
Duas adolescentes denunciam abuso sexual dentro de escola municipal
Duas adolescentes de 14 anos denunciaram terem sido vítimas de abuso sexual por cinco colegas de turma no interior da Escola Municipal Madre Iva Bezerra de Araújo, localizada no bairro da Charnequinha, no município do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife (PE). Os episódios ocorreram durante o horário do intervalo, dentro da própria sala de aula, com a primeira vítima sendo agredida por cinco estudantes do nono ano, que apagaram a luz, aplicaram golpe de rasteira, desferiram socos e consumaram a violência física e sexual, além de proferirem ameaças de morte contra a aluna, a mãe e a família. Conforme informações do portal Frances News.
A primeira vítima relatou o episódio à direção da escola logo após os atos, mas a gestão não adotou providências imediatas. No dia seguinte, a adolescente pediu ajuda à mãe por mensagens durante a aula, e a genitora compareceu à instituição, onde obteve o relato oficial da direção. Após a divulgação do primeiro caso, uma segunda aluna relatou ter sofrido violência de natureza idêntica na mesma sala de aula, aproximadamente um mês antes. Ambas compareceram à 14ª Delegacia da Mulher, em Pontezinha, para formalizar o boletim de ocorrência, e foram encaminhadas ao Instituto de Medicina Legal (IML) para exames periciais. A advogada Luanny Porto, que representa as vítimas, afirmou que a escola tinha ciência de que a segunda jovem sofre bullying e tem histórico de automutilação, mas não fez nada.
O Conselho Tutelar foi acionado, e as estudantes deixaram de frequentar as aulas, aguardando transferência para outra unidade da rede pública. A defesa jurídica acusou a gestão escolar de omissão e afirmou que a direção solicitou a desistência do registro policial para evitar repercussão negativa durante a campanha Agosto Lilás. Os cinco alunos investigados foram suspensos temporariamente. A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho negou omissão, afirmou que as alunas recebem suporte psicológico e jurídico e que um procedimento administrativo foi instaurado. A Polícia Civil de Pernambuco confirmou a instauração de inquérito, que tramita sob sigilo.









