
Grupo João Santos tenta reaver R$ 2,2 bilhões em precatórios que estão com o Banco Master
O Grupo João Santos, que engloba a marca Cimento Nassau, tenta reaver na Justiça de Pernambuco precatórios a origem dos precatórios remonta à hiperinflação e ao tabelamento de preços no Brasil, com a dívida da União tendo a Companhia Agro Industrial de Goiana (CAIG), controlada pelo Grupo João Santos, como credora. Em setembro de 2025, a Justiça Federal de Pernambuco reconheceu fraude na alienação e bloqueou os títulos, impedindo o repasse dos ativos, com base no argumento de que a empresa não poderia ter vendido os precatórios por acumular dívidas bilionárias com a União.

O conglomerado, que reúne 43 empresas com fábricas de cimento, usinas de açúcar e ativos imobiliários, entrou com recuperação judicial em 2022 com dívida de R$ 14 bilhões, em meio a disputas familiares entre seis linhagens de herdeiros após a morte do fundador João Pereira dos Santos, em 2009. Em agosto, a recuperação judicial chegou ao CNJ, mas o ministro Mauro Campbell negou pedidos de afastamento do juiz e da administradora judicial. A liquidação do Master expôs o emaranhado de papéis podres, mas os precatórios do grupo João Santos são considerados valiosos pelo mercado.










