Transfusões seguras -

Revisão científica na The Lancet levanta hipótese sobre beta-amiloide em transfusões de sangue

Uma revisão científica publicada na revista The Lancet, em 22 de agosto, levantou novas questões sobre a possibilidade de proteínas associadas ao Alzheimer serem transferidas entre pessoas por meio de transfusões de sangue. Até o momento, porém, não há evidências conclusivas de que a doença possa ser transmitida dessa maneira, e as transfusões continuam sendo consideradas seguras, conforme informações do portal Frances News.

A hipótese investigada é que fragmentos ou formas alteradas da beta-amiloide, proteína relacionada ao desenvolvimento do Alzheimer, possam estar presentes no organismo antes do surgimento dos sintomas e serem transferidos para outra pessoa em determinadas circunstâncias. Um estudo publicado em 2023, com dados de pacientes da Dinamarca e da Suécia, chamou atenção para uma possível relação entre transfusões e doenças relacionadas à beta-amiloide. Na pesquisa, pessoas que receberam sangue de doadores que posteriormente apresentaram determinadas hemorragias cerebrais tiveram uma maior ocorrência do mesmo problema anos depois.

Foto: Reprodução/Rede sociais

Os pesquisadores ressaltam que os resultados não comprovam a transmissão do Alzheimer por transfusões. A associação encontrada pode ter outras explicações e ainda precisa ser confirmada por estudos específicos e de longo prazo. “Não temos informações suficientes para medir esse risco”, afirmou o neurologista John Collinge, um dos autores da revisão. Os cientistas defendem o acompanhamento de pessoas submetidas a transfusões frequentes e a realização de pesquisas que possam identificar precocemente proteínas relacionadas ao Alzheimer em doadores.

Instagram

Comentários

Canal Zap