Denúncia contra médico -

Portal AZ se manifesta sobre a prisão de Arimateia Azevedo: 'Continuará na luta'

O Portal AZ se manifestou em uma matéria sobre a prisão, nesta sexta-feira (12/06), do seu proprietário, Arimateia Azevedo, suspeito de extorsão, junto com o professor Francisco Barreto, contra o cirurgião plástico Alexandre Andrade Souza.

"O Portal AZ continuará na luta e comprometido com a verdade dos fatos, no entanto, está impedido judicialmente de explicar aos leitores o que gerou a prisão. Inclusive, nesta manhã todos os computadores do portal foram apreendidos pela polícia. Em respeito à decisão da justiça, não serão citados nomes", citaram na matéria.

O juiz Valdemir Ferreira Santos determinou que o Portal AZ se abstenha de fazer quaisquer tipo de publicação ofensiva à sua pessoa, de modo a evitar que reincidam na mesma conduta criminosa do caso em tela, sob pena de multa de R$ 5 mil por dia de publicação.

"Determino que o PORTAL AZ também se abstenha de realizar publicações ofensivas à imagem do digno e responsável Grupo de Repressão ao Crime Organizado - GRECO, bem como dos policiais ali lotados, de modo a evitar a prática de outros crimes, como ameaça, calúnia e/ou difamação, extrapolando os limites da liberdade de imprensa, como forma de vingança pelas investigações do procedimento policial, sob pena de multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por dia de publicação", citou na decisão.

Sobre o médico e seu depoimento
A Polícia Civil do Estado do Piauí deflagrou operação na manhã desta sexta-feira, (12/06) e efetuou a prisão de duas pessoas em Teresina, o jornalista Arimateia Azevedo e o professor da Uespi Francisco Barreto pela suposta prática de extorsão contra um médico. O 180 teve acesso a decisão com o depoimento da suposta vítima, que deu detalhes sobre como teria ocorrido a a cobrança de valores feita pela dupla para a não publicação de matéria no Portal AZ.

Arimateia Azevedo e Alexandre Andrade Souza
Arimateia Azevedo e Alexandre Andrade Souza 

O denunciante é o cirurgião plástico Alexandre Andrade Souza, que atua em Teresina e foi alvo de uma matéria no portal sobre um procedimento cirúrgico. Para não ter mais matérias divulgadas, teria que pagar a quantia de R$ 20 mil. Ele chegou a pagar R$ 10 mil, mas resolveu procurar a polícia e denunciar, veja trechos da decisão sobre o seu depoimento:

"... Relata em sua representação que no dia 22 de fevereiro do corrente ano chegou ao seu conhecimento informações que indicavam a prática do crime de extorsão praticado pelos investigados em desfavor da vítima Alexandre Andrade Souza.

Esclarece que a vítima e testemunha intimada prestaram depoimento na sede do Grupo de Repressão ao Crime Organizado GRECO, onde relataram que no início do mês de janeiro do ano em curso, o investigado José de Arimatéia Azevedo
publicou em seu portal de notícias “PORTAL AZ”, uma matéria contendo informações a respeito de um problema ocorrido durante um procedimento cirúrgico realizado pela vítima Alexandre Andrade de Souza, expondo a de forma negativa.

Afirma que, a partir da publicação dessa matéria, José de Arimatéia de Azevedo e Francisco de Assis Barreto teriam passado a extorquir a vítima para obter vantagem financeira, tendo sido a mencionada vítima obrigada a entregar uma quantia de R$20.000,00 (vinte mil reais), para que cessassem com as publicações maldosas, as quais faziam graves acusações contra a mesma.

Relata, ainda, que, após tomar conhecimento dos fatos, determinou que
fosse instaurado Inquérito Policial para investigar possível crime de extorsão e outros, supostamente praticados pelos autores. Foi emitido Relatório Técnico nº 18 GRECO 2020 que descreveu e individualizou a atuação dos envolvidos de forma clara, demonstrando que por diversas vezes aconteceram encontros entre a vítima (que em algumas ocasiões esteve em companhia ou foi representado pelo seu cunhado, pessoa de nome Márcio Gabriel da Silva Oliveira) e Francisco de Assis Barreto que atuava sob o comando e orientação de José de Arimatéia Azevedo, representando os interesses deste último.

Argumenta que foi solicitada a interceptação telefônica dos investigados,
através da qual foi possível constatar a veracidade dos fatos narrados pela vítima,
tendo em vista o cruzamento das ligações entres os investigados e a vítima, indicando que houve uma série de tentativas de negociações prévias, antes que o crime se consumasse, bem como a forma como se deu a consumação deste delito.

Além disso, foi solicitada a relação de entrada de visitantes no prédio comercial onde é situado o consultório da vítima, comprovando que o investigado
Francisco de Assis Barreto esteve pessoalmente no local de trabalho da vítima.
Foi juntada aos autos uma certidão contendo diversos “prints” de conversas
realizadas através do aplicativo “WhatssApp”, entre a vítima e o investigado José de Arimatéia Azevedo, além de matérias ofensivas publicadas no site “Portal AZ” de propriedade do referido investigado.
 

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