• Câncer de próstata tem novo tratamento com radioterapia reduzida

    A fase aguda da pandemia da covid-19 afetou os pacientes com câncer de próstata, que não podiam parar o tratamento, mas precisavam continuar se cuidando para evitar a contaminação pelo coronavírus. Uma das medidas implantadas com o objetivo diminuir o risco de transmissão da covid-19, foi a redução no número de sessões de radioterapia para o tratamento.

    Foto: Reprodução/ TV Brasil

    O número de sessões foi reduzido de 39 para 20 aplicações. A experiência foi tão bem-sucedida que passou a ser adotada como rotina no pós-pandemia. Ao lado de exames e tratamentos sofisticados, essa é uma das novidades do combate ao câncer de próstata, que ganha destaque durante a campanha do Novembro Azul, que segue até o próximo dia 30.

    No entanto, a redução se aplica a determinados pacientes, que apresentam características específicas. “Quando o paciente não apresenta risco de complicação, o tempo de tratamento por radioterapia pode ser mais curto, com cinco sessões com maior intensidade de radiação”, esclarece a médica Mariana Bruno Siqueira, oncologista da Oncologia D’Or, com foco em uro-oncologia.

    O que impede a redução de sessões, explica a médica, é o tamanho da próstata e a distância entre a próstata e o reto, que é a parte final do intestino. “As complicações que a temos mais receio são diarreia e eventualmente sangramento nas fezes. É uma decisão do médico radioterapeuta, baseado nos dados da anatomia do paciente, para definir se tem segurança de fazer em menos tempo com maior dose. Então é uma decisão para cada paciente e em conjunto com radiooncologista, que é quem vai planejar o tratamento”.

    Essa é uma tendência que começou antes da pandemia da covid19, e foi intensificada e adotada de forma mais ampla e disseminada no Brasil para vários tipos de neoplasias com a chegada da pandemia, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), Marcus Simões Castilho, médico radioterapeuta.

    “A redução de tempo de tratamento de radioterapia é conhecida como hipofracionamento e é uma tendência em diversas patologias. Em próstata, já existe um corpo de evidência científica consolidada. Fundamental pontuar que doses maiores pressupõe maior controle de entrega e consequentemente tecnologia. Isso é uma limitação no Brasil uma vez que somente um terço dos equipamentos têm radioterapia guiada por imagem, fundamental no hipofracionamento do câncer de próstata”, explica o médico.

    A SBRT realizou um Consenso de Hipofracionamento na Radioterapia no Câncer de Próstata em setembro de 2019, antes da pandemia, e publicou esse material na Revista da Associação Médica Brasileira em janeiro de 2021.

    A estratégia já é consolidada para hipofracionamento moderado entre 20 e 28 frações, reduzindo o tratamento de 7 a 8 semanas para 4 a 6 semanas. “Estratégias de tratamentos em somente uma semana estão sendo adotadas, porém muito dependentes de alta tecnologia”, disse Castilho.

    A radioterapia é uma modalidade terapêutica importante no cuidado das neoplasias tanto em condições malignas quanto benignas, em condições radicais e também paliativas. “Estima-se que cerca de 60% dos pacientes oncológicos irão receber radioterapia em algum momento do curso do seu tratamento”, disse a SBRT.

    Além dos estudos para o hipofracionamento no tratamento de câncer de próstata, já existiam estudos garantindo a segurança para algumas situações, como, por exemplo, para pacientes com tumores de mama iniciais.

    “Mas existiam algumas situações, como para pacientes com câncer de mama mais avançados, onde a adoção do hipofracionamento ainda não era consensual. Com a chegada da pandemia, o encurtamento do tratamento foi ampliado para todos os pacientes. Logo em seguida, estudos foram publicados comprovando que, realmente, todas as pacientes podiam encurtar o tratamento”, disse Castilho.

    Hipofracionamento

    O hipofracionamento se aplica a casos em que estudos de nível I de evidência, os mais confiáveis, confirmaram que o tratamento mais curto é igualmente eficaz e seguro para os pacientes, “incluindo próstata, pulmão, mama, reto, tratamentos paliativos de metástases ósseas, entre outros”, disse o presidente da SBRT.

    A orientação sobre o hipofracionamento é a mesma para a rede pública. “Porém, em muitos casos, como para pacientes de próstata e pulmão, o hipofracionamento requer tecnologias mais avançadas, que geralmente não estão disponíveis para os pacientes do SUS, pelo déficit de financiamento do setor”, disse Castilho.

    Como existe dependência de tecnologia para garantia que as doses mais elevadas estão atingindo somente a próstata, a limitação da estratégia é o uso em equipamentos que disponham de IGRT (radioterapia guiada por imagem). Segundo a entidade, cerca de um terço das máquinas no país têm a tecnologia e algumas delas estão na rede pública.

    Além de melhorar a qualidade de vida do paciente, a estratégia de encurtamento amplia a oferta de vagas da radioterapia. O último censo disponível, segundo a entidade, mostra que somente 50% das máquinas necessárias para tratamento estão disponíveis, a maioria delas com mais de 10 anos de funcionamento e distribuídas de forma desigual pelo país.

    O levantamento é baseado no estudo Análise das necessidades e custos globais de radioterapia por região geográfica e nível de renda.

    De acordo com o presidente do Conselho Superior da SBRT, Arthur Accioly Rosa, o cálculo de necessidade de máquinas é complexo. “Envolve fatores como distribuição epidemiológica dos casos, disponibilidade geográfica, diagnóstico - muitos pacientes morrem sem diagnóstico de câncer - ocupação das máquinas com hipofracionamento, dentre outros. A saúde suplementar tem atendido sua demanda aparentemente sem limitações. Nos cálculos de novos casos de câncer, usando a proporção de 52% de uso de radiação e mensurando o número de tratamentos no SUS, projetam-se mais de 100 mil casos que não foram irradiados em 2020. Não quer dizer que não receberam tratamentos como quimioterapia, por exemplo, mas é um dado que documenta a dificuldade de acesso”.

    Na avaliação da SBRT, esquemas de radioterapia mais convenientes para os pacientes e igualmente efetivos devem ser estimulados, já que trazem benefícios clínicos, logísticos e financeiros.

    A SBRT disse que tem feito vários esforços e adotado estratégias específicas para disseminar a prática do hipofracionamento no Brasil, principalmente para os pacientes do SUS. “Porém, a plena adoção do hipofracionamento no SUS depende do avanço do investimento em radioterapia, principalmente via recomposição da tabela do SUS, extremamente defasada, o que permitirá que os mais diversos serviços ao redor do país possam executar não só tratamentos mais curtos, como de maior qualidade, para todos os brasileiros”, explica o presidente da SBRT.

    Prevenção

    A próstata é uma glândula que só o homem tem e que produz parte do sêmen. Ela se localiza na frente do reto, abaixo da bexiga, envolvendo a parte superior da uretra. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), nos homens o câncer de próstata é o segundo mais comum, ficando atrás apenas do câncer de pele.

    Os fatores de risco são a idade avançada, a partir dos 50 anos, e o histórico familiar. Os negros constituem um grupo de risco para o câncer de próstata. A alimentação saudável, o peso corporal adequado e a prática da atividade física ajudam a reduzir a incidência desse e outros tipos de câncer.

    A maioria dos tumores na próstata cresce de forma lenta, não chegando a dar sinais ao longo da vida. Uma minoria cresce de maneira acelerada, espalha-se para outros órgãos (metástase) e pode levar à morte. Os sintomas iniciais são dificuldade para urinar, demora em começar e terminar em urinar, sangue na urina, diminuição do jato da urina e necessidade urinar várias vezes à noite.

    O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso do tratamento. Por isso, os homens com 50 anos de idade ou mais devem ir uma vez por ano ao urologista para o toque retal e o exame de sangue que identifica o antígeno prostático específico (PSA).

    “Os homens com histórico familiar de câncer de próstata, e os negros, que têm maior incidência deste tipo de câncer, devem iniciar as consultas anuais aos 45 anos de idade”, recomenda a médica Rafaela Pozzobon, oncologista da Oncologia D’Or com foco em uro-oncologia.

    Tratamento

    Entre os exames mais recentes para detecção do câncer de próstata está o PET-CT PSMA, que une a tomografia por emissão de pósitrons (PET) e a tomografia computadorizada (CT). O procedimento com PSMA (sigla do inglês para Antígeno de Membrana Específico para Próstata) consegue detectar mais de 90% dos casos de metástase desse tipo de câncer, permitindo um diagnóstico mais assertivo e um tratamento melhor direcionado.

    “Quando a doença está restrita à próstata, o paciente é submetido à cirurgia ou radioterapia. Em caso de metástase, o tratamento é feito com hormonioterapia ou quimioterapia”, explica a médica Mariana Bruno Siqueira.

    Para pacientes com câncer de próstata metastático, o tratamento mais recente é o PSMA-Lutécio 177, que foi destaque do Congresso Americano de Oncologia (Asco) de 2021. O lutécio é uma substância radioativa que, assim como um míssil teleguiado, é levado às células com PSMA, uma molécula que apresenta a expressão aumentada na superfície das células cancerígenas.

    A substância radioativa danifica o DNA da célula e provoca sua morte. O tratamento demanda quatro a seis aplicações, sendo que a quimioterapia são no mínimo seis aplicações. Por ser direcionado às células cancerígenas, é melhor tolerado que a quimioterapia, dizem os especialistas.

    “O PSMA-Lutécio 177 é uma partícula radioativa que vai ser introduzido no paciente pelo sangue. Então a partícula vai caminhando pelo sangue e chega aonde o câncer está, vai achar o câncer porque ele é ligado a um marcador do PSA. A partícula vai achar essas células, e pela radiação, que é carregada por esse PSMA, que é um marcador que vai achar a célula do câncer, ou seja, a célula que produz o PSA, para matar essa célula. Então ele vai, carrega essa radiação até a célula maligna, e uma vez que ela chega lá na célula, a radiação vai quebrar a fita de DNA e vai matar a célula do câncer. A radiação é pela circulação sanguínea”, explica a médica Rafaela Pozzobon.

    O exame PET-CT PSMA e o tratamento PSMA-Lutécio 177 ainda não estão disponíveis pelo SUS.

    Mutação

    Nos últimos anos, os cientistas descobriram que o câncer de próstata, assim como o de mama, ovário e pâncreas, pode ter relação com a mutação do gene BRCA 1 e 2. “Entre 5% e 10% dos pacientes com câncer de próstata podem ter uma origem hereditária da doença, principalmente por causa da mutação genética no BRCA 2”, disse a médica Mariana Bruno Siqueira.

    Em razão dessa descoberta, os médicos recomendam que homens que tiveram câncer de próstata mais agressivos ou com metástases, devam realizar testes a fim de detectar uma possível mutação do BRCA.

    Em caso positivo, seus familiares podem ser aconselhados a realizar o exame também, além de adotar medidas preventivas e fazer exames periódicos para o diagnóstico precoce da doença. Existem ainda medicações específicas para os homens com a mutação do BRCA, que são usadas para controlar o câncer em cenários metastáticos.

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  • Casos de herpes-zóster no país aumentamdurante a pandemia

    Há vacina disponível no SUS? Essa é uma das principais dúvidas de quem procura no Google informações sobre herpes-zóster, doença que tem crescido no país.

    De março a agosto de 2017, foram reportados 5.691 casos no sistema público, que cresceram para 7.021 no mesmo período de 2019, por exemplo. Já de março a agosto de 2020, primeiros meses da pandemia de Covid-19 no Brasil, o número passou para 8.695 e, entre setembro e fevereiro de 2021, subiu para 9.654.

    Foto: ReproduçãoCasos de herpes-zóster no país aumentam durante a pandemia
    Casos de herpes-zóster no país aumentam durante a pandemia

    Os dados constam em estudos publicados em 2021 e 2022 por pesquisadores das universidades de Alfenas, José do Rosário Vellano, Estadual de Montes Claros, Estadual de Campinas e Federal da Paraíba.

    Os cientistas destacam o aumento de ocorrências no período da pandemia e afirmam que ainda são necessárias mais pesquisas para compreender os motivos dessa associação. Por outro lado, defendem a necessidade de medidas para melhorar o controle da herpes-zóster, também conhecida como cobreiro.

    A doença ocorre pela reativação do vírus Varicela-Zóster, o mesmo da catapora, quando há redução da imunidade por causa de doenças ou pelo avanço da idade.
    Com o tempo, o corpo perde parte da imunidade adquirida durante a vida, e o vírus, que estava latente no organismo de quem teve catapora, desperta e começa a causar dores nos nervos e deixar um rastro de lesões, explica Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações.

    "Quem vive até os 85 anos tem uma chance em torno de 50% de ter a doença", afirma a médica.

    Pessoas imunocomprometidas, como quem passa por transplante de medula óssea, também têm grande probabilidade de desenvolver a doença, que pode provocar diferentes complicações.

    Entre os possíveis problemas, o Ministério da Saúde destaca prejuízos no movimento dos membros, fala e deglutição; redução na quantidade de plaquetas; infecções bacterianas secundárias; e a neuralgia pós-herpética, uma dor persistente e de difícil tratamento. Em casos raros, a enfermidade pode levar à morte.

    O SUS oferece a vacina contra catapora -a primeira dose é dada aos 12 meses de vida e a segunda entre 15 meses e 4 anos-, mas não para herpes-zóster. No caso dessa última, há duas vacinas disponíveis, ambas em clínicas particulares.

    A primeira é destinada apenas a pessoas acima de 50 anos. Levi relata que, por se tratar de uma vacina feita com vírus vivo atenuado, ela é contraindicada para imunossuprimidos.

    O imunizante de dose única custa a partir de R$ 500 e tem eficácia de 69,8% entre pessoas de 50 a 59 anos.
    A outra vacina, que chegou ao país em junho, é produzida a partir de uma proteína do vírus, tecnologia que permitiu que fosse licenciada não apenas para adultos acima 50 anos quanto para pessoas imunocomprometidas a partir de 18 anos.
    A eficácia do imunizante é de 96,6% entre aqueles de 50 a 59 anos e a aplicação é feita em duas doses, cada uma custando entre R$ 750 e R$ 1.000.

    Segundo Geraldo Barbosa, presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas, o preço varia de acordo com a cotação do dólar e a região do país.
    Outro fator que pesa é o fato de ainda ser uma novidade. "Todas as vezes que uma vacina é lançada chega em um preço mais elevado e, à medida que vai aumentando a demanda, os preços tendem a cair. Acreditamos que, no futuro, teremos uma condição melhor."

    Barbosa informa que aqueles acima de 50 anos não precisam de prescrição médica, mas é recomendado consultar o especialista sobre os potenciais benefícios da imunização.

    Já aqueles entre 18 e 49 anos têm de apresentar o pedido do médico. Por mais que haja indicação do imunizante para pacientes com câncer ou pessoas vivendo com HIV/Aids, por exemplo, há precauções que precisam ser tomadas e é necessária a avaliação do especialista, inclusive quanto ao melhor momento para aplicação.

  • Os 3 principais fatores para acordar bem disposto, segundo a ciência

    Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, se dedicaram a desvendar que fatores levam as pessoas a acordarem com energia ou terem dificuldades para deixar a cama e começar o dia. Para além de um componente genético já provado por outros estudos, os cientistas sustentam que 3 fatores-chave fazem diferença para assegurar uma boa disposição. Com informações do Metrópoles

    Durante duas semanas, os cientistas monitoraram a ingestão de alimentos, a prática de atividades físicas, os padrões de sono e os níveis de glicose de 833 voluntários. Alguns tinham irmãos gêmeos para que os fatores genéticos fossem descontados da análise final. Os resultados mostraram os 3 principais fatores que influenciam na disposição das pessoas:

    Qualidade do sono – A duração e a eficiência do sono são essenciais para que as pessoas enfrentem o dia com o ânimo e a atenção adequada. Dormir mais e acordar mais tarde do que o normal foram associados a um melhor estado de alerta.

    Exercícios físicos – A carga das atividades físicas realizada pelos participantes também influenciou na disposição para enfrentar o dia seguinte. Níveis mais altos de movimentação durante o dia anterior e menos atividade física à noite foram associados a um sono mais contínuo e menos interrompido, o que, por sua vez, definiu um aumento da disposição na manhã seguinte.

    Café da manhã – A qualidade do café da manhã dos participantes também foi associada à disposição e à capacidade de concentração durante o dia. Pacientes que consumiam mais carboidratos durante o café da manhã ficaram em um estado de ânimo mais alerta, enquanto os que comiam mais proteínas apresentaram um ânimo menor.

  • Sarampo se torna ameaça global iminente devido à pandemia, segundo OMS

     O sarampo agora é uma ameaça global iminente segundo relatório divulgado, nessa quarta-feira (23/11), pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

    Foto: DIVULGAÇÃO

    A doença pode se propagar em várias regiões do mundo devido à pandemia de Covid-19 ter causado uma redução da cobertura vacinal e da vigilância em torno da infeção contagiosa.

    “Estamos em uma encruzilhada. Serão 12 a 24 meses muito desafiadores tentando mitigar isso”, afirmou Patrick O’Connor, da OMS, à Reuters.

    Explosão de casos

    O especialista da OMS explica que o distanciamento social e o ciclo do sarampo justificam ainda não ter havido uma explosão de casos, mesmo em meio a baixa vacinação contra à doença. Porém, isso pode mudar rapidamente, disse O’Connor.

    De acordo com o levantamento da OMS e do CDC, um recorde de quase 40 milhões de crianças perderam uma dose da vacina contra o sarampo em 2021 devido a obstáculos criados pela pandemia de coronavírus.

    Saiba mais em Metrópoles

  • HGV realiza duas captações e quatro transplantes renais em 36 horas

    O Hospital Getúlio Vargas (HGV) realizou duas captações e mais quatro transplantes renais em 36 horas. Somente este ano já foram realizados 31 captações e 32 transplantes renais. O diretor-geral do HGV, Osvaldo Mendes, disse que o resultado é bastante satisfatório e que atualmente o HGV é o único hospital do Estado que possui equipe especializada na captação de órgãos e de perfusão abdominal atuando 24 horas, o que facilita, tantos as captações quanto os transplantes.

    Para a coordenadora dos Transplantes Renais do HGV, Celina Castelo Branco, neste semestre houve um aumento no número de transplante em relação ao semestre passado, “devido ter ocorrido um aumento no número de captações, melhoria no abastecimento do hospital em relação aos medicamentos para transplantes. Assim, foi possível realizar mais procedimentos, proporcionando uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes renais”, explica a médica.

    De acordo com o coordenador do Centro Cirúrgico do HGV, Ronaldo José, o aumento das doações de órgãos,  são atribuídos a vários fatores como a ativação da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) no Estado e o comprometimento da gestão. “Tivemos assim mais órgãos disponíveis, o que possibilitou um trabalho sincronizado, na qual, após captação e seleção do pacientes pela Central de Transplante do Estado, já entra em ação a equipe de transplante renal. Além disso, tivemos um comprometimento da gestão na aquisição de insumos e equipes especializadas,  fundamentais para o aumento do número de procedimentos”, explica.

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  • Uso de cigarro eletrônico pode causar apodrecimento dos dentes, diz estudo

    As pessoas que fumam cigarro eletrônico, conhecido como vape, correm maior risco de desenvolver cáries nos dentes e bactérias na boca, segundo estudo feito na Tufts University School of Dental Medicine, dos Estados Unidos. Com informações do Metrópoles

    Foto: GOV.COM

    Os pesquisadores analisaram dados de aproximadamente 13 mil pessoas tratadas nas clínicas odontológicas do hospital entre 2019 e 2022. Eles observaram que 79% das pessoas que usavam vape tinham alto risco de apresentar cáries. Entre os que não fumavam, a taxa era de 60%.

    A pesquisa foi publicado nessa quarta-feira (23/11), no The Journal of the American Dental Association.

    Cuidados para a prevenção

    O líquido usado no cigarro eletrônico tem consistência pegajosa e fica grudado nos dentes após a inalação. A substância também é capaz de alterar o microbioma da boca, tornando o ambiente perfeito para a proliferação de bactérias causadoras de cáries.

    De acordo com os cientistas, as cáries podem aparecer em locais pouco comuns, como nas bordas inferiores dos dentes da frente.

    Os autores do estudo alertam que as pessoas que usam vape devem ter cuidado redobrado com a saúde bucal para prevenir cáries, com o uso de pasta de dente com flúor com prescrição médica, enxágue com flúor, aplicação de flúor nas consultas e check-up com mais frequência do que o restante da população. Eles indicam duas vezes ao ano.

  • Confira 5 conselhos para aproveitar a Copa sem descuidar da saúde

    A espera pela estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo do Catar já movimenta o país e, embora o clima seja de festa, especialistas lembram da importância de alguns cuidados básicos para manter a alegria e a saúde durante este e os próximos jogos da seleção brasileira. Com informações doMetrópoles

    O recente aumento de casos de Covid-19 é o principal fator de preocupação, uma vez que os brasileiros têm o costume de torcer em grupo. A sugestão é que as pessoas usem máscaras de proteção se estiverem dentro de um apartamento com pouca ventilação, por exemplo.

    “Em locais fechados ou sem circulação de ar, as máscaras voltaram a ser muito importantes”, aponta o infectologista David Urbaez, da Exame Medicina Diagnóstica, se referindo ao recente aumento na positividade dos testes de Covid-19.

    O consumo excessivo de álcool e/ou comidas gordurosas pode comprometer o dia seguinte dos torcedores mais empolgados e, por isso, a moderação é recomendada. “Hidrate-se antes, durante e depois do consumo de álcool. Também evite ingerir bebidas alcoólicas sem estar bem alimentado”, sugere a médica Rosamar Rezende, consultora da Medictalk, plataforma voltada para a troca de informações entre médicos.

  • COE recomenda uso de máscara em ambiente fechado no Piauí

    A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) reuniu nesta quarta-feira (23/11) membros do Comitê de Operações Emergenciais (COE) do Estado e do Município, que decidiram “recomendar” o uso de máscara em ambientes fechados no Piauí. A orientação não é obrigatória. A decisão é por causa dos últimos dados da Semana Epidemiológica que registrou um aumento de 37% dos casos de Covid no estado.

    O decreto do Governo do Estado de agosto de 2022 continua valendo e prevê o uso de máscaras em unidades/consultórios/estabelecimento assistenciais de atendimento à saúde, públicos ou privados, ambulatorial ou internação (trabalhadores, pacientes/usuários, acompanhantes e visitantes); em transportes coletivos, públicos ou privados, rodoviário ou ferroviário (trabalhadores e passageiros/usuários), assim como táxis e transportes por aplicativos; em qualquer espaço, para idosos, gestantes e imunossuprimidos.

    De acordo com o infectologista e membro do COE, José Noronha, haverá uma nova reunião do Comitê na próxima terça-feira. “Vamos continuar acompanhando os números epidemiológicos da doença para avaliação e, na próxima semana teremos uma nova reunião. Por enquanto, permanecem válidas as mesmas recomendações do último decreto do Governo do Estado”, diz.

    Noronha reforça a importância da população completar o esquema vacinal contra a Covid para evitar a volta dos altos índices de hospitalização e morte. “No Piauí, apenas 26,18% da população tomou a segunda dose de reforço, que é um número considerado muito baixo. Vá até o posto e complete o esquema vacinal para ficar protegido e evitar que o vírus circule. O meio mais seguro de combater a doença é a vacina”, enfatiza.

  • Brasil terá mais de 2 milhões de novos casos de cânceres nos próximos 3 anos, estima Inca

    De 2023 a 2025, o Brasil terá 704 mil novos casos de cânceres a cada ano. A estimativa resulta em mais de 2 milhões de novos diagnósticos da doença no próximo triênio. Os dados são do Inca (Instituto Nacional do Câncer) e foram divulgados nesta quarta-feira (23) no documento "Estimativa 2023 - Incidência de Câncer no Brasil".

    Foto: Reprodução/TV Brasil

    No levantamento anterior, que estimou os números do aparecimento da doença entre 2020 e 2022, a taxa era de 625 mil novos casos a cada ano. A comparação das duas avaliações, no entanto, não é recomendada por Marianna Cancela, pesquisadora da Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do Inca.

    Ela explica que de uma estimativa para outra alterações podem ocorrer na metodologia, afetando a analogia entre elas. No caso do estudo mais recente, dois tipos de tumores foram adicionados na análise: de pâncreas e de fígado.

    "Eles foram incluídos porque, em certas regiões do Brasil, estão tendo uma influência significativa", afirma Cancela. Na região Sul, por exemplo, o câncer de pâncreas será o sexto mais comum entre as mulheres. Já o câncer de fígado ocupará a sétima posição entre os mais prevalentes nos homens residentes no Norte do país.

    Além desses dois tipos de tumores, outros 19 compuseram a estimativa. A metodologia do estudo consiste em examinar dados de casos e mortalidade por cânceres disponibilizados em bancos de dados públicos para predizer o cenário dos próximos anos.

    No levantamento recém-divulgado, o câncer com maior prevalência é o de pele não melanoma, totalizando cerca de 31% do total esperado para os próximos três anos. De certa forma, isso já era esperado: é comum o paciente ser diagnosticado com esse tumor de forma simultânea a outro.

    Cancela diz que esse tipo tende a ter uma taxa de letalidade mais baixa. Por isso, em algumas partes da análise do Inca, o tumor é separado dos outros.
    "Em termos de planejamento para saúde pública, é interessante fazer essa separação, porque eles são uma categoria em que, geralmente, o tratamento é menos complexo", afirma a pesquisadora.

    O estudo também examinou as diferenças de incidência das doenças cancerígenas entre homens e mulheres. Desconsiderando o câncer de pele não melanoma, o mais comum nos próximos três anos para eles é o de próstata. Para as mulheres, a posição é ocupada pelo tumor de mama.

    Em seguida, o câncer colorretal aparece como o segundo colocado para homens e mulheres. O tumor ultrapassou o de pulmão e de colo de útero, dois que historicamente eram mais prevalentes para eles e para elas, respectivamente.

    Cancela afirma que uma das razões para o câncer de colo de útero cair para a terceira posição entre as mulheres foi o impacto positivo da disseminação de exames preventivos, como o papanicolau. Em relação ao câncer de pulmão, a queda na prevalência masculina está relacionada com políticas antitabagistas que dificultam os hábitos de fumantes no país.

    Esse ponto se relaciona com o fato de que a adoção de hábitos não saudáveis, como sedentarismo e má alimentação, por uma parcela significativa da população leva os riscos de desenvolvimento de doenças cancerígenas. Por isso, Cancela diz que é importante "trabalhar mais com os fatores de risco para diminuir a incidência".

    Cenário brasileiro Embora a comparação entre diferentes estimativas não seja indicada por Cancela, ela indica que o Brasil passa por uma tendência no aumento dos casos da doença. Além dos hábitos já mencionados que acarretam maiores riscos para os tumores, o envelhecimento da população explica o crescimento dos diagnósticos.

    Um exemplo é da incidência maior de cânceres no Sul e Sudeste do Brasil em comparação ao resto do país. Cancela afirma que essas regiões contam com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais alto, ocasionando um maior número de idosos. Como a idade avançada é um importante fator de risco para aparecimento de tumor, é esperado que essas regiões registrem um maior número de diagnósticos.

    Mesmo com o aumento dos casos de cânceres, o Brasil ainda figura abaixo da média global. Ao realizar uma análise da incidência ajustada, que consiste em comparar todos os países como se tivessem a mesma distribuição de habitantes por faixa etária, foi observado que a prevalência no Brasil está em cerca de 20 diagnósticos a menos comparado a média global a cada 100 mil habitantes.

    Para Cancela, uma grande vantagem das estimativas realizadas pelo Inca é indicar o aumento dos diagnósticos da doença para uma maior preparação do ecossistema de saúde brasileira.
    "Nós projetamos esses números para que o sistema [SUS] possa se adaptar ao que pode esperar", conclui.

  • 936 mil piauienses não tomaram 1ª dose de reforço

    Levantamento do Plano Nacional de Imunizações (PNI) aponta que no Piauí 936 mil pessoas não retornaram ao posto para tomar a primeira dose de reforço da vacina contra a Covid-19.Preocupada com este número alto de indivíduos que ainda não completaram o seu esquema vacinal, a Secretaria de Estado da Saúde(Sesapi) faz um alerta à população piauiense para que volte aos pontos de vacinação e tome todas as doses necessárias para a proteção contra as gravidades da doença.

    Foto: REPRODUÇÃO

    Essa nova sub variante da Omicron deixou as autoridades de saúde em alerta e com a Sesapi não foi diferente. Por isso, estamos aqui para pedir a nossa população, principalmente àqueles que não tomaram as doses essenciais para a sua proteção, que retornem aos postos de saúde e completem o seu esquema vacinal contra a Covid”, lembra o secretário de Estado da Saúde, Néris Júnior.

    As vacinas recomendadas para as doses de reforço são da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen, que podem ser utilizadas para pessoas com 18 anos de idade ou mais. Para os adolescentes entre 12 e 17 anos, deve ser utilizada preferencialmente a vacina Pfizer. Caso não esteja disponível, pode ser utilizada a vacina CoronaVac na dose de reforço.

    Para quem começou o esquema vacinal com a dose única da Janssen, a recomendação é a seguinte: três reforços para pessoas com idade igual ou maior que 40 anos; e dois reforços para pessoas de18 a 39 anos. O Primeiro reforço é aplicado dois meses após o início do ciclo; e os outros devem obedecer ao intervalo de quatro meses. A orientação é que também sejam utilizadas as vacinas AstraZeneca, Pfizer ou a própria Janssen para as doses de reforço. “As vacinas são seguras e estimulam o sistema imunológico a proteger a pessoa contra doenças transmissíveis. Os imunizantes estão disponíveis nos postos de saúde de nosso estado", reforça o gestor.

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