
Moraes arquiva investigação contra Luciano Hang por suposto apoio a atos antidemocráticos
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a investigação contra o empresário Luciano Hang, dono da Havan, por suspeita de apoio a manifestações antidemocráticas e ao bloqueio de uma rodovia após as eleições de 2022. A decisão foi proferida na última quinta-feira (06/08). Com informações do Metrópoles.
Segundo Moraes, a Polícia Federal (PF) confirmou que manifestantes utilizaram o espaço de uma unidade da Havan às margens da BR-470, em Rio do Sul (SC), durante um protesto realizado em 3 de novembro de 2022. Na ocasião, apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro (PL) bloquearam a rodovia.
De acordo com as investigações, os manifestantes defendiam pautas como intervenção militar, fechamento do STF, anulação das eleições presidenciais e prisão do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar disso, a PF não encontrou provas de que Hang ou representantes da empresa tenham autorizado ou apoiado a concentração.

A investigação ouviu o diretor-presidente da Havan, a gerente da unidade e outras pessoas relacionadas ao caso. Ao analisar as informações, a Procuradoria-Geral da República (PGR) concluiu que não havia elementos suficientes para responsabilizar o empresário e pediu o arquivamento do procedimento.
Moraes acolheu o pedido da PGR e determinou o arquivamento da investigação. O ministro, porém, destacou que o caso poderá ser reaberto caso surjam novas provas que indiquem eventual participação ou apoio de Hang ou da empresa nas manifestações.








