
Plano de Lula cita 31 vezes "soberania" em meio a crise diplomática com os EUA
O programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição e apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cita 31 vezes a palavra "soberania" e promete dar "um salto" no modelo de desenvolvimento do país, mantendo o arcabouço fiscal, em meio à crise diplomática com os Estados Unidos após o tarifaço imposto por Donald Trump.
O documento menciona diretamente o presidente americano e faz alfinetadas na família Bolsonaro, afirmando que o governo fará "firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros" e rejeita "a visão daqueles que aceitam, com servilismo, a renúncia à soberania nacional". A plataforma, com 13 eixos, também anuncia investimentos nas Forças Armadas e defende a criação do Ministério da Segurança Pública, além de propor o Pacto Nacional de Execução Penal para o Enfrentamento ao Crime Organizado, o uso de câmeras corporais por policiais e o controle de armas e munições.
Sobre a economia, o plano destaca que o governo foi obrigado a adotar medidas para proteger as empresas por causa de pelo menos "três ondas" do tarifaço dos EUA. O programa também enfatiza a importância do Plano de Integridade e Combate à Corrupção da CGU, mas não faz referência ao escândalo do Banco Master ou aos desvios de aposentadorias do INSS. O documento afirma que Lula "encarna, como poucos, a defesa da soberania do Brasil e a esperança teimosa de um povo que não abre mão de seu próprio destino".









