Caso deixa DHPP -

MP apura morte de mulher baleada por policial e possível desligamento de câmeras

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) passou a acompanhar as circunstâncias da morte de Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos, atingida por um disparo efetuado por um policial militar durante uma abordagem no Jacintinho, em Maceió, na noite do último sábado (05/09). A promotora de Justiça Carla Padilha informou que o órgão tomou conhecimento da ocorrência pela imprensa e já solicitou informações à Polícia Civil, considerando as divergências entre os relatos apresentados pela família de Amanda e pela Polícia Militar, conforme informações do portal Frances News.

Segundo a família, Amanda retornava de uma barbearia com o filho de 11 anos quando encontrou uma abordagem policial perto de casa, questionou a conduta de um dos agentes, foi empurrada e acabou baleada durante a discussão. A Polícia Militar, por sua vez, afirma que os agentes apuravam uma denúncia sobre tráfico de drogas quando uma aglomeração avançou em direção à equipe, e que Amanda ultrapassou o perímetro de segurança, empurrou o militar e tentou pegar sua arma, levando o policial a efetuar um único disparo. Uma sacola com 30 pinos de cocaína foi encontrada posteriormente nas proximidades, segundo a corporação.

Foto: Reprodução/Rede sociais

O MP também pretende apurar se os equipamentos utilizados pelos policiais registraram a ocorrência, pois há informação de que alguns agentes estavam com câmeras próprias que teriam sido desligadas. Outro ponto questionado é o atendimento à vítima, já que o Samu não foi acionado e Amanda foi levada à UPA dentro de uma viatura, mas não resistiu. A promotora informou ainda que não houve prisão em flagrante e que o órgão quer esclarecer qual unidade assumiu o procedimento e por que o caso deixou a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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