• HGV reduz tempo de espera em cirurgias neurológicas

    Pacientes que esperavam por até dois anos por uma cirurgia de hérnia de disco ou de reconstrução craniana no Hospital Getúlio Vargas (HGV), agora, estão sendo operados em menos de 30 dias. Para a diretora-geral do HGV, Nirvania Carvalho, o resultado deve-se a investimentos, por parte do Governo do Estado, com aquisição de equipamentos, aumento de salas cirúrgicas, implementação da equipe de neurocirurgiões e uma melhor gestão de leitos.

    “A meta do Governo do Estado e da Secretaria de Estado da Saúde era que pudéssemos reduzir o tempo de espera por um procedimento no HGV para menos de 60 dias da consulta a realização da cirurgia. Quando assumimos, em 2023, tínhamos pacientes que estavam esperando desde 2017. Atualmente, já conseguimos reduzir esse tempo de espera, em algumas áreas da neurologia, para menos de 30 dias”, destaca a gestora.

    Foto: Governo do Estado do PiauíHGV
    HGV

    É o caso do paciente Claudio Pereira Rodrigues, 49 anos, da localidade de Boa Hora, zona rural de Teresina. “Eu sentia muitas dores nas costas que irradiava para a perna esquerda. Quando eu fui para a consulta, o médico falou que eu tinha que fazer a cirurgia, pois poderia perder o movimento das pernas. Dei entrada no dia 6 de fevereiro e fui operado agora no dia 19 de fevereiro. Até tomei um susto quando ligaram para que eu fosse me internar”, explica o tratorista que já esta de alta hospitalar.

    Para o coordenador da Neurocirurgia do HGV, Antônio Carlos, com o Programa Saúde em Dia do Governo, o serviço de neurocirurgia do HGV passou por uma adequação.

    "Nós conseguimos adquirir um novo microscópio cirúrgico e uma segunda sala para cirurgia. Então, a capacidade operacional dobrou, com isso, a gente acelerou as cirurgias que vinham através de regulação para menos de uma semana e ao mesmo tempo", afirma.

    O superintendente de Média e Alta Complexidade da Sesapi, Dirceu Campêlo, falou sobre os investimentos. "A gente deu vazão aqueles pacientes que estavam aguardando cirurgias eletivas e estamos conseguindo operar em menos de um mês, casos como cirurgias de hérnia de disco e reconstrução craniana”, declarou.

  • Governo Federal anuncia construção de primeiro hospital indígena

    O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (22/02), a construção do primeiro hospital indígena na cidade de Boa Vista (RR), a partir deste ano, com vistas a apoiar o atendimento ao povo yanomami. A nova unidade de saúde está entre as medidas da área de saúde para apoiar as ações emergenciais diante da crise na região. Dados, citados pelas autoridades, mostram aumento de diagnósticos de doenças no ano de 2023 para esses indígenas, na Região Norte do Brasil, e um maior mapeamento de saúde, o que não existia na gestão anterior. 

    Foto: Frame/Canal Gov

    No ano passado, houve 363 mortos no território, maior do que o que foi apresentado em 2022, no total de 343. Para os ministérios da Saúde e dos Povos Indígenas, isso ocorreu devido à subnotificação, e que são necessários mecanismos mais eficientes para ter exatidão da desassistência no local.  

    A população no território é de 31 mil indígenas em cerca de 380 comunidades. O secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, afirmou que a presença de garimpeiros na região é uma das principais responsáveis pela disseminação de doenças entre os indígenas. “Essa presença gera contaminação dos rios, afasta a caça, altera os modos de vida do povo yanomami, inclusive de produção de alimentos. Gera malária, desnutrição e tem afetado as nossas ações de saúde”, afirmou o secretário, que participou de entrevista à imprensa, em Brasília. 

    Novo hospital 

    Os representantes confirmaram que a construção do primeiro hospital indígena do Brasil será em Boa Vista. “A nossa intenção é criar esse hospital como um hospital de retaguarda, e que leve os serviços de atenção especializada, de média e de alta complexidade”, disse o secretário. Ele explicou que, no ano passado, houve colapso de atendimento diante da crise humanitária. “Nós acreditamos que com esse hospital de retaguarda nós ajudaremos a distensionar os serviços de saúde no município de Boa Vista e no estado de Roraima. Estaremos ainda implantando um centro de referência em Surucucu. A nossa ideia é que, com esse centro de referência, a gente leve os serviços de atenção especializada para dentro do território”, disse Weibe Tapeba.

    Os representantes da Saúde entendem que a região de Surucucu é uma das mais estratégicas no território yanomami. E, por isso, há previsão de construção e a reforma de 22 unidades básicas de saúde indígena. 

    A secretária de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, argumentou que o governo considera 2023 o marco zero para entender as notificações de saúde e também de mortes na região, uma vez que os dados até 2022 eram imprecisos ou inexistiam. “Com o aumento de profissionais de saúde, habilitados a avaliar e notificar, nós temos uma informação mais qualificada. Isso acontece com todas as doenças”, disse. 

    A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, também presente na coletiva de imprensa, enfatizou que pelo menos 13 ministérios trabalharão de forma integrada para buscar soluções para a situação dos yanomami, o que inclui um crédito extraordinário no valor de R$ 1,2 bilhão, como foi anunciado em janeiro. Ela ratificou que a segurança local será realizada não só por militares das Forças Armadas, mas também com a presença da Polícia Federal e da Força Nacional.

    Mais testes

    Tapeba disse que cresceu, no ano passado, em 53% o número de profissionais de saúde, passando de 690 para 1.058. “Nós realizamos 140 mil testes em massa e busca ativa para detecção de malária”. Esses testes identificaram pelo menos 30 mil casos. “Se nós não tivéssemos ido lá, nós não saberíamos como contar [e tratar]”, disse a secretária de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel. 

    Segundo os representantes do Ministério da Saúde, foi criado um centro de recuperação nutricional para crianças com desnutrição em Boa Vista (RR) e também no polo de Surucucu. “Nós conseguimos crescer contratando mais médicos, chegamos ao número de 28 profissionais. E para o nosso programa de 2024, nós estamos prevendo ainda o recrutamento de mais profissionais médicos para atuar naquele território”, afirmou Tapeba. 

    O território não conta com procedimentos de média e de alta complexidade. “O cenário de desassistência era também pela ausência de insumos para hospitais e foram comprados 4,7 milhões de medicamentos”, disse o secretário de Saúde Indígena. Ele acrescentou que o ministério pretende, ainda este ano, apresentar portaria para regulamentar a nova Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas. 

  • Jovem descobre câncer raro ao tentar tirar sinal do nariz

    Em abril de 2023, Juliana Vilela, uma empresária de 29 anos de São Luís (MA), optou por passar por um pequeno procedimento de cauterização para remover um sinal que havia surgido no centro de seu nariz. Com informações do Metrópoles.

    Foto: Reprodução/Metrópoles

    No entanto, o processo de cicatrização não transcorreu como o esperado. Após vários exames inconclusivos e a perplexidade dos dermatologistas, seis meses depois, ainda com a ferida aberta, Juliana fez uma descoberta surpreendente e inesperada: estava enfrentando um câncer raro.

    "Foi por acaso que uma mulher, passando por mim no mercado, me aconselhou a procurar um hospital especializado, já que ela mesma estava em tratamento para câncer de pele. Foi assim que decidi buscar especialistas em São Paulo", relata Juliana em uma entrevista ao Metrópoles.

    Os médicos identificaram que a ferida, na verdade, era um sarcoma, uma forma de tumor sempre maligno e que representa cerca de 1% dos casos de câncer no Brasil, sendo ainda mais incomum o seu aparecimento no rosto.

    Os sarcomas afetam as chamadas partes moles do corpo, como músculos, gordura, tendões e ligamentos, e existem mais de 50 tipos de tumores, variando de acordo com a região do corpo e o tipo de tecido afetado.

    O câncer pode ou não ser doloroso e geralmente se manifesta por meio de caroços na pele. Em alguns casos, o sarcoma pode causar febre, perda de peso ou falta de apetite.

    A batalha contra esse câncer raro começou para Juliana após a remoção do sinal. "Muitas pessoas negligenciam o cuidado com essas manchas e pintas. Eu mesma não teria dado tanta atenção se não fosse algo no meu nariz, bem no centro do rosto. Se não o tivesse removido, nunca teria descoberto o sarcoma", relembra ela.

    Mesmo com o diagnóstico, Juliana enfrenta incertezas em relação ao futuro. "Até agora, sinto uma angústia por não saber exatamente como meu rosto ficará após o tratamento. Será necessário realizar cirurgias para reconstruir a cartilagem a partir das costelas. No entanto, tenho recebido muito apoio e amor, o que me dá confiança para seguir em frente", afirma.

    Juliana passou por quatro cirurgias oncológicas para remover completamente o sarcoma do nariz e também realizou enxertos de pele da testa para reconstruir o órgão. Atualmente, ela ainda está em fase de recuperação dos procedimentos.

    Durante o tratamento, Juliana, que estava noiva, decidiu se casar. "Eu estava me sentindo muito mal. Conhecemos histórias de mulheres que são abandonadas quando ficam doentes. No entanto, meu noivo disse: 'Se você quiser, podemos nos casar agora mesmo'. Em apenas uma semana, organizamos tudo e nos casamos. Tirar fotos, viver esse momento durante o tratamento, tudo isso foi importante para recuperar minha autoestima", conclui.

  • Sesapi apresenta resultados do Planifica SUS e do TeleNordeste

    A Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) apresentou, durante reunião com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), os resultados dos projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), do Ministério da Saúde, no estado. O encontro foi realizado nesta quinta-feira (22/02), na Escola de Gestão e Controle (EGC) do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI).

    Na ocasião, foram abordados os aspectos positivos e os desafios identificados durante a execução do Planifica SUS e do TeleNordeste nos municípios do Vale dos Rios Piauí e Itaueira. O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Piauí (Cosems-PI) também participou do evento.

    “São projetos interessantes, que envolvem teleconsultas gratuitas em cidades do interior do Piauí, na parte de atenção primária aos municípios, e isso será cada vez mais fortalecido. Inclusive, existe a possibilidade da integração desses projetos com o nosso Piauí Saúde Digital, fortalecendo também a gestão e capacitação, oferecendo especialidades médicas em consultas e, inclusive, com teleinterconsultas, capacitando os médicos das regiões do interior do Piauí”, enfatizou o secretário da Sesapi, Antonio Luiz Santos.

    Foto: 180grausAntonio Luiz
    Antonio Luiz

    O projeto TeleNordeste atua diretamente na atenção primária, por meio de intervenções digitais, seguindo a lógica de linha de cuidados e o modelo de atenção às condições crônicas, culminando no oferecimento de teleconsultorias por especialistas dos hospitais. Já o PlanificaSUS, executado por equipes do Hospital Israelita Albert Einstein, visa à organização e à integração em rede da Atenção Ambulatorial Especializada com a Atenção Primária.

    “É um projeto de organização da atenção primária em rede com a atenção ambulatorial especializada, onde a linha prioritária é a rede maternoinfantil. Trabalhamos processos relacionados à organização dos microprocessos e da rede, qualificando a atenção primária nos processos de gerenciamento”, explicou Ana Claudia Paz, especialista em projetos pela diretoria de atenção primária e redes do Hospital Albert Einstein.

    Secretário executivo do CONASS, Jurandir Frutuoso destacou a relevância da cooperação entre o estado e município para os excelentes resultados das ações na melhoria dos serviços de saúde ofertados para a população. “São duas ações que estão aqui em franca atividade e a gente espera que no próximo triênio ela possa se consolidar, tendo à frente a liderança do estado e a cooperação dos municípios onde ela é executado”, disse.

    Na avaliação de Leila Santos, superintendente de Atenção à Saúde e Municípios da Sesapi, os projetos foram fundamentais para a melhoria dos serviços de saúde naquela região. “Ajudou muito na qualificação da gestão local, na organização da atenção à saúde, nos ajudando no fortalecimento da atenção primária, além da assistência à saúde em áreas remotas, com os especialistas e médicos do TeleNordeste. São dois projetos ótimos, de grande relevância, que somam resultados positivos notáveis”, concluiu.

  • Ministra da Saúde diz que sarampo deve ser combatido com vacinação das crianças

    A ministra da Saúde, Nísia Trindade, enfatizou a importância da vacinação das crianças no combate ao sarampo, nesta quarta-feira (20/02). Sua declaração ocorreu em meio ao alerta emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a rápida propagação do sarampo globalmente, com mais de 300 mil casos declarados no ano passado, representando um aumento de 79% em relação ao ano anterior. Com informações do R7.

    Foto: JULIA PRADO/MS

    Durante o lançamento da mobilização nacional contra a dengue nas escolas, em Brasília, a ministra salientou que a pasta monitora todas as doenças infecciosas transmissíveis e segue as orientações da OMS e da Organização Pan-Americana de Saúde. Trindade ressaltou a necessidade de retomar a vacinação contra o sarampo, uma vez que o Brasil perdeu o certificado de eliminação da circulação do vírus.

    A ação conjunta com o Ministério da Educação visa atingir 25 milhões de estudantes em mais de 100 mil instituições públicas de ensino, com 20 semanas de atividades e engajamento na rede de ensino do país. Enquanto a OMS observa um aumento consistente de casos de sarampo em todo o mundo, as Américas têm conseguido conter o avanço da doença. Entretanto, os dados mais recentes indicam um aumento no número de casos notificados em 2023, o que levanta preocupações sobre a possível elevação nas taxas de mortalidade associadas à doença.

  • Piauí terá semana de conscientização sobre gravidez na adolescência

    O governador Rafael Fonteles sancionou, no último dia 14 de fevereiro, a lei 3.804, que institui no Piauí a Semana Estadual de Conscientização sobre os Riscos, Desafios e Prevenção de Gravidez na Adolescência, a ser realizada, anualmente, na segunda semana do mês de fevereiro. A publicação está no Diário Oficial do Estado de 19 de fevereiro de 2024.

    A semana tem o objetivo de disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como adolescentes os indivíduos na faixa etária entre 10 e 19 anos de idade. 

    Foto: FreepikImagem ilustrativa
    Imagem ilustrativa

    Segundo Consolação Nascimento, coordenadora de Atenção à Saúde da Criança e Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), o tema é muito relevante para saúde pública, uma vez que a gravidez na adolescência pode ser vista com diferentes conotações, tanto como um problema de saúde pública, quanto como um fenômeno social. 

    "Considerando a gravidez na adolescência e suas repercussões sobre a saúde, a educação e o futuro das adolescentes, é fundamental a definição de estratégias e ações para o enfrentamento desse problema", afirma Consolação.

    No Piauí, 13,86% das crianças nascidas vivas em 2023 (dados parciais) foram de mães adolescentes. O número tem caído desde 2017, quando 20% dos partos foram feitos em mães de 10 a 19 anos. Entre 2017 e 2023, quase 45 mil bebês nasceram de mães adolescentes no estado, sendo que mais de 2,6 mil foram de jovens com idade entre 10 e 14 anos.

    Consolação destaca que a gravidez afeta profundamente e desproporcionalmente a trajetória de vida das adolescentes, impactando a educação, emprego, segurança financeira, entre outros setores da vida destas adolescentes, o que pode aumentar a exposição das mesmas à manutenção do ciclo de pobreza intergeracional e exclusão social; sendo agravado pelo pouco acesso à educação sexual e acesso a contraceptivos.

    Além disso, complicações na gravidez e no parto são as causas predominantes de mortalidade de meninas entre 15 e 19 anos no mundo. Agravos obstétricos desencadeados pela gravidez na adolescência incluem abortos inseguros, eclâmpsia, endometrite puerperal, infecções sistêmicas, parto pré-termo, hemorragia pós-parto e recém-nascidos com baixo peso, além de gravidez não intencional repetida.

    “A realização de ações de mobilização na Semana Estadual de Prevenção da Gravidez na Adolescência, pelas  Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, constitui-se em uma oportunidade de discutir o problema e buscar estratégias efetivas para o seu enfrentamento, respeitando os diferentes contextos e vulnerabilidades dessa população”, conclui Consolação Nascimento.

    A lei que institui a Semana Estadual de Conscientização sobre os Riscos, Desafios e Prevenção de Gravidez na Adolescência é de autoria do deputado Rubens Vieira. 

  • Profissionais de saúde são orientados sobre o manejo clínico adequado para casos de dengue

    Profissionais de saúde do Território Chapada das Mangabeiras participaram, nessa quarta-feira (21/02), de capacitação sobre o manejo clínico adequado para casos de dengue. O tema foi apresentado pela médica infectologista Maria das Dores, servidora do Hospital de Doenças Tropicais Natan Portella.

    Primeiro foi apresentado um panorama sobre a doença, as fases, sintomas, características de casos graves, cuidados que os profissionais precisam ter ao analisar sintomas e recomendação para divisão em três categorias de casos que variam de acordo com a sintomatologia.

    Foi dado destaque para o momento do atendimento, iniciando pela anamnese, entrevista com o paciente para buscar respostas para as dúvidas que surgirem sobre o caso, desde a sintomatologia ou outras informações que possam complementar o atendimento médico, como automedicação e outros pontos da vida do paciente.

    Foto: Governo do Piauí

    O uso de repelentes também foi lembrado, além da importância da hidratação do paciente de acordo com o quadro de saúde, indicações que devem ser seguidas para realizar a internação hospitalar e critérios para a alta hospitalar dos mesmos casos.

    A infectologista Maria das Dores destaca que o mais importante no manejo clínico é que os profissionais entendam como graduar cada caso da doença que chegue até eles, permitindo então definir a abordagem mais adequada para o tratamento dos casos.

    "Dar essa condição para o médico definir em qual categoria de risco o caso se encontra, dá mais segurança  tanto para o paciente como para o profissional de saúde. Por exemplo, se for a segunda vez que a pessoa apresente dengue, é preciso que o médico tenha um cuidado maior, pois sabemos que o quadro tem uma maior probabilidade de ser mais grave do que o anterior", disse a médica.

    A profissional destacou ainda os benefícios que uma condução correta do atendimento traz para o paciente e reforça que a automedicação é um risco que deve ser evitado, priorizando as orientações do profissional de saúde que atender a pessoa.

    "O uso de alguns medicamentos devem ser evitados pois corticoides, anti-inflamatório não esteroides podem agravar o quadro do paciente. O ideal é realmente a busca pelo serviço de saúde do seu município, sendo este capacitado para manejar os casos que busquem o atendimento. Deve-se priorizar a identificação do grupo que aquele caso pertence, e tomar as medidas adequadas para cada grupo, tendo atenção redobrada com os sinais de alarme", reforça a infectologista.

  • Câmara aprova projeto que obriga divulgação de lista de espera do SUS

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (21/02) projeto de lei que determina a publicação na internet da lista de pacientes que aguardam por cirurgias e exames nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Os deputados federais mudaram a proposta, que, desta forma, terá de retornar para votação no Senado. 

    Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

    O texto aprovado prevê que as listas devem trazer o número do Cartão de Saúde do paciente, data de agendamento, posição do paciente na fila, local onde será realizada a cirurgia ou serviço e especialidade em caso de cirurgia eletiva.

    O relator, deputado Ruy Carneiro (Podemos-PB), defendeu que a divulgação trará dignidade ao cidadão que espera pelos procedimentos no SUS. "Essa ação vai dar dignidade à saúde pública do Brasil. Vai acabar com o esquema fura-fila, com a intervenção política que salva um e mata dois", afirmou.

    Os governos e responsáveis pelas unidades de saúde deverão atualizar as listas quinzenalmente, que somente poderão ser alteradas com base em critério médico. Os pacientes que tiverem datas alteradas ou procedimento desmarcado terão de ser avisados em tempo adequado e informados sobre a nova data de agendamento.

    A cada mês, os gestores das unidades de saúde terão de informar, também na internet, o número de pacientes nas filas de procedimentos por especialidade e o tempo médio de espera. 

  • Algoritmo pode ajudar hospitais a otimizar internação de pacientes

    O corre-corre diário de um hospital, com pacientes chegando e saindo, acaba repercutindo no sistema de alocação de quartos e leitos, gerando um problema na logística de internação. Pensando em uma solução, os professores Simone de Lima Martins e Fábio Protti, do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF), decidiram, com seus alunos de mestrado, desenvolver um algoritmo que otimize essa movimentação.

    Foto: © Comunicação HUBAlgoritmo pode ajudar hospitais a otimizar internação de pacientes
    Algoritmo pode ajudar hospitais a otimizar internação de pacientes

    “Muitas vezes, essa alocação é feita de forma manual e, em um hospital grande, isso gera atrasos, gera inconsistência, muitas trocas de quartos de pacientes para acomodar os novos que estão chegando”, disse nesta quarta-feira (21) à Agência Brasil o professor Fábio Protti.

    Depois de levantar os gargalos do processo manual feito pela central de regulação de internações, os pesquisadores criaram um modelo baseado em algoritmo que automatiza a distribuição de quartos leitos em hospitais, inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS), tornando-o rápido e eficiente.

    Aplicação

    O algoritmo já está em fase de aplicação potencial, mas ainda falta um acordo formal da UFF com o SUS, para que os testes práticos possam ser iniciados, informou Protti. “Não existe ainda um convênio formal do SUS com a UFF nesse sentido”, confirmou o professor.  Além disso, acentuou o pesquisador, ainda não foi concretizada parceria com o Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), em Niterói, que pertence à universidade, para colocar em prática esse sistema computacional automático que amplia a eficiência na acomodação de pacientes.

    “Ele [sistema] ainda está em fase de conclusão. É ainda experimental. Nosso algoritmo trabalha com hospitais fictícios e pacientes fictícios, que formam grandes volumes de dados. E a gente está tentando se equiparar aos melhores resultados da literatura científica, numa bateria de testes que já existe”, acrescentou.

    Um aluno de mestrado do Instituto de Computação da UFF já defendeu a tese com bons resultados e outro aluno está evoluindo sua pesquisa e tentando melhorar os resultados obtidos anteriormente. “Nós precisamos obter resultados computacionalmente bons para, depois, voltar a procurar um convênio formal com o HUAP, um hospital privado ou até com o SUS. Estamos em busca desses convênios”, disse Protti.

    Perfil

    O algoritmo desenvolvido pelos pesquisadores observa o perfil dos pacientes e as características dos leitos e quartos disponíveis para encontrar a acomodação mais adequada. Cada quarto tem a sua característica, incluindo número de leitos, política de gênero, facilidades que oferece, especialidade médica à qual está associado. Do lado dos pacientes, observa-se que cada um tem necessidades específicas, demandas e características pessoais. “Nosso algoritmo tenta alocar os pacientes aos quartos, de modo a minimizar alocações ruins”, disse Fábio Protti.

    Ele explicou que uma alocação ruim vai incorrer em uma penalidade. Entre elas, citou o hospital violar uma recomendação de gênero de um quarto, ou violar recomendação de não fazer transferência de um paciente de um quarto para outro para colocar um paciente novo. “Cada vez que a gente faz uma realocação que viola as recomendações incorre em uma penalidade, cuja soma dá um valor, ou seja, uma quantificação de quão boa é aquela alocação”, afirmou.

    Segundo o professor da UFF, o algoritmo tem uma inteligência onde ele procura várias alocações, de forma a minimizar essas penalidades. O próximo passo será ir a um hospital, mapear os quartos e, depois, pegar um histórico dos pacientes que estão entrando, para fazer o algoritmo funcionar com esses testes, para que sejam procuradas as melhores alocações possíveis.

    A ideia é que, na chegada de um novo paciente, o operador coloque as características dessa pessoa no sistema automatizado e o próprio sistema reorganize as alocações e indique como o operador proceda. “Tudo é feito automatizado. Ele não precisaria procurar na planilha manual o que está acontecendo, como ocorre agora”.

    Tempo real

    Fábio Protti ressaltou que será preciso, no entanto, que haja uma atualização em tempo real. “O sistema exige monitoramento em tempo real de tudo que está acontecendo no hospital, para que ele funcione bem. Não pode ocorrer de um paciente receber alta e a informação demore a chegar ao sistema de que o quarto está liberado. Isso tudo tem que acontecer de uma forma bem orgânica”, disse.

    O pesquisador acentuou que, em hospitais grandes, com dezenas e até centenas de leito, o sistema computacional contribui para a redução do tempo de espera por um leito que, muitas vezes, demoram horas. “E essa alocação não se faz sem tirar um paciente de um quarto para colocar outro paciente ali, que precisa de uma necessidade especial naquele momento”, explicou.

    Protti observou também a importância de alimentar o sistema com informações das características de cada paciente (sexo, idade, tipo de tratamento necessário e número de leitos que deseja compartilhar em seu quarto), para melhor verificar o perfil de leitos e quartos disponíveis no hospital. “Todos esses fatores devem ser avaliados para decidir o melhor leito a ser designado para um paciente”, disse.

    Atualmente, os pesquisadores trabalham para aperfeiçoar o algoritmo e os resultados encontrados, além de estarem preparando uma versão completa do estudo. O projeto em andamento possui apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

  • Sesapi inicia ações de reforço no combate à dengue em Bom Jesus

    Equipes técnicas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) iniciaram, nesta quarta-feira (21/02), as ações de reforço ao enfrentamento dos casos de dengue no Sul do Piauí. As atividades estão sendo desenvolvidas em Bom Jesus e abrangem todos os municípios que compõem o território de saúde da Chapada das Mangabeiras.

    Na oficina serão trabalhadas três áreas principais: o manejo clínico adequado de pacientes; a importância da notificação de casos para o desenvolvimento de ações de saúde e o controle vetorial adequado do inseto transmissor. 

    A combinação do fortalecimento desses três fatores é considerada o ponto de partida adequado para o início do trabalho de redução de casos na região, que vem apresentando aumento da incidência de dengue em 2024.

    Foto: Governo do Piauí

    A gerente de vigilância em saúde da Sesapi, Ester Miranda, destaca que o trabalho conjunto entre as ações da Sesapi e a participação dos municípios, tanto na área dos profissionais de saúde como da própria população, são essenciais para a redução de casos da dengue, não somente na região sul, mas por todo o estado, uma vez que no último boletim epidemiológico de arboviroses, as notificações de casos de dengue aumentaram em 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

    "As notificações feitas de forma correta são essenciais para que a secretaria entenda a real situação do local e possa desenvolver ações e estratégias adequadas para a enfrentar o quadro apresentado. Entre as ações temos o controle vetorial para ajudar na redução de casos, combatendo tanto o mosquito transmissor como eliminando os criadouros das larvas, ponto essencial do combate à dengue. Para finalizar temos que chamar atenção ainda para o manejo adequado dos casos que chegam até os nossos profissionais de saúde, evitando assim a evolução para casos graves da doença e até mesmo a morte", explica a gerente.

    Foto: Governo do Piauí

    Terezinha Barreto é técnica de enfermagem do núcleo de epidemiologia hospitalar do Hospital Regional Manoel de Sousa Santos, em Bom Jesus. Ela destaca que a ação tem grande valor para os profissionais de saúde, uma vez que o aumento de casos suspeitos de dengue que chegam ao hospital vem crescendo, provenientes tanto de Bom Jesus como outros municípios da região.

    "Esse trabalho traz mais informações para o nosso trabalho no dia a dia, permitindo que todos esses profissionais possam desempenhar seu papel com mais qualidade. É muito importante ter acesso a essas informações, pois assim podemos atender melhor nossos pacientes", destaca técnica.

    As ações de capacitação e fortalecimento do enfrentamento à dengue na região  seguem até o final da semana.

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