• 5 hábitos eficientes para perder peso e ganhar massa muscular

    Perder peso e ganhar massa muscular estão na lista de desejos de muitas pessoas. Os processos de mudança na composição corporal, entretanto, não ocorrem de uma hora para outra. Para que aconteçam, é necessário estar atento a alguns hábitos, que garantem benefícios a longo prazo.

    Os nutricionistas esportivos Thiago Monteiro e Rayanne Marques afirmam que tanto o protocolo para perda de peso quanto para ganho de massa muscular têm similaridades. A pedido do Metrópoles, eles enumeraram os principais hábitos que devem ser inseridos na rotina para conquistar esses objetivos.

    Leia a matéria completa no site do Metrópoles

  • Pelé está com infecção respiratória e sem previsão de alta

     Pelé, de 82 anos, está internado no Hospital Albert Einstein, localizado na zona sul de São Paulo, para tratar uma infecção respiratória, informa o boletim médico divulgado nesta sexta-feira (02/12). Com informações do Metrópoles

    “A equipe médica diagnosticou uma infecção respiratória, que vem sendo tratada com antibióticos. A resposta tem sido adequada e o paciente, que segue em quarto comum, está estável, com melhora geral no estado de saúde”, afirma o comunicado.

    De acordo com a equipe médica responsável que atende o ex-jogador de futebol, ele continuará internado nos próximos dias para continuidade do tratamento. Assim, Pelé não tem previsão de alta hospitalar no momento.

  • Cisto no ovário: o que é, tipos, sintomas e tratamento

    Nesta semana, a influenciadora e modelo Hailey Bieber compartilhou que sofre de dores e inchaço causados por um cisto do tamanho de uma maçã no ovário. A notícia acendeu um alerta sobre o problema enfrentado por muitas mulheres. Com informações do Metrópoles.

    A presença de um cisto no ovário pode ocorrer em qualquer momento da vida e nem sempre manifesta sintomas característicos. As formações são mais comuns durante a idade reprodutiva e acontecem por fatores como desregulação hormonal e genética, histórico familiar e infecções pélvicas graves.

    Os cistos nos ovários geralmente são pequenos e inofensivos, desaparecendo dentro de algumas semanas. Por isso, algumas mulheres nem mesmo notam que existe um problema até identificarem o cisto em um exame de ultrassom. Mas, em alguns casos, a presença deles pode estar acompanhada de dores intensas.

    O ginecologista Thiers Soares, especialista em cirurgias ginecológicas, afirma que é raro as pacientes manifestarem algum sintoma fora do habitual durante o ciclo menstrual. Mesmo assim, é importante estar alerta a alguns sinais.

  • PI: paciente em tratamento contra o câncer realiza sonho de conhecer o mar: 'mais um gás para lutar'

    Foto: Reprodução Paciente oncológica conhece o mar pela primeira vez
    Paciente oncológica conhece o mar pela primeira vez

    Qual o tamanho do seu sonho? Para alguns são apenas 350km de distância que separam da realização do grande sonho da vida. É o caso da Renata Sousa, de 39 anos. Ela é beneficiária Intermed e faz tratamento paliativo contra um câncer agressivo de colo do útero no Hospital Unimed Primavera.

    O grande sonho da paciente era conhecer o mar, mas por conta das dificuldades da vida e da saúde frágil parecia impossível. Porém, no último dia 30 de novembro ele foi realizado com a ajuda da equipe do Comitê de Cuidado do Hospital Unimed Primavera.

    “O que nos tocou foi a fala dela, uma mulher jovem e com seis filhos, que tinha esse sonho de conhecer o mar. Nos mobilizamos e trouxemos ela para o litoral, para esse sonho ficar ainda mais forte e ganhar outros significados e contextos. Ela ver os filhos brincando, se emocionar e renovar as forças, foi melhor do que o que a gente imaginou”, relata Renata Cardoso, psicóloga do Hospital Unimed Primavera.

    Há cinco anos, Renata descobriu o câncer já agressivo em metástase. Ela precisa de cuidados constantes e realiza o tratamento no Centro de Infusão e Oncologia do Hospital Unimed Primavera. A equipe soube desse grande sonho e mobilizou ambulância do SOS Unimed e transporte para que ela realizasse esse desejo junto com os filhos.

    Para ela a emoção de sentir o vento e a água do mar pela primeira vez foi única: “Estou me sentindo a mulher mais feliz do mundo. Eu nunca imaginei que ainda iria conhecer o mar e que a Intermed e a Unimed realizariam esse meu sonho. Eu senti uma coisa que não tem explicação”, disse a paciente emocionada.

    A filha Glória Sousa, compartilhou essa realização com a mãe: “Ela sempre teve esse sonho desde criança, mas ele não teve a oportunidade de ir porque teve os filhos muito cedo e ficou debilitada por conta da doença. Estou emocionada e feliz de ver minha mãe pela primeira vez no mar junto com os filhos”.

    Após o banho de mar, dona Renata pontua que renovou as esperanças para lutar pela vida. “Esse dia me deu mais um gás para lutar contra essa doença”, pontuou.

    Foto: Reprodução Paciente oncológica conhece o mar pela primeira vez
    Paciente oncológica conhece o mar pela primeira vez

  • Sesapi pretende ampliar os serviços de telemedicina que beneficiam 26 cidades do PI

    A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) solicitou ao Ministério da Saúde e ao Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) a ampliação dos serviços do TeleNordeste para todos os territórios de saúde do Piauí. 

    Atualmente, o programa de Telemedicina está implantado no território Vale dos rios Piauí e Itaueira, que beneficiam moradores de 26 cidades. Em 03 meses de implantação do serviço 646 consultas foram realizadas e 907 teleconsultas estão agendadas para ocorrerem no decorrer dos próximos dias. 

    “Percebemos o quão efetiva foi a receptividade da população para este serviço, no território Vale dos rios Piauí e Itaueira, que está recebendo um atendimento especializado mais próximo de casa. Com isso, realizamos esta solicitação para o ministério e ao Conass para que possamos ampliar para os outros 10 territórios de saúde do Piauí”, explica o secretário de Estado da Saúde, Neris Júnior. 

    No documento, encaminhado aos órgãos, a Sesapi justifica que as equipes de saúde vêm oferecendo serviços consistentes de alta qualidade, resolubilidade e segurança na operação das unidades de saúde da localidade, além do aumento na segurança assistencial com benefício para o paciente através da redução no tempo de espera para atendimento e otimização na jornada do cuidado aumentado da efetividade operacional. 

    “Queremos proporcionar este serviço a mais piauienses, pois já está comprovado que o atendimento remoto, com um quantitativo maior de especialistas, que realizam consultas simultaneamente, independentemente do espaço físico disponível na unidade de saúde, tem sua capacidade  produtiva aumentada exponencialmente, e beneficiando mais pessoas que não precisam se deslocar até a capital para ter acesso a uma consulta com especialista, além de ajudar a desafogar nossa fila de espera”, destaca o superintendente de Atenção à Saúde e Municípios da Sesapi, Herlon Guimarães. 

    TeleNordeste

    As consultas de telemedicina são uma parceria entre a Sesapi e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), através do projeto TeleNordeste, que está atuando diretamente na atenção primária, por meio de intervenções digitais, seguindo a lógica de linha de cuidados e o modelo de atenção às condições crônicas, culminando no oferecimento de teleconsultorias por especialistas dos hospitais. 

    “O Projeto Consulta Triangulada, que acontece entre o médico da atenção primária, o paciente e o especialista, está implantado no Piauí há três meses, tendo a cidade de Floriano como pólo. Para este serviço, o médico dentro do Piauí, se comunica on line com especialistas de diversas áreas, sendo o hospital de referência do Piauí, a Beneficência Portuguesa, em São Paulo. E quando o paciente precisa de uma consulta com um especialista, o atendimento é agendado”, destaca Herlon Guimarães. 

    As especialidades ofertadas pela Sesapi, através do TeleNordeste são: Cuidados paliativos, Cardiologia, Dermatologia, Endocrinologia, Geriatria, Ginecologia/Obstetrícia, Infectologia, Neurologia (adulto e pediátrica), Psiquiatria (adulto e pediátrica), Pneumologia e Reumatologia. 

    “Estamos levando, por meio da tecnologia, áreas da medicina, que antes era difícil de encontrar um profissional para atender no interior, para mais perto da população. Hoje, conseguimos que o médico em uma Unidade Básica de Saúde faça um atendimento cardiológico, dermatológico, dentre outras especialidades, como neurologia pediátrica, e isso nos ajuda a diminuir nossa fila da regulação. E, ao longo desses três meses de implantação, já conseguimos diminuir o tempo de espera por consultas especializadas”, ressalta o secretário, Neris Júnior.

  • Estudo avalia impacto em bebês da infecção materna por zika

    Uma colaboração nacional - formada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de outras 25 instituições do Brasil, com apoio da London School of Hygiene & Tropical Medicine - avaliou os impactos na saúde dos bebês da infecção de gestantes por zika.

    Publicado no The Lancet Regional Health - Americas no último dia 28, o estudo revelou que aproximadamente um terço dos filhos de mães infectadas durante a gravidez apresentou, nos primeiros anos de vida, anormalidades consistentes com a Síndrome da Zika Congênita (SZC).

    Segundo a Fiocruz, essa foi a pesquisa sobre o tema que contou a maior quantidade de participantes, conseguindo detectar com mais clareza a relação entre o vírus zika e possíveis distúrbios congênitos. A necessidade dessa avaliação surgiu após uma epidemia de microcefalia no Brasil, em 2015, mas as amostras pequenas, a alta variabilidade entre as estimativas e a limitação dos dados de vigilância limitavam a possibilidade de calcular os riscos.

    “As manifestações da síndrome envolvem deficiências neurológicas funcionais, anormalidades de neuroimagem, alterações auditivas e visuais e microcefalia. Tais disfunções aparecem mais frequentemente de forma isolada do que em combinação, com menos de 0,1% das crianças expostas apresentando duas delas simultaneamente”, disse a fundação.

    Gestações

    Os resultados foram encontrados a partir da análise combinada de dados de 13 estudos que investigam os resultados pediátricos em gestações afetadas pelo vírus zika durante a epidemia de 2015-2017 no Brasil. Esses dados abrangem todas as quatro regiões do país afetadas pela epidemia neste período, com infecção pré-natal confirmada em laboratório por testes genéticos e avaliação dos potenciais efeitos adversos em nível individual.

    Segundo o pesquisador Ricardo Arraes de Alencar Ximenes, da Universidade de Pernambuco e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que liderou o estudo, esse trabalho dá uma contribuição fundamental para a compreensão das consequências para a saúde da infecção pelo vírus zika durante a gravidez, pois reúne dados individuais de crianças nascidas de 1.548 gestantes residentes em diferentes regiões do país que tiveram o diagnóstico confirmado de infecção pelo vírus zika durante a gravidez, permitindo uma estimativa mais precisa dos riscos

    Microcefalia

    Em relação à microcefalia, condição neurológica em que a cabeça do bebê é menor do que o esperado para sua idade e sexo, uma a cada 25 crianças nascidas de mães infectadas pelo vírus zika durante a gravidez apresentou a disfunção no nascimento ou durante o acompanhamento.

    Segundo a Fiocruz, na maioria dos casos, a condição era detectável próximo ao momento do nascimento, mas algumas crianças nascidas com perímetro cefálico normal desenvolveram a microcefalia nos anos seguintes.

    De acordo com a pesquisa, o risco de filhos de mães infectadas por zika na gestação apresentarem microcefalia foi de 2,6% no nascimento ou quando avaliados pela primeira vez, aumentando para 4% nos primeiros anos pré-escolares. Esse risco foi relativamente consistente nos diferentes locais de estudo, sem apresentar variação relativa às condições socioeconômicas ou área geográfica.

    Conforme a Fiocruz, a realização de estudos adicionais com tempo de acompanhamento mais longo é apontada pela equipe de pesquisadores como o futuro do estudo publicado. Os possíveis caminhos para investigação incluem a avaliação do risco de hospitalização e morte para crianças com microcefalia à medida que envelhecem e, naquelas sem microcefalia, averiguar os riscos de outras complicações, como aquelas ligadas ao desenvolvimento comportamental ou neuropsicomotor.

  • Presidente da FMS esclarece sobre interdição de hospital de Teresina pelo CRM-PI

    O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque, dará uma entrevista nesta quinta-feira (1º/12), para esclarecimentos sobre a interdição do Hospital do Buenos Aires pelo CRM-PI. A declaração será realizada na sede da fundação.

    A FMS tomou as providências necessárias para manter o atendimento aos pacientes em outros hospitais e maternidades, devido à interdição ética no Hospital do Buenos Aires. No vídeo, o presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, fala que outros hospitais estão recebendo os pacientes e foi feito reforço nas equipes dos profissionais desses hospitais.

    O Conselho Regional de Medicina do Estado do Piauí por meio do seu corpo de conselheiros, aprovou na noite desta quarta-feira (30/11) a Interdição Ética Parcial no Hospital Geral do Buenos Aires, localizado na Zona Norte da capital. O CRM-PI havia realizado seis fiscalizações em 2022, a última sendo no dia (27) de outubro, solicitando a correções de vários problemas encontrados que poderiam causar danos aos pacientes. Como não houve a reparação, tiveram que optar pela Ética Parcial do local.

    Os conselheiros decidiram por tomar a decisão e irão anexar na porta de entrada do hospital o aviso de interdição na manhã desta quinta-feira (1º/12). A medida de significa que a partir do aviso anexado no hospital, dando ciência à direção técnica do fato, que nenhum paciente será admitido, sob pena de responder perante o Conselho.

    Os pacientes que estiveram internados e não puderem ser encaminhados para outras unidades ficarão sob supervisão médica até a alta. A interdição também é por tempo indeterminado, mas assim que as irregularidades forem sanadas, a desinterdição será feita.

  • Bariátrica é o melhor tratamento para doentes renais com diabetes e obesidade, diz estudo

    A cirurgia bariátrica, também chamada de metabólica, representa o melhor tratamento disponível para doentes renais com diabetes do tipo 2 e obesidade, segundo um estudo inédito realizado no Brasil.

    A pesquisa apontou que, até cinco anos após o procedimento cirúrgico, 69,7% dos pacientes apresentaram melhora da condição renal. Quando comparado com o melhor tratamento medicamentoso disponível, 59,6% dos pacientes apresentaram o mesmo desempenho.

    Apesar de pequena, a diferença é significativa, indicando que a cirurgia metabólica pode ser considerada como o melhor tratamento para essas condições em relação à recuperação da função renal e ganho de qualidade de vida.

    O estudo, liderado pelo médico e coordenador do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Ricardo Cohen, foi publicado na revista especializada eClinical Medicine (do grupo Lancet) no último dia 11.

    Participaram ainda cientistas do Instituto de Pesquisa HCor (Hospital do Coração), de São Paulo, do Hospital St. Michael, de Toronto (Canadá), da Escola de Medicina da Universidade de Indiana (EUA), e das Universidades de Leicester, de Ulster e College de Dublin, no Reino Unido.

    Para avaliar os efeitos da cirurgia bariátrica em doentes renais crônicos, os pesquisadores avaliaram cem pacientes em 2016, dos quais 49 fizeram tratamento com remédios e 51 passaram pela bariátrica. Outros 92 pacientes foram acompanhados como grupo controle.

    Após um ano, a redução do indicador microalbuminúria (que aponta perda de proteína na urina devido à falência dos rins) nos pacientes que fizeram a bariátrica foi de mais de 75%, enquanto os pacientes tratados com medicamentos tiveram cerca de 60% de redução.

    A redução se acentuou até um ano após a cirurgia nos pacientes que fizeram a operação, enquanto naqueles tratados com a terapia tradicional convencional houve uma piora no progresso.

    Além disso, a melhora na qualidade de vida foi maior nos pacientes que realizaram a cirurgia, e eles também apresentaram redução significativa do peso quando comparados àqueles tratados com remédio (90% contra 22,5%).

    Para Cohen, o estudo é inédito em mostrar que a cirurgia bariátrica supera a melhor medicação disponível. "E, passados os cinco anos, vimos que é uma cirurgia que é segura, com poucos efeitos colaterais, com melhora na qualidade de vida e, a longo prazo, ela é mais custo-efetiva, porque o paciente para de gastar com medicamento", argumenta.

    De acordo com ele, a bariátrica não deve necessariamente competir com o tratamento medicamentoso –em geral feito por meio de hemodiálise–, mas ser uma opção para o tratamento individualizado. "É mais uma opção para o paciente grave. Como as duas opções têm bons resultados, é possível, em um paciente com obesidade 1, já fazer a cirurgia para evitar agravar o quadro de complicação renal. O uso torna-se indiscriminado", afirma.

    Entre os medicamentos mais eficazes usados para doença renal crônica estão os inibidores da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2) e os bloqueadores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (BRA), além de outros inibidores que atuam por exemplo no sistema de cotransporte sódio-glucose 2 (chamados SGLT2).

    Desde 2017 o Conselho Federal de Medicina reconhece a cirurgia bariátrica como uma opção de tratamento para pacientes com diabetes do tipo 2, com ou sem obesidade mórbida, para reduzir a pressão na função renal. Segundo a diretora-geral da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Andrea Pio de Abreu, já foi demonstrado que a cirurgia é uma opção eficaz para pacientes renais com diabetes.

    "Já conseguimos demonstrar que a bariátrica ajuda não só no controle do peso, mas no tratamento de pacientes com diabetes, conseguindo reduzir e até melhorar 100% a perda de proteína na urina", diz Abreu.

    O próprio estudo do hospital Oswaldo Cruz trouxe como resultado uma redução da doença renal diabética em 63,1% dos pacientes pós-cirurgia, enquanto naqueles que faziam diálise a redução foi de 52,8%.

    Ainda segundo Abreu, mais da metade dos casos de doentes renais crônicos têm como causa hipertensão arterial (de 30% a 33%) e diabetes tipo 2 (30%). "É importante que as pessoas entendam as causas, pois a doença renal é assintomática até um estágio avançado, quando já há perda da função renal. Controlar os fatores de risco é fundamental para a prevenção", explica.

    Como não há cura, só é possível reduzir a progressão da doença, Abreu lembra que o aumento da prevalência de diabetes e obesidade no país preocupa. Dados do Vigitel 2021 indicam que quase 16 milhões de adultos no país, ou 9% da população, vivem com diabetes, enquanto a parcela de brasileiros obesos deve chegar a 30% da população até 2030.

    Para o médico, como há risco aumentado de necessitar de transplante de rins em pacientes com obesidade (índice de massa corporal igual ou superior a 32), o efeito secundário, de redução do peso corporal, traz ainda uma outra vantagem da cirurgia metabólica.

    "É importante analisar cada candidato individualmente, mas o que estamos vendo é que uma grande opção terapêutica que vai dividir a frente com o paciente renal crônico que necessita de diálise", diz Abreu.

  • Fila do SUS tem mais de 1 milhão de procedimentos represados por causa da Covid

    O Brasil tem ao menos 1,1 milhão de procedimentos hospitalares represados por causa da Covid-19, segundo estudo realizado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O levantamento leva em conta atendimentos clínicos, cirurgias e exames em hospitais.
    Cirurgias do aparelho digestivo, da parede abdominal e de seus órgãos anexos, do sistema urinário, cardiovascular, vias aéreas, face, cabeça e pescoço lideram a lista.

    O estudo foi realizado considerando a média de atendimentos, cirurgias e exames realizados entre 2014 e 2019 e os observados entre 2020 a maio de 2022, período em que há dados disponíveis e consolidados no SUS (Sistema Único de Saúde).

    A fila do SUS tem sido um dos temas trabalhados pelo grupo de trabalho da saúde no governo de transição, que deve sugerir propostas no relatório final para tentar zerá-la.
    Diego Xavier, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz e um dos responsáveis pelo levantamento, ressalta que as informações podem ser bem maiores que as divulgados porque o estudo considerou dados hospitalares -não foram incluídos serviços ambulatoriais, por exemplo.

    Xavier diz que os tratamentos "represados" somados à continuidade do tratamento de síndromes pós-Covid trazem desafios adicionais ao SUS.

    "A consequência dessa fila é ter doenças não tratadas em tempo hábil, podendo levar a complicações do quadro de saúde", destacou.

    Um exemplo, segundo ele, é a queda dos atendimentos por glaucoma e catarata que seriam cirurgias eletivas e que, realizadas no momento oportuno, evitariam o agravamento da situação.

    "A doença quando não cuidada pode trazer a longo prazo impactos maiores e indiretos como a cegueira."

    O estudo revela ainda que as regiões do país apresentam represamentos diferentes. No Nordeste e no Norte há um déficit, por exemplo, de consultas e de atendimentos, o que não ocorreu no restante do país. Em todas elas, os números de procedimentos cirúrgicos não se recuperaram.

    Xavier explica que a diferença pode ocorrer por diversos motivos, como perfil demográfico e epidemiológico da população, estrutura do serviço e disponibilidade de especialidades.

    O diagnóstico indica ainda que o represamento dos atendimentos no SUS deve ter influenciado nos óbitos da Covid-19. O quadro de desassistência em saúde não se limitou a agravos ligados diretamente à doença.

    "O indicador de excesso de mortalidade que dá uma dimensão mais real dos óbitos diretos e indiretos pela doença destaca que nos períodos em que ocorreu o maior volume de óbitos pela doença também foi o período com o maior volume de óbitos por outras causas", afirma Xavier.

  • Sesapi realizará mutirão de cirurgias oftalmológicas em Teresina

    A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) oferta para a população da capital piauiense os serviços dos mutirões de cirurgias eletivas. Nesta quinta-feira (1º/11) começa o mutirão em Teresina, com previsão de realização de 1.509 cirurgias de catarata.

    Neste primeiro momento os pacientes passam por avaliação. As consultas acontecem de primeiro a cinco de dezembro, enquanto as cirurgias serão realizadas de 08 a 12, no Hospital da Polícia Militar (HPM). 

    A saúde do Piauí atingiu na última terça-feira (29/11), durante a etapa realizada no município de Valença, a marca de 12 mil cirurgias realizadas através do mutirão de cirurgias de catarata, beneficiando todas as regiões do estado. Com isso, o projeto de mutirões de cirurgias atingiu a meta inicial estabelecida para o ano de 2022 com o programa.

    O secretário de Saúde Neris Júnior destaca que ao atingir a meta o estado mostra o resultado do trabalho de descentralização dos serviços de cirurgias eletivas no estado. “Para este ano, traçamos a meta de realizar 12 mil cirurgias através do programa de mutirões que a Sesapi, mas diante da demanda aprovamos em CIB um acréscimo para os projetos de mutirões de 2022, ampliando a meta para 15 mil cirurgias até o final de dezembro”, explicou o secretário.

    Neris Júnior explica que os pacientes que serão atendidos no mutirão de cirurgias do HPM serão todos regulados pelo município de Teresina, como acordado  no dia 17 de novembro durante reunião da Comissão Intergestora Bipartite (CIB). 
    Ele destaca que ver o programa de mutirões cumprindo as metas estabelecidas revela a importância de se levar o serviço para toda a população. “A quantidade de procedimentos realizados mostra que a saúde do estado do Piauí busca sempre levar atendimento de qualidade para todos os piauienses, descentralizando os serviços e permitindo que todos recebam assistência necessária para melhorar a sua qualidade de vida”, pontuou o gestor.

    Para este projeto, o público prioritário é a população idosa acima de 60 anos. Preferencialmente, pacientes que já estejam inseridos em sistemas de regulação, principalmente aqueles com regulação para cirurgia de catarata. Para ter acesso aos procedimentos cirúrgicos os pacientes precisam procurar a Secretaria Municipal da Saúde de sua cidade, por onde são avaliados e encaminhados, se necessário, para a etapa de triagem onde são examinados para saber a necessidade ou não de cirurgia.

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