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Piauí lidera avanço do Ideb em 20 anos, e maior salto ocorre sob Rafael Fonteles

Estado ganhou 2,1 pontos no ensino médio entre 2005 e 2025; alta de 0,5 ponto no último biênio foi a maior entre duas edições da série piauiense

O Piauí foi o estado que mais avançou no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino médio ao longo dos últimos 20 anos. A nota passou de 2,9, em 2005, para 5,0, em 2025, crescimento de 2,1 pontos. O resultado divulgado nesta quarta-feira (5) colocou o estado na segunda posição do país e na liderança do Nordeste nessa etapa, considerando todas as redes de ensino.

Foto: Reprodução

Nenhuma outra unidade da Federação acumulou ganho equivalente no período. O Pará aparece em seguida, com avanço de 1,8 ponto, e Pernambuco, com 1,7. No mesmo intervalo, a média brasileira do ensino médio subiu de 3,4 para 4,5, aumento de 1,1 ponto. Na comparação absoluta, portanto, o Piauí cresceu um ponto a mais que o país.

A trajetória não foi linear. A série piauiense registrou 2,9 em 2005; 3,2 em 2007; 2,9 em 2009; 3,0 em 2011; 3,3 em 2013; 3,4 em 2015; 3,6 em 2017; 4,0 em 2019; 4,2 em 2021; 4,5 em 2023; e 5,0 em 2025. Depois de oscilações e avanços graduais, a curva ganhou velocidade nas quatro avaliações mais recentes.

O dado que distingue o atual ciclo é a intensidade do avanço. Entre 2023 e 2025, já no governo Rafael Fonteles, o Ideb do ensino médio cresceu 0,5 ponto. Foi o maior salto entre duas edições de toda a série do estado. Sozinho, o último biênio respondeu por quase 24% dos 2,1 pontos acumulados desde 2005. O ganho também alterou a posição relativa do Piauí. Em 2019, o estado tinha nota 4,0 e ocupava o 14º lugar. Subiu para a nona posição em 2021, com 4,2; chegou ao quarto lugar em 2023, com 4,5; e alcançou o segundo lugar em 2025, com 5,0. Em três avaliações, foram 12 posições conquistadas no ranking nacional.

A aceleração coincide com políticas executadas a partir de 2023 pela gestão Rafael Fonteles. A Secretaria de Estado da Educação adotou como eixos a universalização da oferta de ensino médio em tempo integral, a integração com a educação profissional e tecnológica, o acompanhamento contínuo da aprendizagem e a gestão orientada por metas. Segundo o relatório de gestão da Seduc, a proporção de escolas de ensino médio com oferta de tempo integral passou de 19% em 2022 para 100% em 2025. O número de unidades atendidas aumentou de 96 para 512 e chegou aos 224 municípios.

O recorte territorial de 5,0, porém, reúne escolas estaduais, federais, municipais e privadas. Por isso, não pode ser atribuído exclusivamente ao governo estadual. Um indicador mais diretamente ligado à administração de Rafael Fonteles é o da rede estadual no ensino médio regular: 4,9 em 2025, resultado que colocou o Piauí no segundo patamar nacional, ao lado de Espírito Santo e Goiás e atrás apenas do Paraná, com 5,1.

A leitura histórica também exige reconhecer a continuidade. O crescimento de 2,1 pontos foi construído ao longo de diferentes governos e políticas educacionais. O que os números de 2025 mostram é que a maior aceleração dessa trajetória ocorreu no período atual, quando a expansão do tempo integral, do ensino técnico e do monitoramento pedagógico ganhou escala estadual.

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O Ideb combina duas dimensões: a aprendizagem dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, medida pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), e o fluxo escolar, calculado a partir das taxas de aprovação do Censo Escolar. Isso significa que um índice elevado depende do equilíbrio entre permanência, progressão e domínio efetivo dos conteúdos.

O novo patamar muda a posição do Piauí no país. O Governo do Estado aponta o caminho para sustentar uma diretriz educacional que conduza uma nova geração de piauienses a um novo patamar de competividade, com reflexos futuros na economia, produtividade, empreendedorismo e mercado de trabalho.

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