
Haddad diz que Brasil busca negociação, mas Casa Branca concentra decisões sobre tarifaço
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em Brasília que a equipe brasileira tem feito tentativas reiteradas de diálogo com o governo dos Estados Unidos para tratar da tarifa de 50% anunciada por Donald Trump, mas esbarra na centralização das decisões na Casa Branca. Enquanto Geraldo Alckmin, à frente do MDIC, conversa com secretários americanos, a Fazenda só chega a interlocutores técnicos do Tesouro, sem contato direto com o secretário.
Haddad garantiu que o Brasil não abandonou a mesa de negociação e que chegará a sua vez de sentar ao lado dos norte‑americanos. Ele disse ter concluído o plano de contingência com medidas técnicas para apresentar ao presidente Lula na próxima semana, mas não adiantou detalhes das opções avaliadas.

O ministro elogiou a iniciativa de governadores de São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Espírito Santo, que criaram linhas de crédito para mitigar impactos, mas considerou suas ações isoladas e insuficientes diante de um problema de escala global estimado em US$ 40 bilhões. Para Haddad, a mobilização estadual é positiva por reconhecer tratar‑se de uma crise nacional, e não apenas de governo.
Trump formalizou a taxação por carta a Lula em 9 de julho, mas ainda não chegou a ordem executiva necessária para sua efetivação. A tarifa está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, data em que o Brasil espera ter avançado em acordos ou pelo menos ter obtido um “aceno” capaz de atenuar os efeitos sobre exportadores.











