Corpo foi armazenado emcontêiner -

Corpo desaparece de IML e Estado vai indenizar família em R$ 100 mil

A Justiça de São Paulo condenou o Estado a pagar R$ 100 mil em indenização por danos morais à mãe e à irmã de um homem cujo corpo desapareceu do Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande, no litoral paulista. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (13/07). As informações saão do Metrópoles

Foto: Reprodução/TV TribunaReprodução/TV Tribuna
Reprodução/TV Tribuna

Alexandro dos Santos desapareceu no dia 30 de setembro de 2020, enquanto praticava stand up paddle na Praia do Guaiubá, no Guarujá. Sete dias depois, seu corpo foi encontrado no mar, em Itanhaém, e encaminhado ao IML para exames de identificação.

Devido à superlotação das câmaras frias durante a pandemia da Covid-19, o corpo foi armazenado em um contêiner refrigerado alugado pelo instituto. Em novembro daquele ano, durante a retirada dos corpos após um defeito no equipamento, funcionários constataram que os restos mortais de Alexandro haviam desaparecido.

Uma investigação interna apontou a possibilidade de o corpo ter sido entregue por engano a uma funerária e sepultado como sendo outra pessoa. A Justiça chegou a autorizar a exumação de duas sepulturas, mas os restos mortais não foram localizados.

Ao analisar o caso, o Tribunal de Justiça entendeu que houve negligência por parte do Estado na guarda do corpo. O relator do processo destacou que, após a entrada dos restos mortais no IML, cabia ao poder público garantir sua correta custódia e destinação.

Com a decisão, a mãe e a irmã da vítima receberão R$ 50 mil cada. Para a família, a indenização não compensa o sofrimento causado pela impossibilidade de realizar um sepultamento digno. Até o momento, o Governo de São Paulo não se manifestou sobre a condenação.

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