte direcionamento de recursos para um grupo restrito de entidades, com concentração relevante em duas organizações principais e total superior a R$ 3 milhões.
O maior repasse individual é destinado à Associação Piauiense Desenvolver (APD), que recebe R$ 1.450.000,00 para ações na área da saúde, configurando o principal eixo financeiro do conjunto.
Foto: CMT
Vereador Juca AlvesOutro núcleo relevante é a ACIS (Associação de Promoção da Cidadania e Desenvolvimento Social), que soma R$ 806 mil distribuídos em quatro emendas voltadas a esporte, eventos, economia criativa e ações institucionais, evidenciando atuação multifinalística sob o mesmo beneficiário.
Também aparece o Instituto de Inovação e Projetos (INOVE), com R$ 330 mil destinados à capacitação de jovens, mantendo o padrão de presença recorrente da entidade em diferentes parlamentares.
Além disso, há destinações pontuais como R$ 300 mil para o Instituto Juventudes, voltados a eventos juninos, e valores menores de execução direta, como R$ 70 mil para abrigo de passageiros e R$ 56.994,30 para manutenção de unidades de saúde.
O conjunto das emendas evidencia concentração em poucas entidades, com diversificação de objetos dentro dos mesmos beneficiários e distribuição secundária em valores menores para ações diretas.
Emendas apresentadas pelo parlamentar (2026):
1 - Emenda nº 1/2026 – SEMEL – ACIS
Objeto: Meia Maratona de Teresina
Valor: R$ 200.000,002 - Emenda nº 2/2026 – SEMAI – ACIS
Objeto: Eventos, congressos e palestras
Valor: R$ 56.000,003 - Emenda nº 3/2026 – STRANS (execução direta)
Objeto: Abrigo de passageiros
Valor: R$ 70.000,004 - Emenda nº 4/2026 – FCMC – Instituto Juventudes
Objeto: Evento festas juninas
Valor: R$ 300.000,005 - Emenda nº 5/2026 – FMS – Associação Piauiense Desenvolver (APD)
Objeto: Educação permanente em saúde
Valor: R$ 1.450.000,006 - Emenda nº 6/2026 – FMS (execução direta)
Objeto: Manutenção de unidades de saúde
Valor: R$ 56.994,307 - Emenda nº 7/2026 – SEMJUV – INOVE
Objeto: Capacitação para jovens
Valor: R$ 330.000,008 - Emenda nº 8/2026 – SEMEL – ACIS
Objeto: Projeto esportivo comunitário
Valor: R$ 350.000,009 - Emenda nº 9/2026 – SEMDEC – ACIS
Objeto: Economia criativa
Valor: R$ 200.000,00Emendas | Daniel Carvalho destina mais de R$ 1,4 milhão ao Instituto Juventudes e concentra recursos em uma única entidade
Por Rômulo RochaClínica Peggy ainda recebe R$ 1,5 milhão na saúde enquanto demais valores ficam sob o mesmo beneficiário
A distribuição de emendas parlamentares do vereador Daniel Araújo de Carvalho (MDB) para o exercício de 2026 revela um dos casos mais evidentes de centralização entre os parlamentares analisados, com forte concentração de recursos em uma única entidade e total superior a R$ 3 milhões.
O principal destaque fora da saúde é o Instituto Juventudes, que concentra aproximadamente R$ 1.407.000,00 distribuídos em sete das oito emendas apresentadas. Os recursos abrangem diferentes áreas, cultura, assistência social, esporte e desenvolvimento econômico, com objetos variados, incluindo Carnaval, festas juninas, eventos esportivos e ações sociais.
Foto: CMT
Apesar da diversidade formal dos projetos, os valores são direcionados ao mesmo beneficiário, com repetição de objetos e múltiplas emendas em valores de R$ 150 mil e R$ 300 mil.
Na área da saúde, a Clínica Batista Peggy Pemble recebe R$ 1.507.000,00, sendo o maior repasse individual do conjunto, destinado ao incremento de ações na média e alta complexidade.
O padrão geral evidencia concentração dominante no Instituto Juventudes, com execução indireta majoritária e baixa diversidade de beneficiários no conjunto das emendas.
Emendas apresentadas pelo parlamentar (2026):1 - Emenda nº 10/2026 – FCMC – Instituto Juventudes
Objeto: Carnaval de Teresina
Valor: R$ 300.000,002 - Emenda nº 11/2026 – FCMC – Instituto Juventudes
Objeto: Festas juninas
Valor: R$ 300.000,003 - Emenda nº 12/2026 – FMS – Clínica Batista Peggy Pemble
Objeto: Incremento MAC
Valor: R$ 1.507.000,004 - Emenda nº 5/2026 – SEMCASPI – Instituto Juventudes
Objeto: Cestas básicas
Valor: R$ 207.000,005 - Emenda nº 6/2026 – SEMDEC – Instituto Juventudes
Objeto: Fomento ao setor produtivo
Valor: R$ 150.000,006 - Emenda nº 7/2026 – SEMEL – Instituto Juventudes
Objeto: Evento esportivo “Desafio Black Belt”
Valor: R$ 150.000,007 - Emenda nº 8/2026 – FCMC – Instituto Juventudes
Objeto: Festas juninas
Valor: R$ 150.000,008 - Emenda nº 9/2026 – SEMEL – Instituto Juventudes
Objeto: Evento esportivo “Desafio Black Belt”
Valor: R$ 150.000,00Emendas | Carpejanne Costa distribui recursos entre três entidades e concentra R$ 1,5 milhão na área da saúde
Por Sebastian EugênioINOVE recebe R$ 500 mil com valores repetidos enquanto Batgol e FADEX somam mais de R$ 1 milhão
A distribuição de emendas parlamentares do vereador Carpejanne Gomes da Costa (PODE) para o exercício de 2026 revela um padrão de divisão de recursos entre três entidades principais, com concentração relevante na área da saúde e repetição de valores em projetos semelhantes, totalizando cerca de R$ 3 milhões.
O maior repasse individual é destinado à Comunidade Terapêutica Hebron do Estado do Piauí, que recebe R$ 1.513.000,00 para ações na área da saúde, concentrando o principal volume financeiro do conjunto.
Foto: 180graus
Entre as demais destinações, o Instituto de Inovação e Projetos (INOVE) soma R$ 500 mil, distribuídos em três emendas, sendo duas delas com valores idênticos de R$ 200 mil para o mesmo objeto (arte itinerante), além de R$ 100 mil para esporte, evidenciando repetição de valores e objetos.
O Instituto de Desenvolvimento Social Batgol recebe R$ 500 mil, divididos entre evento junino e projeto esportivo, enquanto a FADEX concentra R$ 501 mil em duas emendas voltadas à qualificação profissional e fomento ao empreendedorismo.
O conjunto das emendas evidencia divisão concentrada entre poucos beneficiários, com repetição de valores e objetos em determinadas entidades e forte peso da área da saúde no total dos recursos.
Emendas apresentadas pelo parlamentar (2026):
1 - Emenda nº 1/2026 – FCMC – INOVE
Objeto: Projeto arte itinerante
Valor: R$ 200.000,002 - Emenda nº 2/2026 – FCMC – INOVE
Objeto: Projeto arte itinerante
Valor: R$ 200.000,003 - Emenda nº 3/2026 – SEMEL – INOVE
Objeto: Projeto “Redes de Esporte”
Valor: R$ 100.000,004 - Emenda nº 4/2026 – FCMC – Instituto Batgol
Objeto: Evento festas juninas
Valor: R$ 200.000,005 - Emenda nº 5/2026 – SEMEL – Instituto Batgol
Objeto: Projeto “Redes de Esporte”
Valor: R$ 300.000,006 - Emenda nº 6/2026 – FWF – FADEX
Objeto: Qualificação profissional
Valor: R$ 301.000,007 - Emenda nº 7/2026 – SEMDEC – FADEX
Objeto: Fomento ao empreendedorismo
Valor: R$ 200.000,008 - Emenda nº 8/2026 – FMS – Comunidade Terapêutica Hebron
Objeto: Educação permanente em saúde
Valor: R$ 1.513.000,00Emendas | Petrus Evelyn executa quase 100% dos recursos dentro da estrutura estatal e prioriza equipamentos e obras
Por Rômulo RochaSaúde absorve mais de R$ 1,5 milhão enquanto restante se distribui em infraestrutura urbana, segurança e mobilidade
A leitura das emendas do vereador Petrus Evelyn Martins (PP) para 2026 revela um desenho completamente distinto do padrão predominante observado nos demais parlamentares. Aqui, não há intermediação relevante por entidades privadas. O recurso fica, majoritariamente, dentro da máquina pública.
O eixo central está na estruturação direta da rede pública, especialmente na saúde. Só nesse campo, são R$ 1.557.000,00 destinados à aquisição de equipamentos e uma unidade móvel do SAMU, investimento que aponta para reforço físico da rede, e não terceirização de serviços.
Foto: CMT
Diferente de outros casos em que o recurso “escorre” para organizações externas, aqui ele permanece sob controle direto da administração, com execução pulverizada em diferentes áreas do município.
Na sequência, aparece um bloco consistente voltado à infraestrutura urbana e serviços públicos, com valores distribuídos entre construção de abrigos para passageiros (R$ 315 mil), reforma de escola (R$ 411 mil) e intervenções urbanas como praças e academias populares.
Outro ponto fora da curva é a destinação de R$ 300 mil para custeio de canil, área pouco comum nas emendas analisadas até aqui, indicando um recorte específico dentro da segurança pública e controle animal.
Há ainda uma emenda menor voltada à inclusão produtiva de usuários do CAPS (R$ 50 mil), que, embora de baixo valor, revela diversificação temática dentro da saúde mental.
A única exceção à lógica de execução direta aparece no repasse de R$ 159 mil à Associação Judô Queiroz, voltado ao esporte, valor isolado diante do restante do conjunto.
O desenho final é claro, não há concentração em entidades, não há repetição de beneficiários e não há fragmentação estratégica para terceiros.O recurso permanece, em sua quase totalidade, sob execução direta, algo raro dentro do conjunto de vereadores da Câmara Municipal de Teresina já analisado.
Emendas apresentadas pelo parlamentar (2026):
1 - Emenda nº 1/2026 – FMS (execução direta)
Objeto: Aquisição de unidade móvel SAMU
Valor: R$ 725.117,012 - Emenda nº 2/2026 – SEMUSP (execução direta)
Objeto: Custeio de canil
Valor: R$ 300.000,003 - Emenda nº 3/2026 – FMS (execução direta)
Objeto: Inclusão produtiva de usuários do CAPS
Valor: R$ 50.000,004 - Emenda nº 4/2026 – SAAD Leste (execução direta)
Objeto: Academias populares
Valor: R$ 110.735,485 - Emenda nº 5/2026 – FMS (execução direta)
Objeto: Equipamentos para saúde
Valor: R$ 781.882,996 - Emenda nº 6/2026 – SAAD Centro (execução direta)
Objeto: Obras urbanas (praças e espaços públicos)
Valor: R$ 150.439,257 - Emenda nº 7/2026 – STRANS (execução direta)
Objeto: Abrigo para passageiros
Valor: R$ 315.000,008 - Emenda nº 8/2026 – SEMEC (execução direta)
Objeto: Reforma de escola
Valor: R$ 411.767,469 - Emenda nº 9/2026 – SEMEL – Associação Judô Queiroz
Objeto: Projeto esportivo
Valor: R$ 159.000,00Emendas | Lucy Soares destina mais de R$ 1,5 milhão a associação do Parque Palmeiras e concentra recursos em um único beneficiário
Por Rômulo RochaEntidade aparece em 8 das 9 emendas enquanto saúde fica sob execução direta
A distribuição de emendas parlamentares da vereadora Lucy de Farias Carvalho Soares (MDB) para o exercício de 2026 revela um padrão claro de concentração em uma única entidade, com diversificação apenas nos objetos formais, totalizando cerca de R$ 3 milhões.
Foto: CMT
Vereadora Lucy SoaresO principal destaque é a Associação de Moradores e Artistas Culturais do Parque Palmeiras, que concentra aproximadamente R$ 1.502.000,00, distribuídos em oito das nove emendas apresentadas. Os recursos abrangem diferentes áreas, cultura, esporte, juventude e qualificação profissional, mas permanecem sob o mesmo beneficiário.
Os valores seguem um padrão recorrente, com múltiplas emendas fixadas em R$ 200 mil e R$ 201 mil, além de uma de R$ 100 mil, indicando fragmentação de recursos dentro da mesma entidade para execução de projetos distintos.
Na área da saúde, há uma única emenda, no valor de R$ 1.507.500,00, destinada à realização de mutirões de exames, executada diretamente pela Fundação Municipal de Saúde, sendo o maior valor individual do conjunto.
O desenho geral evidencia forte centralização em uma entidade específica, com distribuição temática ampla, porém sem diversidade de beneficiários relevantes fora do eixo principal.
Emendas apresentadas pela parlamentar (2026):1 - Emenda nº 1/2026 – FMS (execução direta)
Objeto: Mutirões de exames
Valor: R$ 1.507.500,002 - Emenda nº 2/2026 – FCMC – Associação Parque Palmeiras
Objeto: Projeto arte itinerante
Valor: R$ 200.000,003 - Emenda nº 3/2026 – FCMC – Associação Parque Palmeiras
Objeto: Qualificação profissional
Valor: R$ 200.000,004 - Emenda nº 4/2026 – SEMEL – Associação Parque Palmeiras
Objeto: Projeto “Redes de Esporte”
Valor: R$ 200.000,005 - Emenda nº 5/2026 – SEMEL – Associação Parque Palmeiras
Objeto: Projeto “Redes de Esporte”
Valor: R$ 100.000,006 - Emenda nº 6/2026 – SEMJUV – Associação Parque Palmeiras
Objeto: Ações socioeducativas
Valor: R$ 201.000,007 - Emenda nº 7/2026 – SEMJUV – Associação Parque Palmeiras
Objeto: Capacitação para jovens
Valor: R$ 201.000,008 - Emenda nº 8/2026 – FWF – Associação Parque Palmeiras
Objeto: Capacitação para mulheres
Valor: R$ 200.000,009 - Emenda nº 9/2026 – SEMEL – Associação Parque Palmeiras
Objeto: Projeto “Redes de Esporte”
Valor: R$ 200.000,00








