
Engenheiro é preso em SP suspeito de aplicar golpes com contratos de energia solar no Piauí
O engenheiro eletricista Heitor Gonçalves foi preso nesta quarta-feira (12/08), em São Paulo, durante uma operação da Polícia Civil paulista. Ele é investigado pela Polícia Civil do Piauí por suspeita de contratar serviços para instalação de sistemas de energia solar, receber os pagamentos e não entregar os equipamentos nem executar os trabalhos acordados.
A investigação teve início após o registro de diferentes ocorrências envolvendo o engenheiro. Segundo o inquérito, instaurado em março deste ano, os prejuízos atribuídos aos contratos ultrapassam R$ 100 mil.

Entre as vítimas está um idoso de 88 anos, que teria desembolsado R$ 25 mil para a instalação de uma usina fotovoltaica, incluindo equipamentos e mão de obra. Após efetuar o pagamento, ele não recebeu o material e o serviço também não foi realizado.
A família tentou localizar Heitor para conseguir o dinheiro de volta, mas descobriu que o escritório mantido por ele em Teresina havia encerrado as atividades e que o engenheiro estava morando em São Paulo. O filho do idoso continuou conversando com o investigado pelo WhatsApp, ocasião em que recebeu promessas de devolução do valor, mas o ressarcimento não ocorreu.
Ainda segundo a investigação, familiares de Heitor alegaram que ele havia interrompido as atividades profissionais por questões de saúde. O próprio investigado teria apresentado um laudo médico para justificar o afastamento.
Outras denúncias
A Polícia Civil também apura outros relatos que apresentam características semelhantes. Em um deles, uma mulher de 65 anos teria sido levada pelo engenheiro até uma agência bancária, onde realizou uma transferência de R$ 14 mil para o serviço de instalação de placas solares.
O prazo informado para conclusão era de aproximadamente 15 dias. No entanto, o trabalho não foi executado e o dinheiro não teria sido devolvido.
Também existe uma denúncia feita por uma pessoa que teria prestado serviços para Heitor e afirma não ter recebido o pagamento combinado. Nesse caso, a dívida seria de cerca de R$ 6 mil.
De acordo com os investigadores, os registros apresentam um padrão semelhante: os contratos eram firmados, os valores eram pagos antecipadamente e os serviços não eram executados, sem posterior restituição aos clientes.
Prisão
Heitor foi localizado e preso em São Paulo após o cumprimento de um mandado judicial expedido no âmbito da investigação conduzida pela Polícia Civil do Piauí.
O engenheiro atualmente cursava doutorado no Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e residia na capital paulista.
Após a prisão, ele foi colocado à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a extensão dos prejuízos atribuídos ao investigado.








