Veja detalhes -

Piauí tem maior salto do Brasil em matemática e muda de nível no ensino médio

Proficiência da rede estadual avançou 20 pontos entre 2023 e 2025; crescimento foi quase o dobro do segundo colocado e ocorreu durante a gestão do matemático Rafael Fonteles. Seu governo consegue fazer da educação a marca da gestão e projeta o futuro do Piauí

A rede estadual do Piauí registrou o maior crescimento do Brasil na proficiência em matemática no ensino médio entre 2023 e 2025. A média dos estudantes passou de 266,6 para 286,6 pontos, um crescimento de 20 pontos na escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

O avanço foi quase duas vezes maior que o observado no Paraná, segundo colocado do levantamento, cuja média cresceu 10,6 pontos. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, com aumento de 9,2 pontos, e Goiás, com 6,8.

O dado não significa que a proficiência dos estudantes piauienses tenha dobrado. O que praticamente dobrou, em termos comparativos, foi o tamanho do avanço do Piauí em relação ao segundo estado que mais cresceu. Também não se trata de um ranking das maiores notas finais, mas da evolução registrada por cada rede estadual no período.

A distinção é importante para preservar a dimensão real da conquista: em apenas uma edição do Saeb, realizada a cada dois anos, o Piauí avançou 20 pontos e apresentou a maior aceleração da aprendizagem matemática entre todas as redes estaduais do país.

Foto: reproduçãoMatemática

Mais do que uma nota

A proficiência do Saeb não corresponde a um percentual de acertos. Ela é calculada em uma escala que permite comparar o desempenho das redes ao longo do tempo e identificar as habilidades que os estudantes provavelmente conseguem mobilizar diante de diferentes problemas.

Em 2023, com 266,6 pontos, a média da rede estadual piauiense estava no nível 2 da escala de matemática do ensino médio, situado entre 250 e 275 pontos. Em 2025, ao alcançar 286,6, o estado ultrapassou essa fronteira e ingressou no nível 3, que vai de 275 a 300 pontos.

Essa mudança de faixa é um dos aspectos mais relevantes do resultado. Segundo a descrição pedagógica do Inep, o nível 3 está associado a habilidades como interpretar informações percentuais, relacionar dados a gráficos, reconhecer o comportamento de funções e resolver problemas que exigem maior capacidade de raciocínio.

Como se trata de uma média, o resultado não significa que todos os estudantes da rede estejam no mesmo estágio. Há alunos acima e abaixo dessa faixa. Ainda assim, quando a média de toda uma rede atravessa um nível de proficiência, o indicador aponta que o sistema educacional, em seu conjunto, passou a demonstrar um repertório matemático mais complexo.

Foto: Reprodução

É a diferença entre apenas operar números e começar a compreender o que eles dizem.

O que a matemática representa para uma geração

Para um estudante, aprender matemática não se resume a resolver equações ou memorizar fórmulas. É adquirir instrumentos para comparar preços, compreender juros, planejar um orçamento, interpretar uma pesquisa, avaliar riscos, ler gráficos, identificar distorções estatísticas e tomar decisões com maior autonomia.

A alfabetização matemática também desenvolve a capacidade de organizar o pensamento, formular hipóteses, testar caminhos e encontrar soluções. São competências utilizadas dentro e fora da escola, do controle das despesas de uma família à programação de um sistema, do planejamento de uma pequena empresa à análise de dados de uma produção agrícola.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, responsável pelo Pisa, define o letramento matemático como a capacidade de raciocinar e utilizar a matemática para solucionar problemas em diferentes situações da vida real. Trata-se, portanto, de uma competência vinculada à cidadania, ao trabalho e à possibilidade de compreender um mundo cada vez mais orientado por dados.

Foto: Reprodução

Quando uma rede inteira avança, não muda apenas uma estatística educacional. Ampliam-se as possibilidades de uma geração.

Jovens com uma formação matemática mais consistente chegam mais preparados ao ensino superior, à educação técnica e a áreas como engenharia, computação, inteligência artificial, saúde, economia, administração, energias renováveis e agronegócio. Mesmo nas profissões que não exigem cálculos avançados, a capacidade de interpretar informações e solucionar problemas tornou-se um diferencial.

Para o Piauí, isso pode significar, no médio e no longo prazo, maior capacidade de formar profissionais no próprio estado, elevar a produtividade, estimular o empreendedorismo, atrair investimentos e desenvolver soluções para problemas locais.

Esses efeitos não aparecem imediatamente. Educação produz resultados geracionais. O estudante que aprende mais hoje será o profissional, o empreendedor, o pesquisador, o servidor público ou o gestor que tomará decisões daqui a cinco, dez ou 20 anos.

Foto: Reprodução

A marca da gestão Rafael Fonteles

O maior salto do país ocorreu entre 2023 e 2025, período integralmente abrangido pela gestão do governador Rafael Fonteles. Matemático por formação e ex-professor, Fonteles colocou a educação no centro das prioridades declaradas de seu governo.

Há um simbolismo evidente no fato de um estado governado por um matemático apresentar justamente o maior crescimento nacional na aprendizagem da disciplina. Mas resultados educacionais não são produzidos por simbolismos. Eles dependem de planejamento, professores, acompanhamento pedagógico, infraestrutura, permanência dos estudantes e capacidade de transformar políticas públicas em aprendizagem.

No período avaliado, o governo estadual ampliou o ensino médio em tempo integral, expandiu a oferta de educação profissional e técnica, fortaleceu o monitoramento por indicadores e desenvolveu programas de gestão da aprendizagem. A rede também aumentou a carga de atividades pedagógicas, promoveu avaliações diagnósticas e passou a utilizar os resultados para orientar intervenções nas escolas.

O Piauí chegou a 2025 com 512 escolas estaduais ofertando ensino médio em tempo integral. A política foi acompanhada pela integração da educação profissional, pela modernização de unidades escolares e pela inclusão de componentes relacionados à tecnologia e à inteligência artificial.

O resultado do Saeb, isoladamente, não permite determinar quanto cada iniciativa contribuiu para o crescimento. Tampouco autoriza atribuir todo o mérito a uma única autoridade. A aprendizagem é construída diariamente por professores, estudantes, gestores escolares, servidores e famílias.

O que os números permitem afirmar é que, durante a gestão Rafael Fonteles, a expansão das políticas educacionais foi acompanhada pelo maior avanço do país em proficiência matemática entre as redes estaduais. É uma evidência mensurável de que o foco administrativo chegou ao indicador mais importante da educação: aquilo que o estudante efetivamente aprende.

Foto: Reprodução

De política de governo a projeto de Estado

Um governo pode iniciar uma transformação, mas somente um projeto de Estado consegue sustentá-la por uma geração.

Para que o avanço de 2025 se torne estrutural, o Piauí precisará preservar o financiamento da educação, valorizar e formar continuamente os professores, acompanhar cada escola, recuperar estudantes com dificuldades e reduzir desigualdades entre regiões, grupos sociais e realidades urbanas e rurais.

Também será necessário manter a transparência dos dados e avaliar os programas de forma permanente. A média estadual é importante, mas o próximo desafio é aumentar a quantidade de estudantes nos níveis mais elevados e reduzir a parcela daqueles que ainda não consolidaram as aprendizagens básicas.

Não seria tecnicamente correto projetar uma repetição automática de 20 pontos a cada dois anos. Escalas educacionais não evoluem de forma linear, e os avanços tendem a se tornar mais difíceis à medida que o desempenho aumenta. Manter o ritmo significa preservar a trajetória de crescimento, aprofundar as políticas que funcionaram e corrigir rapidamente aquilo que não produziu resultado.

Se essa direção for mantida, o Piauí poderá formar uma geração mais preparada para uma economia baseada em tecnologia, conhecimento e inovação. Uma geração capaz não apenas de encontrar respostas, mas de formular as perguntas certas, interpretar evidências e construir soluções.

Os 286,6 pontos alcançados em 2025 não são uma linha de chegada. Sob o governo Rafael Fonteles, a educação no estado tem um novo ponto de partida. O número mostra que o Piauí conseguiu acelerar a aprendizagem. Podemos chamar isso de Projeto de Estado.

Foto: Reprodução

Instagram

Comentários

Canal Zap