
Moraes proíbe visitas político-eleitorais a Bolsonaro até fim das eleições
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não poderá receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições gerais de 2026. Ele também suspendeu, por 30 dias, o direito de visitas a Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária, e proibiu a divulgação de manifestos político-eleitorais por ele ou por terceiros.
A decisão foi motivada pela divulgação, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma carta escrita à mão pelo ex-presidente. Para Moraes, a publicação descumpriu as condições da prisão domiciliar. O ministro destacou que esta foi a primeira violação das medidas cautelares e, por isso, optou por uma punição proporcional, sem determinar o retorno ao regime fechado.

Em sua decisão, Moraes rebateu as críticas de aliados sobre uma suposta "incomunicabilidade" do ex-presidente, classificando a alegação como "patética". Ele ressaltou que Bolsonaro convive diariamente com a esposa, filha e enteada, e já recebeu 185 visitas desde o início da prisão domiciliar, em 27 de março. O ministro também afastou o argumento de que a suspensão das visitas de Flávio comprometeria o direito de defesa, lembrando que Bolsonaro é representado por 30 advogados.








