
Advogada é indiciada por ameaças a magistrados e empresários em Alagoas
A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito que resultou no indiciamento da advogada Adriana Mangabeira Wanderley por 14 condutas criminosas, entre elas coação no curso do processo, incitação ao crime, calúnia, difamação e injúria. A investigação, conduzida pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), apontou que ela geria cinco perfis falsos usados para intimidar magistrados, policiais e empresários, conforme informações do portal Frances News (05/11).
A ligação entre a advogada e os perfis foi possível a partir do cruzamento de dados cadastrais requisitados às empresas Meta, Google, TIM e Vivo, que revelou que uma mesma linha telefônica registrada em nome de Adriana foi utilizada para cadastrar e confirmar, via código SMS, cinco contas: o perfil pessoal dela, o @CapitalBrasilia, o Grupo AMW, o Instituto Adriana Mangabeira Wanderley e o Triathlon Alagoas. Além disso, os e-mails associados aos perfis falsos e ao grupo AMW (iniciais da investigada) foram criados no mesmo dia, com poucos segundos de diferença entre as confirmações, o que, segundo os investigadores, demonstra uma operação coordenada.
O pano de fundo do caso é a disputa judicial pela Fazenda Vale do Catolé, uma área de 39 hectares em Maceió vendida por R$ 2,6 milhões em um processo de inventário. A advogada foi intimada a prestar esclarecimentos em setembro e outubro, mas não compareceu, o que levou ao indiciamento indireto; ela ainda não foi denunciada pelo Ministério Público nem condenada judicialmente.












