
Mãe de soldado morto em quartel critica novo arquivamento do caso pelo Ministério Público Militar
O Ministério Público Militar (MPM) rejeitou um novo pedido apresentado pela família para reabrir a investigação sobre a morte do soldado Christian de Paiva Korosi, ocorrida em 27 de julho de 2024 nas dependências do 2º Batalhão de Suprimento, na Zona Oeste de São Paulo. A decisão, assinada na última quarta-feira (4/11) pelo promotor Renato Brasileiro de Lima, manteve a tese oficial de suicídio por disparo de fuzil e considerou que o parecer técnico encomendado pelos familiares não apresentou provas inéditas. As Informações são do Metrópoles.

A mãe do militar, Juliana Korosi Paiva, classificou a negativa das autoridades como revoltante e desumana, afirmando que há uma tentativa de encobrir as reais circunstâncias da morte de seu filho. Juliana relatou ter recebido uma carta anônima atribuída a um colega de farda de Christian, a qual descreve supostas perseguições e trotes praticados por superiores hierárquicos, além de sugerir que registros de câmeras de segurança do quartel teriam sido apagados à época do ocorrido.
Além de questionar atrasos no envio da arma de fogo para perícia e a ausência de análise no telefone celular da vítima, a família recorreu à Defensoria Pública da União (DPU) para denunciar supostas irregularidades na condução do inquérito militar. O órgão federal solicitou a inclusão de novos documentos para analisar o caso, enquanto a defesa do jovem dispõe do prazo de dez dias para protocolar recurso contra o arquivamento determinado pelo MPM.











