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Justiça conclui instrução de processo que investiga vereador Kaká do Frigo Sá por homicídio

O processo que apura o assassinato de Antônio de Pádua Cunha Santos avançou mais uma etapa na Justiça do Maranhão. Na última terça-feira (9), foi encerrada a fase de instrução e julgamento da ação penal que tem entre os réus o vereador de Timon Luís Carlos da Silva Sá, conhecido como Kaká do Frigo Sá, além de familiares e outros investigados.

Com a conclusão da produção de provas, o processo entra agora em uma nova fase, com a análise dos requerimentos apresentados pelas defesas dos acusados.

Acusados respondem por morte ocorrida em 2023

Além do vereador, também figuram como réus seu irmão, Gildásio Sá, seu primo, Gilfran Sá, e os denunciados Francisco da Silva, Agenor Filho e Carlos Pereira.

Todos são apontados pelas investigações como supostos envolvidos na morte de Antônio de Pádua Cunha Santos, crime registrado em janeiro de 2023 no povoado São Severino, zona rural do município de Matões, no Maranhão.

Foto: Reprodução

Audiência encerrou produção de provas

A audiência realizada nesta semana marcou o encerramento da fase de instrução criminal. Durante os trabalhos, foram ouvidas testemunhas, interrogados os acusados e realizada uma acareação entre pessoas consideradas relevantes para o esclarecimento dos fatos.

A medida teve como objetivo confrontar versões apresentadas ao longo da investigação e subsidiar o entendimento da Justiça sobre o caso.

Defesas pedem revogação das prisões

Com o fim da instrução, os advogados dos réus protocolaram pedidos de revogação das prisões preventivas atualmente em vigor.

As defesas alegam que a conclusão da coleta de provas afasta os riscos que justificaram a manutenção das prisões e defendem a substituição da medida por cautelares menos gravosas, como restrições alternativas ao encarceramento.

Juíza determina novas diligências

Antes de analisar os pedidos de liberdade, a juíza Cinthia de Sousa Facundo determinou a realização de novas diligências para complementar a investigação.

Entre as medidas autorizadas estão a expedição de ofícios a uma empresa de transporte e a obtenção de dados de localização relacionados a um dos acusados em período considerado relevante para a apuração dos fatos. As informações passarão a integrar o conjunto probatório do processo.

Ministério Público ainda vai se manifestar

Antes da decisão sobre a manutenção ou revogação das prisões preventivas, o Ministério Público deverá apresentar parecer sobre os pedidos formulados pelas defesas. O órgão recebeu prazo de cinco dias para se manifestar.

Somente após o cumprimento das diligências e da análise do posicionamento ministerial a magistrada decidirá sobre os pedidos de soltura. Até lá, o processo segue em tramitação na Justiça maranhense.

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