
Sindicato anuncia adesão e garis de Teresina podem entrar em greve por tempo indeterminado no dia 22
Trabalhadores da limpeza urbana de todo o país anunciaram uma greve geral por tempo indeterminado a partir do próximo dia 22 de junho. A mobilização tem como principal objetivo pressionar o Senado Federal a colocar em votação o Projeto de Lei (PL) 4.146/2020, que estabelece um piso salarial nacional de R$ 3.036 para garis, margaridas e coletores de lixo.
Em Teresina, o Sindicato da categoria informou que irá aderir ao movimento paredista. Nas redes sociais, a entidade já iniciou uma contagem regressiva para a paralisação, reforçando a mobilização nacional.
Projeto prevê novos direitos para a categoria
Além da criação do piso salarial, o PL 4.146/2020 regulamenta a profissão e prevê uma série de garantias trabalhistas, como aposentadoria especial após 25 anos de atividade, adicional de insalubridade de 40% e jornada semanal de 40 horas.
A proposta foi apresentada pelo senador Angelo Coronel (Republicanos-BA), aprovada pela Câmara dos Deputados e atualmente aguarda apreciação pelo Senado.
Senador cobra votação da matéria
No último dia 20 de maio, o senador Fabiano Contarato (PT) voltou a defender a inclusão do projeto na pauta do plenário e pediu uma resposta à categoria.
"São homens e mulheres que trabalham na invisibilidade e que precisam dessa resposta. Eu quero me colocar à disposição para que a gente faça uma reunião o mais rápido possível para deliberar sobre esse projeto", afirmou o parlamentar, ao solicitar que a matéria seja discutida entre os líderes partidários e levada à votação.
Mobilização cresce em todo o país
A greve por tempo indeterminado amplia a mobilização iniciada nos últimos meses pelos trabalhadores da limpeza urbana. Em maio, a categoria promoveu uma paralisação nacional de 24 horas para chamar atenção para a proposta. No Piauí, garis, margaridas e coletores participaram do ato em Teresina.
Segundo as entidades sindicais, a regulamentação nacional da profissão ajudará a reduzir as diferenças salariais existentes entre estados e municípios, além de garantir direitos que atualmente variam conforme contratos e convenções coletivas.
Categoria destaca riscos da profissão
Entre as principais reivindicações também está a aposentadoria especial prevista no projeto. Representantes dos trabalhadores argumentam que a atividade expõe diariamente os profissionais a riscos biológicos, resíduos contaminados e condições insalubres, o que contribui para o surgimento de problemas de saúde ao longo da carreira.
Com a paralisação marcada para o dia 22, a categoria espera aumentar a pressão sobre o Senado para que o projeto seja finalmente analisado e votado pelo plenário.








