Campanha sob pressão -

Crime organizado restringe acesso de campanhas a comunidades da periferia de São Paulo

Candidatos de diferentes partidos relataram dificuldades para acessar comunidades periféricas de São Paulo durante a campanha eleitoral, em áreas apontadas como controladas pelo crime organizado. Segundo relatos obtidos pela coluna, a restrição teria ocorrido principalmente em territórios onde grupos criminosos exerceriam influência sobre a circulação de pessoas e atividades políticas. As Informações são do Metrópoles.

Foto: Jessica Bernardo / MetrópolesSão Paulo

A dificuldade foi mencionada por candidatos de ao menos três partidos e teria atingido especialmente aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Um parlamentar afirmou que houve uma espécie de “orientação” do chamado “estado paralelo” para impedir a entrada de campanhas. Em alguns locais, cabos eleitorais teriam alterado materiais de campanha, inclusive riscando a foto e o número de Tarcísio, para conseguir distribuir panfletos.

As restrições também teriam afetado candidatos ligados à bancada evangélica, segundo um parlamentar. O cenário ocorreu em meio às perdas de representantes religiosos na disputa pela Assembleia Legislativa de São Paulo, como Oseias e Elias de Madureira, ambos do PL, e Edna Macedo, irmã de Edir Macedo. Pastora Sanda Alves também não conseguiu uma vaga, enquanto Alex Madureira, que deixou a igreja do pastor Samuel Ferreira, foi reeleito pelo PL com 122 mil votos e manteve sua cadeira na Alesp.

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