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Sob Rafael, Piauí acelera Ideb com tempo integral, ensino técnico e gestão por resultados

Expansão para os 224 municípios, monitoramento da aprendizagem e infraestrutura digital formam a base do maior salto da série do ensino médio

O avanço de 4,5 para 5,0 no Ideb do ensino médio entre 2023 e 2025 foi o maior salto entre duas edições já registrado pelo Piauí. O resultado ocorreu no primeiro mandato do governador Rafael Fonteles e levou o estado da quarta para a segunda posição nacional, considerando todas as redes. Na rede estadual de ensino médio regular, o índice chegou a 4,9, atrás apenas do Paraná e no mesmo patamar de Espírito Santo e Goiás.

Mais que um resultado isolado, a evolução coincide com uma mudança de escala na política educacional. A gestão estadual definiu metas mensuráveis para tempo integral, ensino profissional, permanência, aprovação, proficiência, infraestrutura e conectividade. O plano estratégico da Seduc para 2023-2026 organizou a atuação em quatro eixos: universalização do ensino médio integral e integrado à educação profissional; aprendizagem; colaboração com os municípios; e gestão baseada em dados e evidências.

Foto: 180graus / arquivoSob Rafael, Piauí acelera Ideb com tempo integral, ensino técnico e gestão por resultados

A execução mais visível ocorreu no tempo integral. Em 2022, 96 escolas estaduais de ensino médio ofereciam a modalidade, equivalentes a 19% da rede e presentes em 50 municípios. Em 2025, eram 512 unidades, com oferta nos 224 municípios. O aumento de 433% tornou o Piauí a única rede estadual do país com tempo integral disponível em todas as escolas de ensino médio.

Universalizar a oferta, contudo, não significa que todos os alunos já estudem em jornada ampliada. O relatório da Seduc registra que 81,3% das matrículas do ensino médio estavam em tempo integral, segundo dados preliminares do Censo Escolar 2025. A distinção é relevante: a gestão atingiu cobertura territorial completa e ampliou fortemente o acesso, mas ainda havia estudantes em turmas de jornada parcial.

Foto: reproduçãoRafael

O segundo vetor foi a educação profissional. Em 2025, 604 escolas estaduais ofertavam cursos de Educação Profissional e Tecnológica, somando 87.950 matrículas. Desse total, 61.420 estavam integradas ao ensino médio, o equivalente a 59,1% das matrículas da etapa. A política aproximou a ampliação da jornada escolar da formação técnica e vinculou cursos às vocações econômicas dos territórios.

Na gestão pedagógica, a Seduc estruturou um ciclo de diagnóstico, planejamento, avaliações periódicas, simulados, minitestes, formação de professores e acompanhamento por escola e por turma. O modelo inclui metas de aprendizagem, análise de dados, busca ativa de estudantes e escuta das famílias. Em 2025, o Estado também instituiu o Idepi para o ensino médio, indicador estadual inspirado no Ideb e calculado com dados de rendimento e do Sistema de Avaliação Educacional do Piauí (SAEPI).

Foto: Reprodução

O governo acrescentou incentivos por desempenho. A legislação estadual prevê premiação para profissionais e estudantes das escolas com melhores resultados, e Rafael Fonteles anunciou o pagamento de 14º salário aos trabalhadores das unidades que atingirem a meta do Ideb 2025, além de prêmio de um salário mínimo para os alunos avaliados nessas escolas. A estratégia introduz responsabilização por metas, mas exige controles para que a busca por aprovação não se sobreponha à aprendizagem.

Nesse ponto, os indicadores convergem, embora não sejam idênticos. A taxa de aprovação do ensino médio estadual chegou a 99,5% em 2025, a maior do país. Ao mesmo tempo, o SAEPI registrou avanço de proficiência entre 2022 e 2025: em Língua Portuguesa, a média da 3ª série passou de 247,0 para 267,9; em Matemática, de 246,0 para 264,5. Segundo a Seduc, o maior crescimento da série estadual nas duas áreas ocorreu entre 2024 e 2025. O SAEPI é uma avaliação local e não substitui o Saeb, mas funciona como evidência complementar de aprendizagem.

Foto: Reprodução

A infraestrutura deu suporte à mudança de modelo. O relatório de gestão informa 565 obras concluídas desde 2023 e aponta que 92,7% das escolas estaduais tinham conexão em velocidade adequada em 2025, o maior percentual entre os estados no levantamento do MEC. A rede também ampliou laboratórios, climatização, equipamentos e plataformas digitais de acompanhamento.

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