Após procurar atendimento médico -

Homem morre após relatar que passou mal com vazamento de gás em Manaus

Um homem de 67 anos morreu nessa quinta-feira (16/07) em Manaus (AM), após procurar atendimento médico relatando mal-estar provocado pelos efeitos do vazamento de gás estireno registrado na quarta-feira (15/07), em uma petroquímica localizada no Distrito Industrial da capital amazonense. As informações são doMetrópoles

Foto: Reprodução/Redes sociaisReprodução/Redes sociais
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De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), o paciente tinha histórico de doença respiratória crônica e já havia recebido atendimento médico ao longo da semana por dificuldades para respirar. A pasta informou que, até o momento, não há comprovação de que a morte tenha sido causada diretamente pela exposição ao gás.

Além do idoso, outras 148 pessoas buscaram atendimento em unidades de saúde após relatarem sintomas como irritação, mal-estar e dificuldade para respirar. Oito permanecem internadas, enquanto 140 já receberam alta médica.

O vazamento ocorreu por volta das 17h20 de quarta-feira, na petroquímica Innova. Segundo a empresa, uma elevação anormal de temperatura em um dos tanques de armazenamento do monômero de estireno provocou a liberação controlada de vapores por meio dos sistemas de segurança. A situação, conforme a empresa, foi rapidamente controlada.

Após o incidente, uma área de aproximadamente 300 metros ao redor da indústria foi isolada. O Corpo de Bombeiros mobilizou 35 militares para conter o vazamento, resfriar os tanques e garantir a segurança da região. A Prefeitura de Manaus também criou um gabinete de crise para acompanhar a ocorrência.

O gás estireno é uma substância química tóxica e inflamável, capaz de provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de tosse, dificuldade respiratória, dores de cabeça, tontura e náuseas.

Em decorrência do caso, a Prefeitura de Manaus aplicou uma multa de R$ 4,55 milhões à empresa Innova e determinou que a petroquímica apresente relatórios técnicos e planos de segurança no prazo de 20 dias. Paralelamente, o Ministério Público do Amazonas instaurou um procedimento para investigar as causas e as circunstâncias do vazamento.

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