
Eleições de meio de mandato nos EUA definem controle da Câmara e do Senado
Os norte-americanos vão às urnas nesta terça-feira (3/11) para escolher os novos representantes do Congresso dos Estados Unidos. Conhecidas como midterms, as eleições de meio de mandato são responsáveis por renovar a Câmara dos Representantes e parte do Senado.
A votação acontece na metade do mandato presidencial de Donald Trump, que voltou à Casa Branca em janeiro de 2025. Ao todo, estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara e 35 dos 100 assentos do Senado. Além disso, os eleitores votam para eleger 36 governadores.

O resultado do pleito pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso. Isso porque, atualmente, o Partido Republicano, de Trump, controla as duas Casas, o que facilita a aprovação de propostas. Uma vitória dos democratas, portanto, pode dificultar a continuidade da agenda política do presidente, além de abrir investigações contra o governo. É o caso da guerra contra o Irã, iniciada sem a autorização do Congresso, e de políticas anti-imigração consideradas excessivas pelos parlamentares.
Pesquisas de opinião apontam para a possibilidade do segundo cenário, no qual os democratas assumiriam o controle da Câmara dos Representantes e também do Senado. A insatisfação com os republicanos ocorre devido ao custo de vida elevado, uma das consequências do conflito no Oriente Médio. O temor fez Trump intensificar a participação na campanha do partido, com comícios por diferentes partes do país. Em um deles, o presidente chegou a prometer US$ 5 mil a todos os norte-americanos caso os republicanos mantenham o controle do Congresso após as eleições.
O índice de aprovação de Trump ficou em 32%, próximo da mínima histórica de 31%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos concluída na segunda-feira (2/11). Cerca de 46% dos participantes afirmaram que votariam nos democratas nas eleições de meio de mandato, em comparação com 38% que escolheram os republicanos. Entre os eleitores registrados, cerca de 50% dos independentes afirmaram que viam seu voto nas eleições para o Congresso como um voto contra Trump, em comparação com 13% que disseram que era um voto a favor do republicano.











