
Presidente do STF encerra apurações sobre ameaças a ministros e desinformação
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou o arquivamento de cinco investigações ligadas ao inquérito das fake news, aberto há mais de sete anos para apurar desinformação e ameaças relacionadas a integrantes da Corte e seus familiares.
O arquivamento atende a uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou inviável a continuidade das apurações por ausência de provas ou prescrição dos casos. Uma das investigações mirava publicações em um grupo no Telegram com mensagens de apologia ao racismo contra judeus e ameaças contra ministros do STF. A PGR se manifestou pelo arquivamento depois que o Telegram informou não ser possível identificar os criadores e administradores do canal.

Outra apuração encerrada envolvia Gilson Machado, eleito deputado federal em 2026 e ex-ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro. Ele era investigado por suposta atuação junto ao Consulado de Portugal no Recife para tentar emitir passaporte ao tenente-coronel Mauro Cid. Segundo a PGR, não foram identificados elementos que apontassem a atuação de Gilson Machado mesmo após depoimentos e análises periciais.
Também foram arquivadas investigações sobre publicações da cidadã americana Flávia Cordeiro Magalhães, postagens ofensivas ao Supremo em redes do PCO (Partido da Causa Operária) e sobre o deputado estadual Alex Brasil (PL-SC) por compartilhamento de conteúdo sobre sigilo do voto. Nas decisões, Fachin destacou que as investigações podem ser reabertas caso surjam novas provas e determinou o levantamento do sigilo das decisões, tomadas pelo ministro Alexandre de Moraes quando era relator do inquérito.











