Não é investigado como integrante -

Associação da PM confirma amizade entre coronel e operadores do PCC

A Associação dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo (AOPM) confirmou que o coronel da reserva Luiz Carlos mantinha amizade com Cléber e Robson, apontados como suspeitos de movimentar recursos financeiros para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações são do Metrópoles.

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Em nota, a entidade afirmou que, no período em que as relações ocorreram, não havia suspeitas sobre os envolvidos e destacou que o coronel “não tem sobre si qualquer indício de práticas ilícitas” e não é investigado como integrante do esquema.

Segundo documentos da Polícia Federal, porém, a relação entre o coronel e os suspeitos teria continuado mesmo após a Operação Fractal, realizada em outubro de 2022. Relatórios apontam que houve troca de mensagens, planejamento de viagens e encontros entre eles até novembro de 2023.

A investigação da PF descreve Pereira Martins como um “grande amigo” dos dois suspeitos e aponta que ele “parece abrir portas na corporação PMESP para Cléber e o grupo”. O coronel também aparece em conversas relacionadas ao uso de estruturas da AOPM, embora o relatório não indique irregularidades nas reservas.

Cléber e Robson foram presos no último dia 21 durante a Operação Janus, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os investigados mantinham uma estrutura clandestina para receber dinheiro em espécie e devolver os valores por meio de transferências feitas por empresas e contas de terceiros.

A Polícia Militar de São Paulo e a Secretaria da Segurança Pública informaram que não compactuam com desvios de conduta e que a Corregedoria da corporação solicitou acesso aos materiais da investigação para avaliar possíveis medidas nas áreas criminal e administrativa.

Leia íntegra da nota da Associação dos Oficiais da PM

“Diante das recentes reportagens veiculadas por diferentes veículos de comunicação acerca da Operação Janus, a Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo (AOPM) observou que o nosso Diretor, Coronel PM Luiz Carlos Pereira Martins, não tem sobre si qualquer indício de práticas ilícitas, conforme informado nas próprias reportagens jornalísticas.

Todos os fatos apontados nas reportagens demonstram que o Coronel Pereira mantinha relações sociais e de amizade com pessoas num período em que sobre elas não pairavam quaisquer suspeitas de todos ao seu redor, só vindo a ser divulgados dados de uma investigação sobre eles anos depois.

Ainda assim as próprias notícias apontam que nosso Oficial não figura como indiciado e sobre ele não há qualquer suspeita de que tenha agido em contrariedade com a lei.

Confiamos no nosso Diretor, que sempre demonstrou lisura e competência na sua atuação por anos a fio na Diretoria desta Associação.

A AOPM continuará acompanhando os desdobramentos do caso e manterá seus canais institucionais abertos para prestar os esclarecimentos necessários aos associados, divulgando as eventuais informações pertinentes que venham a surgir, com a transparência que sempre norteou sua atuação.

São Paulo, 28 de julho de 2026.

Diretoria Executiva
Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo – AOPM”

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