
Sobre Arimateia, Allisson Paixão declara fim de 'chantagens' e Zózimo se opõe: 'Vai continuar'
O jornalista Allisson Paixão publicou neste domingo (14/06), em seu portal, o Oito Meia, um texto intitulado 'O Caso Arimateia Azevedo e o fim de uma era: o jornalismo das chantagens', tratando da prisão do dono do Portal AZ, suspeito de extorsão contra o médico Alexandre Andrade Sousa. O texto motivou resposta do também jornalista Zózimo Tavares, que rebateu as declarações.
Confira alguns trechos do texto de Allisson Paixão:
...E o quanto a prisão de Arimateia Azevedo, acredito, significa o fim de uma era. O jornalismo de chantagens -ou o que chantageia- vez por outra é associado a todo e qualquer jornalista ou veículo de comunicação. Quem não lembra dos capítulos recentes da guerra Jair Bolsonaro versus Rede Globo. “Querem dinheiro. Não vai ter dinheiro para vocês, ô cambada”, costuma esbravejar o presidente da República
Significa o fim de uma era. Aqueles que praticam o jornalismo que chantageia, aqueles que ainda acreditam que podem ameaçar pessoas e tentar arrancar o dinheiro delas usando a boa fé do jornalismo estão fadados ao fracasso. Quem fez (ou faz) chantagem como jornalista está com o rabo entre as pernas neste momento
Se realmente cometeu o crime de extorsão, que pague com o que a Justiça determinar e aprenda a lição. A diferença é que qualquer pessoa que se sentir chantageada, neste momento, por quem quer que seja, vai criar a mesma coragem. Não dá mais para aceitar. Não existe mais espaço para este tipo de profissional. Que fique bem claro: Fazer jornalismo é uma coisa; usar o jornalismo para fazer chantagem é outra. Viva os bons profissionais do jornalismo piauiense. Pode ter certeza: são uma imensa maioria
Em texto publicado no Facebook, Zózimo Tavares fez comentários sobre a postagem:
O FIM DO JORNALISMO DE CHANTAGEM – O jornalista Allisson Paixão publicou hoje, no portal Oitomeia, um calhamaço cujo objetivo é afirmar, em resumo, que o jornalismo de chantagem acabou com a prisão do jornalista Arimatéia Azevedo, ocorrida na sexta-feira.
Acabou, não Alisson! Nem vai acabar. Primeiro, essa novela está apenas no capítulo inicial. Ela começa com a prisão do jornalista, mas o processo não está no fim.
O jornalista foi preso sem poder se defender. Mas, uma hora, pelos rituais que são próprios da Justiça e do Direito, lhe será facultada a ampla defesa, como está na lei.
E somente a partir daí é que se saberá se a acusação que recai sobre ele é verídica ou infundada.
Não tenha dúvida, entretanto, de que, com o jornalista Arimatéia Azevedo preso ou solto, o jornalismo de chantagem vai continuar. Às vezes, apontando o dedo sujo para os outros.
Como não vai acabar também o jornalismo chapa-branca. Nem o jornalismo babão, aquele que vende ou aluga a pena aos poderosos de plantão.
Sobre a prisão de Arimateia Azevedo
A Polícia Civil do Estado do Piauí deflagrou operação na manhã desta sexta-feira, (12/06) e efetuou a prisão de duas pessoas em Teresina, entre elas o jornalista Arimateia Azevedo.
Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva em desfavor do jornalista e um professor universitário.
Arimateia, que é dono do Portal AZ está sendo investigado pelo cometimento de crime de extorsão, na forma qualificada, praticado contra o médico. O segundo preso se trata do professor Barreto, da UESPI, que prestou auxílio ao jornalista na prática delitiva, agindo como coautor, segundo apontam as investigações.
A operação foi desencadeada pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado, Greco. De acordo com o coordenador do Greco, delegado Tales Gomes, a polícia civil também cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços residenciais dos investigados e no portal de notícias de propriedade de Arimateia.
A empresa de Arimateia também esta sendo investigada por receber pagamentos indevidos do Estado do Piauí sem possuir regularidade fiscal, usando, para tanto, documentos fabricados. Essa última investigação está a cargo da Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR).










