Serra vive auge do turismo -

Parque Nacional da Serra da Capivara registra maior público da história em julho

O Parque Nacional da Serra da Capivara, no sul do Piauí, alcançou um marco histórico ao registrar, em julho de 2025, o maior número de visitantes para o mês em toda a sua história: 7.853 pessoas. O número representa um crescimento de mais de mil visitantes em comparação ao mesmo período de 2024 e reforça o papel do parque como referência em turismo cultural e ecológico no Brasil.

O aumento da visitação ocorre um mês após a morte da arqueóloga Niède Guidon, fundadora do parque e figura central na preservação de um dos mais importantes sítios arqueológicos do continente americano. A repercussão nacional sobre seu legado reacendeu o interesse pelo destino, conhecido por abrigar mais de 1.200 sítios de arte rupestre — o maior conjunto do tipo nas Américas.

Foto: Divulgação / Ascom SeturSerra da Capivara

Além da comoção em torno da trajetória de Niède, autoridades apontam que o crescimento é resultado de esforços coordenados de promoção turística. O secretário estadual de Turismo, Daniel Oliveira, destacou que o avanço é fruto de políticas públicas integradas, melhorias na infraestrutura de acesso e ações contínuas de divulgação em mercados estratégicos.

Patrimônio da Humanidade e polo de turismo sustentável

Reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade, o Parque Nacional da Serra da Capivara se estende por áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. O local oferece trilhas, oficinas culturais, visitas guiadas a sítios arqueológicos e experiências de imersão na história ancestral da ocupação humana nas Américas.

A gestão do parque vê no aumento da visitação uma oportunidade de consolidar o turismo como vetor de desenvolvimento regional, com geração de emprego e renda para comunidades locais.

A expectativa é que a tendência de crescimento se mantenha nos próximos meses, impulsionada também pela nova rota de voos regionais, ações de educação patrimonial e o fortalecimento da narrativa em torno do legado de Niède Guidon, cuja dedicação ao parque ultrapassou quatro décadas.

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