
Repórter da Record sofre agressão durante cobertura de feminicídio
O jornalista Guilherme Gonçalves, da TV Record, foi agredido enquanto realizava uma reportagem sobre um caso de feminicídio em Rifaina, no interior de São Paulo. A situação foi mostrada pelo programa Cidade Alerta nest última segunda-feira (02/11) e repercutiu durante a apresentação de Reinaldo Gottino, que criticou a atitude contra o profissional.
A equipe estava em uma estrada da região para buscar informações sobre a morte do pecuarista João Roberto, de 62 anos, suspeito de assassinar a ex-companheira, Priscila Lacerda, de 24 anos. Durante a gravação, uma mulher apontada como familiar do homem se aproximou dos jornalistas e exigiu que eles interrompessem as filmagens.
🚨 VIOLÊNCIA
— Luiz Ricardo (@excentricko) November 3, 2026
Repórter da Record é AGREDIDO durante gravação de reportagem no interior de São Paulo.#CidadeAlerta pic.twitter.com/vihAD5RtCe
Mesmo após o repórter explicar que a equipe estava em uma via pública, fora de uma propriedade particular, a mulher continuou a discussão e partiu para a agressão física.
“Não interessa! Isso aqui pertence à minha tia. Eu não quero, tira isso daqui”, gritou a mulher.
Na sequência, ela também fez uma declaração ofensiva ao mencionar a jovem vítima do feminicídio. “Na hora que a vagabunda estava lá”, disse. O jornalista tentou questioná-la sobre a fala.
Ao exibir o episódio no Cidade Alerta, Reinaldo Gottino manifestou apoio ao repórter e ressaltou que a equipe estava em uma estrada, sem invadir terreno particular.
“Não sei se ela é parente, se é da família. A gente entende que o rapaz foi encontrado morto, mas ele matou uma pessoa. Ele é um assassino que estava sendo procurado. Não é porque ele morreu que virou um anjinho. Ele matou uma moça de 24 anos por quem era perdidamente apaixonado”, afirmou o apresentador.
Gottino também contestou a tentativa de impedir a gravação e reforçou que os profissionais estavam do lado de fora da propriedade.
“Não é bem assim, do jeito que ela está falando. O repórter está na estrada, do lado de fora, e ela falou: 'Não interessa'. Interessa, sim! Ele não está invadindo a propriedade, não está entrando na propriedade”, declarou.
A reportagem acompanhava os desdobramentos da morte de Priscila Lacerda Custodio, assassinada a tiros em 27 de outubro, às margens da Rodovia Cândido Portinari, em Rifaina. Segundo as informações divulgadas, ela estava devolvendo uma caminhonete ao ex-companheiro quando foi morta.
João Roberto Bolelli, de 62 anos, era suspeito de cometer o crime. O corpo do pecuarista foi encontrado nesta última segunda-feira (02/11), e a equipe da Record estava no local para acompanhar o caso. Com informações Portal iG.











