Mas não descarta conversa informal -

Governo considera improvável encontro entre Lula e Trump na Cúpula do G7

Antes cogitado nos bastidores diplomáticos, um encontro bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Cúpula do G7, na França, é considerado improvável pelo governo brasileiro. O evento será realizado entre os dias 15 e 17 de junho.

Questionado nesta quarta-feira (10), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Marcio Rosa Elias, afirmou que é "pouco provável" a realização de uma reunião oficial entre os dois chefes de Estado.

Na mesma linha, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, confirmou que não há qualquer encontro agendado, embora tenha admitido a possibilidade de uma conversa informal.

"Não tem reunião marcada. O presidente não ligou para marcar. Mas pode acontecer lá, porque o G7 é pequeno, como aconteceu na Ásia no ano passado, mas não tem nada agendado", afirmou Sidônio.

Apesar da ausência de uma agenda bilateral oficial, interlocutores do Planalto não descartam um contato nos corredores do evento, a exemplo do que ocorreu durante a Assembleia Geral da ONU, em 2025, quando Lula e Trump tiveram uma conversa informal nos bastidores.

O Brasil, embora não integre oficialmente o G7, é tradicionalmente convidado para participar das reuniões ampliadas do grupo, o que coloca os dois presidentes no mesmo ambiente durante a cúpula.

A possibilidade de um novo encontro ganhou força nas últimas semanas após os Estados Unidos anunciarem uma série de medidas que afetam o Brasil. Entre elas, a classificação de duas organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas pelo Departamento de Estado norte-americano e a proposta de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Nos bastidores, a avaliação é que uma eventual conversa entre Lula e Trump poderia servir para discutir esses temas e abrir espaço para negociações comerciais, especialmente em relação às tarifas. Ainda assim, integrantes do Palácio do Planalto defendem cautela e avaliam que um encontro só faria sentido caso houvesse possibilidade concreta de avançar em pautas estratégicas, para além do que já foi tratado na reunião realizada entre os dois líderes na Casa Branca, no início de maio.

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